...e tem também aquela da jornalista que, irritada com toda a cobertura que a mídia faz da Paris Hilton, resolveu simplesmente rasgar o script do telejornal e (tentar) iniciar o programa com notícias realmente importantes:
Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (Fantastic Four: The Rise of the Silver Surfer) 1/5
Direção: Tim Story Roteiro: Mark Frost, baseado nos personagens criados por Jack Kirby, Stan Lee e Don Payne
Elenco: Iaon Gruffudd (Reed Richards / Sr. Fantástico) Jessica Alba (Susan Storm / Mulher-Invisível) Chris Evans (Johnny Storm / Tocha Humana) Michael Chiklis (Ben Grimm / Coisa)
Com sorte, o 4 vai ficar no número de personagens, e não no número de filmes.
Quando estranhos acontecimentos começam a acontecer na Terra, o Quarteto nada Fantástico corre contra o tempo para impedir a destruição do planeta.
Não há nada de errado com um filme que tenha como proposta ser "apenas" divertido: as séries Piratas do Caribe, Hora do Rush e 11/12/13 Homens são exemplos de filmes-pipoca inteligentes. No entanto, "divertido" não quer dizer "idiota".
E no início Quarteto Fantástico 2 até ensaia uma divertida brincadeira com a obsessão da mídia por celebridades. Mas depois a coisa desanda. A única cena de ação legal, por exemplo, acontece só no final, e está longe de ser fantástica (desculpem, não resisti). Enquanto isso o Coisa e o Tocha Humana - esse último provavelmente a personagem mais irritante da história do cinema - soltam uma piadinha atrás da outra, tentando desesperadamente fazer o público rir. Mas o que incomoda mesmo são as cenas "dramáticas", tão profundas quanto um disco do Legião e tão chatas quanto.
Aliás, o amontoado de clichês é tanto que em certa altura o filme parece uma sátira (vejamos: o garoto irresponsável que aprende uma lição? Confere. O garanhão que acaba descobrindo a beleza do comprometimento? Confere. O noivo que promete pensar apenas nos preparativos do casamento, mas acaba trabalhando sem a noiva saber? Confere. A noiva que descobre e fica braba? Confere. O militar burro e que toma todas as decisões erradas? Confere. Faltou só a cena onde o noivo, um nerd assumido, resolve dançar UMA música junto a duas mulheres gostosas e coincidentemente a noiva acaba entrando nesse exato momento... não, espere, essa cena está lá também).
Aqui também não faz sentido questionarmos certas coisas porque elas estão ali só para dar andamento à história - como o pulso "qualquer coisa" que o Sr. Fantástico inventa para separar o Surfista Prateado da prancha e, assim, cortar sua fonte de poder -, e outras não ousamos questionar - acho que nem Deus sabe porque a prancha é a fonte de poder do cara.
Abre parênteses. Putaquepariu, que saída fácil que os roteiristas inventaram. Tipo, "ok, o Surfista é virtualmente indestrutível, como o Quarteto vai vencer?". "Já sei, vamos colocar a prancha como fonte de poder, assim tudo que os 'heróis' precisam fazer é separar os dois". Faltou só jogarem uma tsunami ali pro cara tomar uma "vaca" gigantesca. Francamente. Fecha parênteses.
Ainda assim, não posso evitar de fazer algumas perguntas: como eles descobriram sobre a prancha? De quem foi a idéia genial de transformar o poderoso Galactus em uma CÚMULO-NIMBUS radioativa? E como o Surfista fez o pacto se o seu mestre é apenas uma NUVEM DE CHUVA, e obviamente não possui o dom da fala? E por que o general pediu ajuda do Dr.Destino, o vilão do confronto anterior? Ele não viu o primeiro filme? E por que, oh, por que ele deixou o mesmo Dr.Destino, um cara que todo mundo sabe que é do mal (até porque ele sempre aparece em sombras e no escuro) fazer testes com a prancha mágica? E que diferença faz dizer "você fará testes apenas sob a supervisão de militares armados", se o Exército havia acabado de lançar oitocentos MÍSSEIS contra o Surfista e nada havia acontecido? E por falar em exército, o que diabos os militares americanos estavam fazendo no meio de Londres e de uma floresta na Alemanha? E por que tanto mistério para revelar o Fantásticomóvel se ele já havia sido exibido à exaustão nas campanhas de marketing?
Sem contar o discurso "durão" do Sr.Fantástico, onde ele fala pro general algo tipo "eu era um CDF sim, mas agora pego uma mina gata e tu tá pedindo ajuda pra mim". Que baita herói. Mas o pior de tudo, o pior mesmo, é que esse filme não precisa ser bom: os milhões investidos em publicidade já convenceram o público-alvo de que é uma ótima película, mesmo antes de assistirem, e nada pode mudar isso.
Mas se houver um Quarteto Fantástico 3, que Galactus - o de verdade - apareça e faça um lanchinho com o set de filmagens.
Na época (lá por janeiro, se não me engano), dono de um TIM, resolvi, pela primeira vez na vida, comprar um toque pro celular. Depois de navegar por alguns minutos na "loja virtual" deles, encontrei aquela que queria - não por acaso, Vertigo, do U2. Associei tal música ao grupo Cataclisma14, que incluía os membros aqui do blog, e sempre que um deles me ligava, essa música tocava. Na mesma época, editei Black Dog, do Led Zeppelin, no computador, extraí os 30s iniciais, transferi pro celular e o transformei em toque padrão.
Pois bem. Final de semana passado, troquei de celular e de operadora. Me aproveitando de que ambos os celulares - antigo e novo - contavam com a tecnologia sem-fio Infravermelho, comecei a transferir o conteúdo de um para o outro. Satisfeitíssimo, afinal de contas pude transpor sem muita dificuldade quase todo o conteúdo para o novo celular. Quase todo. Isso porque um arquivo estava indisponível para transferência.
Vertigo, do U2. A mensagem era clara: "Arquivo protegido por direitos autorais".
Voltando. Eu entrei na tal "loja virtual" da Tim. Escolhi a música. Paguei por ela, o que, nesse caso, é uma informação relevante. Assim, adquiri deles uma licença para executar um trecho dessa música no celular, afinal de contas o artista não pode sair prejudicado, não é verdade? Mas pelo que me parece, eu só tenho esse direito no celular que efetuou a compra. Ou seja, o direito não é mais meu, mas sim do celular, o que é uma das coisas mais absurdas que eu já ouvi - afinal de contas, o dinheiro que comprou a música era meu, e não da Nokia.
Toda essa história só pra novamente trazer à tona a polêmica do DRM e dos grandes problemas que isso está gerando - e ainda vai gerar - aos usuários de música virtual e, consequentemente, às empresas que oferecem esse produto. Será que é só comigo? Pelo jeito não.
O DRM mal nasceu, e já está agonizando. Isso porque só prejudica quem quer ser honesto e fazer as coisas dentro da "lei". Enquanto o meu lado honesto comprou uma música pro celular e agora não pode aproveitá-la em outro, o meu lado ladrão conseguiu transferir Black Dog sem problemas pro celular novo.
Ladrão? Pelo menos os ladrões do mundo inteiro têm um forte aliado.
[Peço desculpas pelo atraso, mas alguns problemas acabaram me impedindo de postar a coluna ontem]
Sempre vejo por aí que a tecnologia está evoluindo constantemente e que precisamos acompanhar o desenvolvimento dela. Mas não seria melhor se a humanidade estivesse evoluindo constantemente e a tecnologia precisasse acompanhar o nosso desenvolvimento?
"Dizem que ninjas são capazes de atravessar paredes e portas. Como posso ensinar este truque para meu cachorro, e assim não precisar mais levá-lo pra rua toda hora?", é a pergunta que o Ninja responde em tom de alerta: "Cuidado, meu amigo! Uma vez que um cachorro aprende um truque ninja, ele deixa de ser o melhor amigo do homem!". E acrescenta: "Ninjas Caninos, ou melhor - Caninjas - são coisa séria!". Esta e mais de 40 outras perguntas absurdas sobre o universo ninja são ninjamente respondidas em Ask a Ninja, uma série de videos de grande sucesso no YouTube e também um ótimo exemplo de exploração de direitos autorais na internet - totalmente a favor da maré.
"Ninjas são capazes de amar?" "É claro que são! Mas eles amam de modo fatal!". Assim como acontece no Dilbert e nos Malvados, onde uma boa idéia e um bom texto sustentam a má qualidade dos desenhos, Ask a Ninja é um sucesso porque tem no roteiro seu grande trunfo: é criativo, inteligente e original - qualidades que compensam a tosquera da produção totalmente caseira e barata de Kent Nichols e Douglas Sarine - os criadores, produtores, diretores, editores e distribuidores de Ask a Ninja.
Uma das 3 forças da Cauda Longa, a democratização dos meios de produção (tecnologia barata para produzir e editar videos em casa) e distribuição (banda larga difundida) permite a quase qualquer pessoa criar sua própria série e veiculá-la de graça na internet. Se a idéia for boa, o sucesso virá mais cedo ou mais tarde. No caso de Kent Nichols e Douglas Sarine veio em dezembro de 2005, quando foi postado no YouTube o primeiro episódio da série, "Ninja Mart-Store", com a pergunta sobre onde ninjas compram roupas e acessórios ninjas. Apesar de ser um dos episódios mais chatos, muita gente assitiu, gostou e pediu mais. Ou melhor: fizeram mais perguntas ao Ninja.
Aí está outro trunfo da série: saber explorar a internet e o YouTube. O Ninja responde perguntas enviadas por e-mail em videos curtos (3 minutos de duração, em média) e os criadores verificam o sucesso do episódio de acordo com os comentários gerados no YouTube, que também fornece estatísticas sobre quanta pessoas assistiram, quantas postagens foram feitas em blogs, quantos adicionaram aos favoritos, e assim por diante.
"Os ninjas celebram o Natal?" "Mas é claro! Veja, Papai Noel é na verdade um grande ninja! Sua roupa é vermelha de sangue de crianças que ele mata quando tentam encontrá-lo! E não existem anões e elfos. O que há, na verdade, são um monte de pequenos ninjas!" Em março de 2006, já no 13º episódio e com muito sucesso, os criadores de Ask a Ninja passaram a investir em merchandising: no final de cada episódios o Ninja convida o público a comprar coisas ninjas no site official, como camisetas, bonés, DVDs e até ringtones para celular com a música de abertura (que é bem irritante, por sinal, mas deve vender bastante). Recentemente a série ganhou patrocínio do Ask.com, o 3º maior site de busca do mundo (o nome Ask caiu ninjamente como luvas), e está previsto para 2008 o lançamento do primeiro livro, "Guia para não-ninjas tornarem-se mais ninjas". Massa!
Mas o que mais me chama a atenção em Ask a Ninja é que não há tanto espaço para violação de direitos autorais ou pirataria: a série surgiu na internet e se vale exclusivamente dela para continuar existindo. Kent Nichols e Douglas Sarine são exemplos dos novos profissionais de entretenimento que podem surgir por aí: eles não precisam passar por testes televisivos, fazer cursos de teatro, comparecer a audições, nada. A internet atravessa esta barreira (ou seria um funil?) e ainda deixa os direitos autorais nas suas mãos, podendo escolher entre "fechar um contrato e vender uma idéia boa para um canal de televisão" ou "desenvolver uma idéia apenas através da internet sem dividir ou abrir mão dos direitos".
Agora que o Brasil ganhou uma versão em português do YouTube, será que teremos séries brasileiras fazendo sucesso por lá também? Provavelmente muito lixo vai aparecer quando se abre um espaço como este (ainda mais para brasileiros) mas, no meio da multidão, Ask a Ninja conseguiu se destacar, ganhar um público, tornar-se rentável e viver da internet. É um caso , enfim, onde a interatividade do meio foi levada em consideração e o "uma câmera na mão, uma idéia na cabeça e uma merda de video" não prevaleceu.
Enquanto milhares de pessoas pulam, cantam e amaldiçoam seus rivais, eu fico parado, olhando para o campo com o mau humor que sempre me acompanhou – se bem que não é nada surpreendente, já que o meu time amarga uma derrota de 1 a 0 enquanto um simples empate bastava para a classificação.
Isso, é claro, não afeta o resto da multidão, que segue festejando com um otimismo incalculável. Muitos deles me dão olhares de desprezo por eu não estar fazendo parte da festa, e a minha vontade é gritar dizendo “Quem vocês pensam que são? Eu já estava passando frio aqui muito antes de qualquer um de vocês fazer o primeiro download da sua vida!”. Mas o esforço parece demais e eu me concentro no que acontece dentro das quatro linhas, mascando o chiclete com mais ou menos força de acordo com a ocasião (atitude igual à do nosso centroavante, diga-se de passagem, cuja única movimentação em 80 minutos de jogo foi o sobe-e-desce da mandíbula).
Fico pensando se aquela festa da torcida não é algo a parte; se ela independe do jogo para ter vida própria. Pois se todos estivessem concentrados no que acontece, estariam tão tensos quanto eu. E, enquanto a cantoria envolve as milhares de pessoas presentes em um espetáculo de tirar o fôlego, só consigo imaginar os motivos que o técnico teria para escalar apenas um volante, ao invés de colocar outro para ter dois jogadores distribuindo pontapés ali no meio.
Isso pelo menos até o momento que o centroavante cospe o chiclete e, aproveitando aquele que é um dos piores lançamentos que já vi, faz o gol de empate. A massa ruge, perdendo completamente os sentidos - mas dessa vez vou com eles, faço parte da insanidade coletiva. O gol é o único momento em que milhares de pessoas realmente concordam, sem opiniões divergentes ou reclamações de que poderia ter sido melhor (as que torcem pro mesmo time, claro). É aquele espaço de tempo em que todos estamos presos dentro da mesma bolha de euforia, onde cada um faz questão de olhar para o irmão ao seu lado, abraçá-lo, distribuir afeto e multiplicar alegria em uma velocidade incalculável. É quando milhares de corações transbordam de exaltação e despejam esse sentimento em qualquer um que esteja no raio de alcance. O gol é o mais perto que a humanidade já chegou da paz mundial.
Mas assim que a partida recomeça, claro que já estou no meu mundo particular, na minha torcida particular, me perguntado por que diabos o técnico não coloca um terceiro volante. Enquanto as pessoas cantam a vitória que ainda não chegou, eu vivo a agonia da espera. Sou o outro lado da moeda, o equilíbrio da balança, o racional no meio da emoção.
Soa ultrapassado rotular ambiente feminino e ambiente masculino hoje em dia. A antiga visão de “futebol, coisa de homem” não condiz com o interesse que as mulheres têm demonstrado pelo esporte bretão. As nossas leitoras do Cataclisma comentam posts futebolísticos (vamos lá, gurias! Não me deixem mentir). Conheço muitas meninas que freqüentam estádios, meninas que às vezes roubam a atenção de parte da torcida.
E elas não estão apenas na platéia, algumas participam ativamente do espetáculo. E que espetáculo! Mulheres fazendo reportagem de campo, mulheres comentando jogos em transmissões ao vivo e com entendimento, sabem mais do que o Casagrande! (desculpe, era pra ser um elogio...). Foi-se o tempo em que mulher no futebol era só Maria-Chuteira.
O espaço conquistado já é bem representativo, tem umas que comandam os jogos. Está cada vez mais comum ver um trio de arbitragem formado por beldades. Mas parece que tem marmanjo muito incomodado com essa florida e muito bem vinda invasão, provavelmente aqueles que recebem ordens em casa e não toleram receber ordens de mulheres no campo também.
O maior exemplo de sucesso feminino nesse meio é a TOP Ana Paula de Oliveira. No começo, ela surgiu como presença inusitada nos gramados; mas com o passar do tempo suas atuações começaram a ser respeitadas pelo grau de dificuldade de alguns acertos de suas marcações. E naturalmente, se a justiça for feita, ela chegará a representar o Brasil em uma Copa.
Mas foi só assinalar dois impedimentos do ataque do Botafogo – e depois de rever as jogadas tenho duvida em apenas um deles, no outro ela estava certa - num jogo que acabou com o que seria a segunda final carioca de Copa do Brasil consecutiva que tentaram destruir sua carreira.
Numa verdadeira cruzada motivada por uma mistura de bairrismo e machismo, a mídia investiu impiedosamente contra a musa. Chegou a ser patético, remexeram nos arquivos para achar os outros dois erros ‘’cruciais’’ de toda a carreira dela. E um deles, fruto de uma edição de imagem pra lá de parcial, aonde a explicação e a constatação do acerto viria logo após o corte do lance na reportagem.
Algum cartola mal intencionado resolveu se aproveitar da situação, e a federação rebaixou Ana Paula para a quarta divisão paulista e torneios extra-oficiais. Como se não bastasse, “repórteres” se prestaram a cobrir uma dessas partidas e, ao final, foram “entrevista-la” com perguntas irônicas.
O engraçado é que homens cansam de errar com o apito na boca – e fui politicamente correto na escolha do verbo, vide Libertadores 2002 e Brasileirão 2005 – sem sequer receber nenhum tipo de represália, que dirá punição.
O DVD do The Who Live at the Royal Albert Hall foi gravado no ano 2000 - um pouco antes do baixista John Entwistle falecer, um tempo depois de Pete Townshend ter problemas de audição e muito após Keith Moon ter uma overdose fatal. Ainda assim é impressionante, mas impressionante mesmo, como os caras chutam, pisam, humilham, mandam pra putaquepariu, ofuscam qualquer banda surgida nos últimos dez anos. É como os gauleses contra os romanos.
Ou seja, idade realmente não é parâmetro. Por isso eu digo: Dunga, a seleção brasileira precisa do Émerson! Entre os teus convocados não há ninguém que, ao invés de pensar "será que faço a falta?", não pense e derrube logo o cara. Depender do Gilberto Silva pra isso é como dizer que uma das bandinhas novas será a "salvação do rock".
Se por acaso acontecer de você botar a pizza na assadeira sem tirar o isopor de baixo, por descuido ou esquecimento, não se preocupe ainda: ele derrete e gruda na assadeira, não na pizza! Esta sobrevive ilesa, com forma e sabor inalterados. Preocupe-se apenas caso você tenha comido a pizza após tal descuido e cientistas descobrirem que isopor derretido libera toxinas cancerígenas sem sabor.
Lembrei que assisti hoje ao programa de esportes na TV no início da tarde e vi o reporter comentando que a seleção brasileira estava já dando a impressão de estar bem definida pelo Dunga. Quando ele começou a dizer a escalação eu comecei a me desiludir completamente com esse time.. Sério, quando Dunga chegou ao cargo de técnico da seleção de futebol e trouxe vários atletas para testar uma formação mais ideal que a formação que fez fiasco na Copa do Mundo, eu pensei que ele ia trazer jogadores mais "raçudos", mas de qualidade. Que iria garimpar jogadores e até trazer confiança a jogadores bons e esquecidos por aí. Ledo engano (sim, opinião extremamente pessoal).
Não confio nem um pouco neste time da Copa América e ao contrário do nosso treinador, tão importante para a conquista da Copa do Mundo de 1994, a nossa seleção não pode entrar como favorita mais em quanlquer torneio com o time que ele está montando, me desculpem, mas é muito claro o que eu vejo ali... e não é bom futebol.
Nestas horas algumas pessoas dizem que fulano, beltrano e ciclano são bons jogadores, e eu sou obrigado a concordar, mas o problema é que eles juntos não formam uma boa equipe. O São Paulo da dupla de volantes Mineiro e Josué, Campeão Mundial 2005, era realmente uma equipe muito boa. Mas não precisa ser um vidente pra ver que o Mineiro parece destoar ali, totalmente fora de contexto, não encaixa ao lado do gigante Gilberto Silva, outro que pode ter jogado muito bem no Arsenal, mas na seleção não joga mais do que um jogador médio, um "Jamir" da vida (alguém lembra?), sem sal. O Robinho do Santos encantou o Brasil pedalando. Porque não vai ser ciclista? Tá certo que não é um jogador ruim, mas não tem nada de espetacular! Robinho não é meia, não é ponteiro e não é segundo atacante... só Deus sabe o que ele é! Talvez alguma coisa ali por perto dessas três opções, mais parece um coringa do banco de reservas. Robinho não seria titular da minha seleção. Ao lado do Vagner Love formaria uma boa dupla de ataque reserva. Love nunca seria um camisa 9 do meu time. O "Love" (que apelido ein cara!) tem característica de segundo atacante, mas não da seleção brasileira.
Cara, a lista vai... O Elano nem sei o que ele fez no clube para estar na seleção, provavelmente boas atuações não faltaram, mas a ser "de confiança" do técnico? De confiança da seleção brasileira?? A seleção pentacampeã do Mundo? O Elano? Nada contra ele, mas não consigo confiar. O Diego Souza joga mais que o Elano. Acho que falta cara de time bom pro Brasil, cara de time que chega pra ganhar. Acho que o Parreira tinha vários jogadores assim, mas administrou errado, dando crédito a quem não devia e assim queimou todos. Daquele time da Copa do Mundo, sairiam direto como titulares os laterais Cicinho e Gilberto. Adriano, que devia ser o único centroavante daquele time, foi queimado pelo Ronaldo antes mesmo da Copa começar e afundou junto com a "rapa". Linda foi a participação dele na Copa das Confederações 2005 como ÚNICO centroavante... mas como um "pai Galvão pra um filho Cacá Bueno", o Parreira tinha que por o Ronaldo no time e desmotivou o Adriano a ponto dele ficar meses sem marcar.
Minha seleção principal (os 11 que iniciam) não teria Helton no gol, não teria Alex (o do PSV) na zaga, não teria Mineiro e Gilberto Silva juntos no meio, não teria Elano, Robinho e Love pra finalizar. Mas aí é a minha opinião. Cada um com a sua. Esse time não tem cara de campeão, pra ser bem franco, esse time tem cara de nada... só vontade de acertar.
Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean's Thirteen) 4/5
Direção: Steven Soderbergh Roteiro: Brian Koppelman e David Levien, baseado nos personagens criados por George Clayton Johnson e Jack Golden Russell
Elenco: George Clooney (Daniel Ocean) Brad Pitt (Rusty Ryan) Matt Damon (Linus Caldwell) Eliott Gould (Reuben Tishkoff) Al Pacino (Willie Bank) Andy Garcia (Terry Benedict) Don Cheadle (Basher Tarr) (Não dá pra botar todo mundo aqui, né)
Se alguém disser que nos intervalos das filmagens eles comiam pizza, enchiam a cara e ficavam jogando Winning Eleven, eu acredito.
Quando Reuben Tishkoff é passado pra trás por Willie Bank e sofre um infarto, cabe a George Clooney reunir a galera de novo para se vingar, arrecadar alguns milhões de bilheteria e fazer um ótimo filme.
Reunir tanta gente talentosa embaixo do conceito "Vamos fazer isso na parceria" não podia dar errado. E o que se vê na tela é um blockbuster divertido e inteligente, utilizando bem a trama como uma forma de criar situações inusitadas e cômicas para personagens que já conhecemos. Aliás, a química entre os atores é invejável: parece que eles se divertiram o tempo todo. Claro que o roteiro ajuda, com diálogos afiados e jogando piadas naturalmente ao longo da história, construindo assim boas surpresas e dando espaço suficiente para o elenco brilhar.
Do outro lado das câmeras, Soderbergh utiliza todas as técnicas possíveis para tornar o filme ainda mais estiloso: cortes rápidos, enquadramentos tortos, movimentos inesperados, tela dividida, letterings... além disso, estão presentes os seus zooms característicos e a fotografia com luz natural, de onde o diretor tira imagens belíssimas de Las Vegas. O resultado é um filme coeso, sem exageros, que ganha ritmo com a ótima edição e a trilha sonora sempre pertinente.
Mais do que tudo, quando a película acaba fica aquela sensação de "eu queria conhecer esses caras e participar desses golpes em cassinos" - ou, no mínimo, a vontade de reunir os teus próprios amigos para assaltar um banco. Foi?
E chega ao fim a cobertura cataclísmica da Libertadores 2007. Conforme o prometido, fizemos a cobertura dos 20 jogos da dupla grenal no torneio, apresentando democraticamente duas visões contrastantes sobre cada jogo.
"(...) e Clemer mostrou que "sair-do-gol" é seu nome do meio". (Kleiton, Nacional 3 x 1 Inter)
"(...) deixou quatro jogadores (?) do Força e Luz livres dentro da pequena área, o que seria uma covardia tremenda contra um goleiro, que se dirá contra o Clemer!". (Thiago, Emelec 1 x 2 Inter)
"O colorado está fora da Libertadores? Nada demais. Até achei que já estavam acostumados". (André, Inter 1 x 0 Nacional)
"Afinal, pra quem ganhou a segunda divisão vencendo o forte Náutico, bater o Boca e levar a Libertadores não parece ser tão difícil assim". (Valter, Boca 3 x 0 Grêmio)
Enfim, um projeto que termina. Agradecimentos especiais ao Valter, colaborador importantíssimo para que o projeto acontecesse dessa forma. E agradecimentos também ao público leitor que comentou, reclamou, debateu: afinal de contas, é disso que vive um blog.
Esse projeto termina, mas o projeto da Camiseta Oficial Cataclisma14 continua, aguardando a participação massiva de seus leitores.
jogo 14/14 Grêmio 0 x 2 Boca Juniors Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre (RS) Gols: Riquelme 23' e 35' 2t,
Kleiton
Muito embora soe como desculpa esfarrapada, estou satisfeito com o Tricolor. Não pelas duas derrotas contra o Boca, nem por perder o título que logo após a classificação contra o Santos parecia tão próximo. Mas sim pela campanha que fez com o grupo que possuía - e que raramente conseguia entrar completo em campo. Para um time que não tem atacante - aquele de profissão, no estilo Jardel - o Grêmio até que fez bastante gol e chegou longe.
O Boca foi campeão por merecimento. O Grêmio foi vice por falta de opção. E a torcida - pelo menos a maior parte dela - deu show de novo, aplaudindo um time ao qual, embora tenham faltado gols e chutes a gol, sobrou raça e vontade.
André
É grande a diferença que um gol irregular e um gol contra fazem. Mas o Boca jogou melhor no Olímpico e mereceu o título, embora o Grêmio tivesse sim time pra virar - mas com atuações nulas de Tcheco, Tuta, Lucas e Amoroso, e perdendo o excelente zagueiro Teco ainda no primeiro tempo, ficou mais difícil.
No entanto, o tricolor gaúcho saiu de uma Série B para a final do torneio mais importante da América Latina (tirando a "Tríplice Coroa", claro), um feito a ser respeitado e aplaudido. E se o Grêmio não conseguiu vencer, pelo menos foi mais além do que outros times que não conseguiram competir.
Thiago
Imortalidade? Imortal não significa invencível. O sentido gremista imortalidade é não desistir, é fazer o algo a mais, o que ninguém espera. E essa imortalidade tricolor se fez presente ontem no estádio Olímpico no aplauso mútuo entre jogadores e torcida após o jogo, no hino cantado quando o jogo estava para acabar, no nome de cada atleta gritado em quanto recebiam a medalha. Cena comovente que estreitou ainda mais os laços entre ambos.
Mais uma vez está comprovada a tese de que o Gremio é um time diferenciado (e eu nao disse 'melhor' nem 'pior', antes que alguma interpretação seja mal feita), que está em outro plano. Num país que tem a cultura de menosprezar o vice, a torcida reconheceu o grande trabalho dessa equipe valorosa (bom, até a imprensa do centro do país reconheceu...) e que não foi pouco o que o Grêmio conquistou nessa Libertadores. A história não acaba aqui!
(na nossa visão Gremista e parcial) _____________________________________________________________
Só pode haver um. Não, eu não estou citando Highlander e fazendo referência ao suposto Imortal. Estou falando que só pode haver um ser chamado Dercy Gonçalves. Isso talvez explique o fato de o Grêmio não ter vencido a Libertadores esse ano. Afinal, Milton Neves havia lançado um desafio: caso o tricolor conquistasse o título ele mudaria seu nome para Dercy Gonçalves Neves. Evidentemente, não se brinca com um semi-deus de um século de vida. Ou talvez as explicações possam ser as seguintes:
- o Boca é verdadeiramente Copeiro, com "C" maiúsculo; - Riquelme vale cada centavo dos dois milhões de dólares pelo empréstimo de quatro meses; - o Boca não pipoca fora de casa; - o Boca sabe exatamente como jogar com um resultado já construído: ele cozinhou o jogo todo e em dois ataques fulminantes matou a partida; - o Boca não precisa de gol de pênalti na final. Por isso, é o Palermo quem bate as cobranças; - a diferença entre os times foi tão grande, mas tão grande, que foi a maior diferença de gols em uma final de Libertadores.
Enfim, dessa derrota ficam a bela atuação de Gavilán, o show das duas torcidas e uma imortalidade falecida. Não foi desta vez, o que é uma pena. Afinal, um título gremista corroboraria uma fase excelente do futebol gaúcho no cenário internacional - seria a primeira vez que dois times do mesmo estado ganhariam a taça em seqüência -, além de calar a boca de muito jornalista do eixo Rio-São Paulo. Mas não dá nada, ano que vem de repente tem mais.
Cada vez mais me convenço que pesquisas não servem pra nada. Afinal de contas, ou as pessoas mentem ao responder as pesquisas, ou...
"Um levantamento realizado por pesquisadores norte-americanos concluiu que 81% das pessoas que buscam parceiros em websites de namoros virtuais mentem sobre suas características"[Terra]
...as pesquisas provam que as pessoas mentem descaradamente.
Como já dito nos comentários da coluna Tá Tudo Interligadodessa semana (Leandro, baita post), a proibição do COB quanto a blogs e sites pessoais de atletas é um assunto que não vai acabar tão cedo.
O nome dessa coluna, Expressão Digital, parece adequado em um momento como este, quando da restrição - imposta pelo COB - a esse tipo de expressão (blogs e sites pessoais) de atletas competidores do Pan 2007, a acontecer no RJ entre os dias 13 e 29 de julho.
1 - De acordo com a regra 51 da Carta Olímpica, atletas, treinadores e outras pessoas credenciadas pelas delegações dos países não poderão atuar como jornalistas ou comentaristas durante os Jogos Pan-americanos Rio 2007, visando a proteger os interesses de toda a mídia credenciada para o evento. [ver completo]
Como fica claro no comunicado do COB, o interesse privilegiado nesse caso é o da mídia credenciada, e não o do público. Onde lê-se "público", leia-se também "cidadão", "pagador de impostos" e "principal contribuidor para a realização do Pan", visto a importante participação estatal no evento (Caixa e Petrobrás como patrocinadores oficiais, Correios como parceiro e Ministério do Esporte como parceiro governamental).
O que me impressiona nessa história toda é a incapacidade do COB de ver que, com uma cobertura paralela à oficial (blogs de atletas recheados de vídeos, áudios e fotos do evento), o Pan 2007 só teria a ganhar. Afinal de contas, essa "mídia paralela" tornaria disponível determinados conteúdos que a grande mídia certamente não exibirá (como diz o Leandro, "um video gravado direto dos vestiários, na concentração momentos antes de uma partida; ou depois, com o atleta comemorando a vitória com seus colegas de equipe, cantando aquela música tema deles..."). Porque esse conteúdo é específico demais, pessoal demais, não-massivo demais.
Esse conteúdo não é de interesse da grande mídia? Mas pode ser de interesse do público, que se identifica muito mais com a história individual de um atleta (um ídolo) do que com a cobertura massiva oferecida pelos meios tradicionais. Falta discernimento para entender que esse não é um conteúdo concorrente, mas complementar. Com a restrição, o COB sai perdendo, o Pan sai perdendo, o público sai perdendo. A mídia credenciada não sai perdendo, mas também não ganha nada com isso.
Esse é um assunto importante demais para passar batido. É uma liberdade importante que está sendo tirada dos atletas, e caso não haja uma discussão agora, novos abusos poderão ocorrer em um futuro próximo (blogar vídeos de torcida de futebol no estádio, por exemplo, ou publicar fotos de fãs com atletas). O descaso do COB quanto à liberdade de expressão não pode contagiar o grande público.
No começo desse ano, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) causou polêmica ao informar que nenhum atleta da Delegação Brasileira dos Jogos Pan-Americanos do Rio poderiam manter ou atualizar blogs e sites pessoais durante o período dos Jogos, ameaçando com a eliminação de atletas em caso de desobediência. O motivo principal da restrição seriam os contratos de patrocínio formados pelo COB e pelo Comitê Organizador do Rio 2007, que autorizam apenas veículos de comunicação oficiais e devidamente credenciados na cobertura da competição. Levando em consideração que o evento é financiado majoritariamente por verbas públicas, oferecer exclusividade na cobertura não é um absurdo?
Depois de sofrer duras críticas pela decisão e faltando apenas 25 dias para o início dos Jogos, o COB finalmente voltou (um pouco) atrás. Em nota divulgada ontem no site oficial, os atletas foram autorizados a manter blogs, porém, sob as seguintes condições: • Que seus blogs relatem apenas experiências pessoais, seus exclusivos pontos de vista e comentários; • Que seus posts respeitem "o juramento dos atletas" e os participantes dos Jogos, "dentro do melhor espírito esportivo"; • Que seus blogs fiquem proibidos de ter finalidade comercial; • Que seus blogs fiquem proibidos de conter foto, vídeo ou áudio obtidos durante os Jogos;
Ou seja: os blogs dos atletas, que poderiam trazer ao público (leia-se "credor dos Jogos") os conteúdos mais interessantes do Pan, estão obrigados pelo COB a ser exclusivamente chatos. A decisão elimina todo o potencial que uma cobertura "ao vivo e de dentro" que a internet poderia proporcionar.
Um video gravado direto dos vestiários, por exemplo, na concentração momentos antes de uma partida; ou depois, com o atleta comemorando a vitória com seus colegas de equipe, cantando aquela música tema deles... Um post de um atleta desabafando por conta de um erro de arbitragem, a quantidade de mensagens de apoio do público que ele poderia receber, e a possibilidade de retribuir postando um vídeo de agradecimento... Fotos de atletas brasileiros e argentinos fazendo queda-de-braço no refeitório da Vila do Pan, na melhor demonstração de espírito esportivo que nenhum outro veículo de comunicação conseguiria cobrir... Tudo publicado na internet enquanto os Jogos acontecem, e disponível para futuras recordações...
Pois é, o COB disse não. Atrapalham até a vida do atleta, impedido de explorar contratos de patrocínio esportivo mais interessantes (coisa rara no Brasil) por conta de uma decisão burra. Estão nadando contra a maré dos direitos autorais, dos direitos de imagem e da liberdade de expressão na internet. Advogados e estudantes de Direito leitores do Cataclisma 14 que me defendam ou me condenem nos comentários, mas pra mim é como se afirmassem: "Somente quem consome rádio, TV e jornal terá acesso a conteúdos exclusivos dos Jogos Pan-americanos do Rio. O quê? Você consome internet? Azar o seu, e do atleta que tentar te ajudar"...
Não entendo muito bem a relação das pessoas com produtos não-oficiais. Quer dizer, se eu pagar quarenta reais por um CD ou DVD vão dizer que foi burrice, que eu poderia ter comprado por cinco pila nos camelôs ou baixado de graça da internet. No entanto, se eu aparecer em uma festa com uma calça Levi's genérica, pela qual paguei cinquenta reais e não trezentos, será que a minha "esperteza" vai ser tão festejada?
Ouvir uma dessas bandinhas novas de rock nacional é realmente uma tarefa complicada. No carro, com o rádio ligado, sempre troco de estação quando começa algo desse gênero (indie rock, punk, emo, hardcore nacional).
Agora, se uma música já é difícil de agüentar, imagina isso.
Análises imparciais, como se sabe, são impossíveis na prática, já que cada análise traz consigo uma carga pessoal que não pode ser desvencilhada do texto. Mas estou tentando me distanciar um pouco do jogo da próxima quarta-feira, só pra ver o que esperar.
O fato é que a situação é bastante desfavorável pro tricolor. O fato é que o Grêmio precisa fazer pelo menos 3 gols, e não sofrer nenhum, pra pelo menos levar pra prorrogação. E fazer mais um, ou pelo menos não tomar nenhum, pra levar pros penaltis. O fato é que o Boca não é o Defensor, nem o Santos, nem o São Paulo, nem o Caxias.
Mas alguns fatos jogam a nosso favor. O fato, por exemplo, do tricolor ter feitos partidas impecáveis no Olímpico no mata-mata da Libertadores. O fato de fazer sempre o mínimo necessário para atingir seus objetivos. O fato da torcida lotar o estádio a cada jogo, e empurrar o time para as vitórias. O fato de ter um técnico tranquilo, profissional, que conhece bem as ferramentas que possui e sabe como utilizá-las.
Na pior das hipóteses, se não conseguirmos, ficará a certeza que perdemos o título lá, na bombonera, e contra um grande clube, que nessa situação chegaria à sua sexta libertadores. Na melhor das hipóteses, se conseguirmos, eu não voltarei pra casa antes do dia clarear. E vai ser provavelmente a comemoração mais enlouquecedora que essa cidade já viu.
E além de todos os grandes motivos que tenho para torcer pelo Grêmio (paixão, fé, orgulho), essa semana ainda surgiu outro, bastante forte: essa declaração do Milton Neves.
"O sonho do tri gremista acabou. Goleada prevista em decisões entre duas equipes niveladas tecnicamente nunca acontece. Se o mortinho Grêmio nota 5,5 meter 4 a 0 no Boca nota 6,5, no Olímpico, eu mudo meu nome para Dercy Gonçalves Neves."
Com esse nome, acho que ninguém mais dá emprego pra ele. Veremos.
Sabe quando tudo parece conspirar contra você? Quando você parece estar indo contra a maré e tudo o que você tenta fazer parece sempre dar errado? Ou aqueles casos que pedem uma mudança de atitude para se resolverem a seu favor.
Para esse tipo de situação, como em diversas outras do nosso dia-a-dia, adotamos um termo futebolístico: Virar o Jogo.
No futebol, dois tipos de resultado podem fazer de um jogo memorável: uma sonora goleada ou uma virada inimaginável.
Nesse campeonato brasileiro já tivemos um jogo cheio de alternâncias. Foi no Mineirão, pela terceira rodada. O Cruzeiro abriu o placar. O visitante Paraná conseguiu a virada no começo do segundo tempo. Pouco depois, o placar já registrava 3 a 2, com os mineiros na frente outra vez. Mas a partida acabou 4 a 3 para o time tricolor. Repararam? Três viradas em uma só partida! Parece brincadeira.
Acompanho futebol desde o brasileirão de 88. E escolhi aqui as três maiores viradas que pude acompanhar nesse tempo. Não estou contando reversões de vantagem, pra não ficar falando só do Grêmio. As reviravoltas que vou relatar aconteceram dentro de um mesmo jogo. Três finais de campeonato.
Palmeiras e Vasco decidiam a Copa Mercosul de 2000 (atual sul-americana, enfim, a série B da Libertadores), o Vasco trazia da partida de ida uma vantagem de 2 a 0, essa vantagem foi destruída pelos paulistas em 45 minutos. Intervalo de jogo, Palmeiras 3 a 0. Mas a virada não foi essa. Aos 48 minutos do segundo tempo, o Vasco (que ganhou a alcunha de time da virada por uma sucessão de reações na década de 50), dava números finais ao jogo: 4 a 3, num segundo tempo vascaíno mais espetacular do que o primeiro tempo palmeirense daquela noite havia sido.
Istambul, 2005. O Milan faz um primeiro tempo arrasador contra o Liverpool, uma vitória consistente. Mais uma vez o placar de 3 a 0 dá a impressão de que um torneio continental já está decidido. E mais uma vez esta impressão é surpreendentemente desmentida. Numa mostra rara e louvável de superação, a equipe da terra dos Beattles empatou a partida e levou a decisão para os pênaltis, onde ganharam a Liga dos Campeões contra qualquer previsão feita no intervalo do jogo.
Mas a final da Liga dos Campeões de 1998/99 foi com certeza a virada mais inacreditável® que eu já vi. Não é a toa que o próprio site da UEFA se refere a esta partida como “O Milagre de Barcelona”. O jogo estava nos acréscimos, e o Bayern vencia por 1 a 0. A festa já estava preparada e já tinha acontecido aquele clássico lance do goleiro pedir o fim do jogo antes de repor a bola, com a certeza de que ouvirá o apito antes dela quicar no gramado. Pois o Manchester foi lá e, em dois escanteios seguidos, virou a partida e levou a taça.
Excelente pilotagem a do inglês Lewis Hamilton hoje nos EUA. Pra americano nenhum botar defeito, infelizmente. Logo na largada o bicampeão Fernando Alonso atacou como um pitbull na primeira volta e não achou espaço. Hamilton fechou todas as portas até que o bicampeão ficasse mais calmo. Felipe Massa foi o melhor com o segundo carro da Fórmula 1 hoje e segurou bem Kimi Raikkonen, que não foi capaz de atacar o piloto brasileiro, na busca pela 3ª colocação, sem errar pelo menos umas duas vezes.
Fantástico o que corre esse carro da McLaren agora. A corrida foi boa até pra brasileiro ver, pois lá pela volta 20 já dava para se conformar com a 3ª colocação como uma vitória!! Em duplas, as brigas por posições foram constantes na corrida de hoje. Hamilton segurou Alonso, Felipe segurou Raikonen. Fisichella teve a mesma gana que Alonso para recuperar posições e fez várias ultrapassagens pelo lado de fora das curvas. Fisichella, pra mim, o melhor piloto de hoje, o mais arrojado.
Fantástico o que corre esse carro da McLaren agora. Lembrou os anos de Senna e Prost, de verdade. Ninguém chega perto. Dava pra ver nas primeiras voltas que Felipe Massa acelerava tudo que podia aquela Ferrari. Passadas 13 voltas ele segurava a diferença atrás do líder em 5 segundos e pouco. Mais adiante não deu mais.
Não falei nada sobre o GP do Canadá, domingo passado, até porque fique assustado com aquele acidente do polonês Robert Kubica. Todos ficaram. Aquela foi uma corrida atípica que me deixou também com muita raiva... afinal, porque raios tem um semáforo numa corrida??? Não é pra correr, pombas??
Não vou salientar nenhuma bobagem na transmissão hoje, não foram feias. O GP do Canadá sim foi um fiasco, esqueceram os óculos em casa aquele dia, mas deixa assim, o pessoal ficou realmente muito nervoso naquele domingo.
... só pra constar, sem desmerecer Hamilton: quando a gente falava que Schumacher só era líder porque não tinha concorrência, queria dizer que esse pessoal que corre aí não se compara aos antigos pilotos de fórmula 1. Um novato está na frente..
Bem, o plano era ir no cinema hoje, assistir Shrek 3 e fazer a resenha, mas a gripe de alguns posts atrás ainda me prende na cama. Então resolvi fazer um apanhado dos filmes que (re)vi nos últimos dias, com pequenos comentários sobre cada um deles:
Corra Que a Polícia Vem Aí (The Naked Gun) - 5/5 Deviam exibir esse filme (e as sequências) para os produtores de róliúdi como exemplo de comédia. Aliás, deviam exibir também nas faculdades de cinema. Aliás, deviam exibir em faculdades normais. Aliás, deviam exibir em colégios. Aliás...
Quarteto Fantástico (Fantastic Four) - 1/5 O quarteto está lá, mas infelizmente de "fantástico" o filme não tem nada.
Babel (idem) - 2/5 Sempre que um personagem está feliz, parece que o diretor grita "Olha ali!! Ele está sorrindo!! Joga uma desgraça pra esse filho da puta, joga!!". Amores Brutos e 21 Gramas são ótimos filmes, mas Babel tá mais pra novela mexicana.
Coração de Dragão (Dragonheart) - 4/5 Embora com um ou outro defeito (nas cenas de batalha, principalmente), possui uma história cativante e bem construída, com Sean Connery dando voz a um dragão carismático e filosófico, além de uma trilha que beira o espetacular. Chorei.
Duplex (idem) - 2/5 Uma comédia romântica com pitadas de humor negro. Só que não tem romance e, tirando uma ou outra piadinha legal, não é engraçada. E o humor negro passou em branco.
Um Cara Quase Perfeito (Man About Town) - 4/5 Engraçado, inteligente, divertido e bastante criativo. Ou seja, o filme é tudo o que seu título em português não é.
A Fonte da Vida (The Fountain) - 4/5 Filme diferente, visualmente fantástico e que encara as grandes questões da existência (vida e morte e o que afinal as mulheres querem) com uma lucidez impressionante.
Festim Diabólico (Rope) - 3/5 A idéia de filmar (quase) tudo em um plano-sequência é genial, e com tantos personagens interessantes é uma pena que o filme soe forçado demais em alguns momentos. Ainda assim, a cena em que a governanta vai colocar os livros no baú é memorável.
Se Brincar o Bicho Morde (Sandlot) - 4/5 Quem nunca bateu forte demais na bola, lançando ela por cima do muro até o "quintal que tem um cachorro", que atire a primeira pedra. Um dos clássicos absolutos da minha infância.
Hitch - Conselheiro Amoroso (Hitch) - 3/5 Uma comédia bem convencional, mas que consegue criar ótimas piadas e tem uma atuação inspirada de Kevin James (o "gordinho hilário"). E também, qualquer coisa que tenha o Will Smith consegue ser engraçada.
Encontros e Desencontros (Lost in Translation) - 5/5 Filme incrivelmente sincero, passando a impressão de ter sido feito com tanto carinho que esse sentimento quase transborda pela tela (é, eu sei, ficou meio gay isso). E, convenhamos, não dá pra esquecer, eu faria qualquer coisa pela Scarlett Johansson. Até vestibular de medicina.
Camiseta. Mais que uma peça de vestuário, uma marca, um instrumento de comunicação. Através do que está escrito no que estamos vestindo os outros conseguem descobrir algo sobre nós. Gremistas, colorados, esquerdistas, anarquistas, turistas, humoristas, sedentários, militares, carteiros, avançados, recalcados, depravados, roqueiros, marombeiros, internautas, consumistas, desocupados...
O Cataclisma 14 cresceu, e agora entra numa nova fase. Hoje é um dia histórico para nosso blog. Hoje, dia 14, CATORZE!, estamos lançando o primeiro de uma série de concursos onde o objetivo é interagir cada vez mais com você - nosso estimado leitor. Queremos saber qual é a cara da nossa audiência, ou melhor, qual é a camiseta do Cataclisma 14 que ela teria orgulho de usar!
Para tanto, começam hoje as inscrições do concurso que vai escolher a Camiseta Oficial Cataclisma 14! Qualquer um pode participar enviando uma ou várias idéias de camiseta, até o dia 8 de julho, e depois todos vão poder votar através de uma enquete. O autor da estampa vencedora ganha uma cópia da camiseta e uma caixa de cerveja!
Então, se você é (ou não!) dotado de um grande potencial artístico, ou mesmo se você acredita que possui uma rede de amigos internautas vasta o suficiente para eleger seu trabalho como vencedor, mostre sua cara, e escolha a nossa!
jogo 13/14 Grêmio 0 x 3 Boca Juniors Estádio de la Bombonera, Buenos Aires (ARG) Gols: Palácio 18' 1t, Riquelme 28' 2t e Patrício (contra) 44' 2t
Quando terminou a partida contra o Santos na quarta passada, eu me perguntei se seria possível a final ser mais sofrida do que aquilo. A resposta foi dada com sotaque: Si, se puede!
Minha relação com esse primeiro jogo da final começou na sexta-feira, desde então eu estava tentando arrumar um jeito de ir pra Buenos Aires. Mas, assim como Tcheco e Tuta, eu não consegui chegar na Argentina pra participar do jogo.
Buscando analisar friamente (o que não é minha obrigação já que essa é uma versão gremista), o Tricolor não sentiu a pressão de jogar na tal Bombonera, dominava o jogo até darem um gol para os donos da casa. Tava impedido, mas não se pode parar no meio de um lance crucial de uma final de Libertadores para pedir impedimento, erro nosso também.
Depois do primeiro gol talvez se imaginava que a porteira estaria aberta. Não foi o que aconteceu. Claro que o Grêmio, naturalmente abalado por uma grande injustiça, perdeu o domínio das ações; mas o adversário continuava não conseguindo exercer a pressão prometida.
No segundo tempo, Teco (!) fez a defesa do título, aquele tipo de lance que nos faz dizer - "Se essa não entrou, não entra mais!". Tudo ia sendo mais ou menos controlado até que, inspirado pelo clima do Pan, Sandro decidiu lutar Tae Kwon Do instantes antes de ser substituído por Lucas. Acabou saindo, substituído por... ninguém. Com um a menos não deu mais. Riquelme, que se mostrou mascarado e desdenhoso o tempo todo, enfim agiu. E no finzinho do jogo eles ainda acharam um terceiro gol, que deu ao placar dimensões irreais.
Irreais, não irreversíveis. A presença de Coppola usando um cachecol nas cores do Grêmio nos camarotes ratificou a minha certeza de que tudo isso faz parte do roteiro de uma emocionante TRI-logia que terá seu próximo episódio no dia 20, em Porto Alegre. Si, se puede!
(na minha visão Gremista e parcial) _____________________________________________________________
Dizem que ganhar um campeonato com um gol irregular é a melhor coisa que pode acontecer. Depois da quarta que vem, provavelmente o Boca vai poder sentir esse gostinho.
O jogo começou naquele ritmo que o Grêmio gosta: jogo cadenciado, poucos lances de gol e a torcida gaúcha esperando aquele gol que costumava sair ainda no primeiro tempo. E não é que o gol saiu? Só que pro lado errado. Em um lance irregular, Palermo tocou para o padawan Palacio só empurrar para as redes. A partir daí, pra usar um termo justo, fodeu.
O segundo tempo começou, resumidamente, assim: em oito minutos o Boca já havia perdido três gols feitos. Os gremistas estavam perdidos, pressionados pela torcida argentina, que não parava de cantar um minuto sequer. Depois o tricolor até conseguiu equilibrar a partida, mas só até os doze minutos, quando Sandro Goiano resolveu chutar o queixo de Banega e acabou sendo expulso. Daí o que era ruim virou um terror: não havia gremista que não desejasse o fim do jogo. Mas ainda demoraria dois gols para isso acontecer.
Riquelme é o cara. Depois de pegar uma bola na intermediária, a prende até sofrer a falta. Ele mesmo bate e faz o segundo do Boca, aos 28 minutos. Como nada é tão ruim que não possa ficar pior, aos 44 o craque do boca enfileirou gremistas pelo chão e quase marcou um golaço, não fosse a ótima defesa de Saja. No rebote, cruzamento na área para o complemento cagado de Patrício e Teco, no melhor estilo Dida - Aldair.
Com três gols de vantagem, os argentinos estão muito próximos do seu sexto título. Para o Grêmio está difícil, mas ainda não dá pra dizer que o título está perdido. Afinal, pra quem ganhou a segunda divisão vencendo o forte Náutico, bater o Boca e levar a Libertadores não parece ser tão difícil assim.
A internet, como todo mundo sabe, tem muitas utilidades diferentes. Desde a mais prática (ganhar dinheiro) até a mais utópica (democracia plena), a web tem diversas faces que ajudam as pessoas de muito jeitos (ok, às vezes atrapalha também, mas no geral o saldo é positivo). O uso sobre o qual eu resolvi falar vai de encontro a muitos discursos sobre a internet ser uma potencial destruidora de culturas locais.
Essa coisa de globalização e via rápida da informação permite que todos tenham acesso a tudo, diminuindo as distâncias. A troca cultural é gigantesca, e muitas vezes culturas se mesclam com rapidez. Mas ao mesmo tempo que a internet chega com poder de interferir em culturas locais, modificando-as, ela pode fazer justamente o oposto: resgatar culturas já quase esquecidas.
Nessa matéria do Terra, David Crystal, especialista no idioma galês, disse que a Internet pode evitar o destino lamentável que parecia reservado a cerca de metade dos 6,5 mil idiomas em todo o mundo. "A Internet oferece aos idiomas ameaçados uma chance de conquistar voz pública da forma que não teria sido possível no passado".
Talvez muita gente não tenha noção disso, mas a morte de uma língua é algo realmente importante. Uma língua é uma forma complexa de comunicação, com suas particularidades e seus encantos. Toda língua é assim. Quando uma língua pára de ser falada / escrita / utilizada, isso é uma perda intelectual muito grande. Não só para o povo que fica "órfão" dessa língua - e consequentemente de uma boa parte da sua história e da sua cultura - mas para toda a humanidade, que perde uma das formas de comunicação que só o homem até hoje soube desenvolver.
Palmas para a Wikipedia que, colaborativamente, consegue manter enciclopédias em várias línguas. Seguramente uma grande ferramenta para a manutenção dessas línguas. Além do mais, tem bastante gente por aí ainda que não sabe inglês, o que torna ainda mais importante a diversidade lingüística na rede.
Ainda sobre direitos autorais na internet, Beck e o Nine Inch Nails são dois exemplos de como se adaptar aos novos tempos sem se entregar à pirataria, mas também sem prejudicar os apreciadores de sua música.
Beck - The Information (2006)
Em setembro do ano passado, a high-tech-cool Wired Magazine trouxe na capa uma matéria bem interessante com Beck Hansen, sobre o futuro da indústria fonográfica em tempos de internet.
Beck havia lançado o álbum "Guero" em 2005 depois de várias músicas terem "vazado" na internet ainda em 2004. Logo em seguida ele lançou uma edição de luxo, CD e DVD, com mais 7 faixas bônus, faixas remixáveis e alguns videos-arte. Ainda em 2005, vários fãs de Beck criaram versões alternativas de suas músicas (os chamados mash-ups) e distribuíram pela internet. Beck curtiu a idéia e, em dezembro daquele ano, convidou seus DJs favoritos para remixar todas as faixas de "Guero", resultando em um segundo álbum, "Guerolito".
A matéria da Wired antecipava novidades do novo trabalho de Beck, "The Information", lançado em outubro de 2006. Nele, Beck de novo resolveu "abrir" suas músicas para que as pessoas fizessem remixes e mash-ups. Para não deixar sua gravadora na mão, já que estava incentivando seus fãs a copiar/piratear suas músicas, Beck inventou uma idéia bacana para promover a venda do CD: o encarte dele vem com uma porção de adesivos para as pessoas colarem na capa do álbum, que vem em branco. Os adesivos não são os mesmos em todos os CDs, e o resultado é que nenhuma capa é igual à outra.
Pra nadar ainda mais a favor da maré, Beck produziu, ele mesmo, 15 videos caseiros para as 15 faixas de "The Information", trazendo parentes, amigos, filhos e sobrinhos para ajudar com idéias -- e botou tudo no YouTube (o mais legal é o video com marionetes!). Os fãs, obviamente, adoraram, e são os que mais comentam por lá.
Perguntado sobre se não acha ruim as pessoas compartilharem seus videos no YouTube sem que lhe pagem os direitos autorais, Beck respondeu que não pois, apesar de ser bem cuidadoso na produção de seus videos, ele quer que as pessoas os assistam. Sobre a tecnologia e a internet influenciando o futuro da música, ele afirma "Eu gosto da idéia de que posso gravar rapidamente versões acústicas de músicas que estou trabalhando, e imediatamente colocá-las online para as pessoas fazerem download. Depois, posso gravar músicas com um produtor em um grande estúdio, de uma grande gravadora, e lançá-las em CD, em DVD, em versões remixadas, e deixar as pessoas experimentar essas músicas de diferentes maneiras". Legal.
Nine Inch Nails - Year Zero (2007)
Trent Reznor, vocalista e líder do Nine Inch Nails, comprou uma briga feia com sua gravadora recentemente. Tudo começou quando Reznor disponibilizou todas as músicas do novo álbum, "Year Zero", no site oficial da banda (em versão streaming, tipo ao vivo, que só toca com o site aberto). Mesmo sem poder fazer o download das músicas, através do site pessoas do mundo inteiro puderam ouvir de graça o álbum recém-lançado durante várias semanas (infelizmente já tiraram do ar).
Apesar de não ter gostado da iniciativa de Reznor, a gravadora teve que engolir, pois já tinha concordado com a maneira que o Nine Inch Nails estava promovendo seu novo álbum (eles criaram um jogo de realidade alternativa usando o tema de "Year Zero", com uma gincana onde pistas são deixadas pela internet e em shows da banda; por exemplo, pendrives USB com MP3 de músicas do álbum foram "esquecidos" em banheiros de casas onde a banda tocava; fãs que encontravam os pendrives logo botavam as músicas na internet, devendando novas pistas).
Mas a bronca mesmo aconteceu alguma semanas depois do lançamento, quando Reznor estava na Austrália promovendo o novo álbum. Ele disse no site da banda que, ao encontrar o "Year Zero" à venda por 30 dólares na Austrália, ele conseguia entender porque as pessoas preferiam fazer download ilegal do álbum na internet. Ao questionar sua gravadora sobre porque na Austrália seu CD custa 30 dólares e o da Avril Lavigne custa 18, a resposta foi mais ou menos a seguinte: "É porque sabemos que você tem um público fiel que vai pagar o preço que for pelo que você lançar. Você sabe, fãs de verdade".
Puto da cara, Reznor disse que seus fãs estão na verdade sendo lesados por serem fãs de verdade, e que, assim que encerrar seu contrato com a gravadora, vai dispensá-la e lançar seus futuros álbuns direto pela internet. "Eu criaria uma embalagem bacana, caso o fã precise ter algo palpável", acrescentou. Legal.
Música, música, música...
Beck e Nine Inch Nails são só dois exemplos. Acho ambos interessantes porque apresentam, em meio às discussões envolvendo direitos autorais na internet, novas formas de produzir, promover e distribuir música na rede. São formas que vão além tanto do gravar CD, embalar caixinhas, colocar em prateleiras, fazer jabá em rádios, produzir videos e fazer jabá na MTV, como também do gravar em MP3, botar à venda pela internet, passar pro MP3 player e ouvir na fila do banco.
Coisas legais que uma pessoa pode fazer enquanto passa 3 dias na cama devido a uma gripe forte:
- Dividir os remédios em dois times, os brancos e os verdes, com o amarelo do Benegripe podendo atuar como juiz;
- Inventar ótimas desculpas para faltar a compromissos (convenhamos, "Estou gripado" é um tanto batido...);
- Fazer exigências tomando a si mesmo como refém ("Se não me trouxer o remédio e o suco na cama, não sou responsável pelo que vai acontecer comigo");
- Criar definições científicas para os elementos do seu quarto - os cobertores, por exemplo, são Murphydeos, pois assim que a pessoa se aconchega na cama as pontas desprendem do colchão, obrigando o cara a se levantar e arrumar tudo novamente;
- Aproveitar a voz rouca e pronunciar, em um tom grave e pausado, frases como "Nunca mexa com a família", ou "Não odeie seus inimigos", ou então "Vou fazer a ele uma proposta irrecusável".
Há alguns dias, a FIFA (Federação Internacional do Fair Play e Afins) decidiu proibir que partidas oficiais de futebol sejam realizadas em lugares com mais de 2500 metros de altitude.
Essa decisão foi tomada pensando nos riscos de se praticar atividades atléticas em regiões com ar rarefeito. Só que em mais de cem anos de FIFA, o único óbito registrado nessas condições foi o da seleção brasileira, nas eliminatórias de 93, e mesmo assim um para-médico, que jogava com a 11 e recentemente fez seu milésimo gol, conseguiu ressuscitar a vítima.
Na minha opinião, cada um deve lutar com as armas que tem. Se a altitude é um fator que desequilibra em favor de bolivianos ou mexicanos, que eles façam o melhor proveito possivel disso! Tenho certeza de que se a Europa estivesse a 2 km do nível do mar esse decreto jamais teria sido expedido.
Porque, se for pra buscar equilíbrio se baseando em números, temos que rever não só os metros de altitude de um terreno. Teriam que proibir estádios com capacidade para mais de 2500 lugares, para não dar vantagens aos times da casa, ou proibir contratações com valores acima de 2500 dólares, enfim. Se é para equilibrar, então que sejam medidas equilibradas! Tirem as armas de todos!
Agora, se a preocupação é com a saúde dos atletas, o que dizer das partidas da Copa do Mundo de 94 realizadas ao meio dia, num sol de rachar e sem almoço, em nome dos horários de televisão? Vou mais longe, se saúde é tudo, então alem de não jogarem no alto, eles também não poderiam jogar na chuva, ou no frio... Tudo em nome da integridade física dos jogadores e do bom jogo.
Este é o logo oficial das Olimpiadas de Londres de 2012. Ele foi revelado na semana passada e, segundo o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, trata-se de "uma marca verdadeiramente inovadora, que reflete graficamente a essência dos jogos Olímpicos, e inspira as novas gerações de todo o mundo através de valores esportivos".
Apesar de uma babação de ovo aqui e um possível blefe do COI, vários sites acompanham a recepção negativa que o logo teve desde que foi anunciado. Dos comentários mais engraçados que li por aí, separei alguns na lista abaixo:
• É o logo das Olimpíadas de Bedrock 2012 a.C., disseram os Flintstones; • É o melhor que se pode fazer usando o MS Paint; • É um quebra-cabeça sem solução; • Wolff Ollins é um grafiteiro muito limitado; • É como Tetris, sob o efeito de drogas; • Os anos 80 telefonaram, querem seu logo radical de volta; • É uma suástica nazista para crianças; • É uma suástica nazista quebrada; • É uma suástica nazista gay; • Os Jogos Olímpicos mudaram de nome. Agora se chamam "ZOR"; • É Lisa Simpson fazendo algo impróprio para sua idade; • This logo sucks!
Daria um dedo para poder ser um urso, hibernar embaixo das cobertas no início do frio e só sair de lá nos primeiros dias da primavera. À base de muita alimentação hipercalórica, Woody Allen em DVD e música baixada ilegalmente da internet.
- Como assim "sozinho"? - Fui ver o filme sozinho, ué. - Quer dizer, só tu? Mais ninguém? Nem um amigo, namorada, ficante, acompanhante, nada? - Não sei qual é a definição exata de "sozinho" no dicionário, mas é algo nesse estilo. - Mas por quê? - Como assim? Eu fiquei com vontade de assistir o filme e fui. - Que sem graça... - É mesmo? - Sim, cara. Qual é a moral de ir sozinho? Não tem com quem comentar o filme depois. Além do mais, vai todo mundo ficar olhando pra ti, pensando "Esse cara não conseguiu companhia nem pro cinema, deve ser maluco, um perdedor nato". - Mas... - Além do mais, cinema é um evento. Antigamente as pessoas se arrumavam, botavam terno, gravata, vestido... Tem toda uma importância. É só ver, qualquer estréia de filme famoso junta um monte de gente. Ir sem convidar ninguém é como se tu fosse sozinho em uma festa, quem é que faz isso? Não tem sentido nenhum! - Mas não é pelo filme? - Que filme?
Jogo 12/14 Grêmio 1 X 3 Santos Estádio da Vila Belmiro, Santos Gols: Diego Souza (G) 23' 1t, Renatinho (S) 45' 1t e 15' 2t e 0-berto (S) 31' 2t
É bonito ver um time que sabe o que está fazendo. O jogo desta quarta-feira na Vila Belmiro foi sofrido, muito sofrido; mas em momento algum de toda essa fase semi-final o Grêmio esteve eliminado.
A maior virtude desse Tricolor não está nas suas qualidades, mas no pleno conhecimento de seus defeitos. Sinal de maturidade. Venho batendo nessa tecla desde a final do Gauchão do ano passado.
Contra o Santos, tínhamos a vantagem de poder até perder o jogo, mas a proposta inicial não era de se fechar lá atras e simplesmente nao tomar gols. Tanto é verdade que abrimos o placar com um golaço a la Fifa Soccer do Diego. Lance que nos classificou.
Mas com a saída por lesão de Carlos Eduardo; Mano, que já não contava com Tuta e Amoroso, percebeu que nao teria mais como atacar e escolheu o que suas possibilidades ofereciam: retranca absoluta e contra-ataque.
O tecnico sabia exatamente o quanto seu time podia aguentar, por isso pedia desesperadamente o fim do jogo nos acrescimos. Mais cinco minutos e esse texto ficaria extremamente amarelado...
O Santos fez a parte dele. Aliás fez mais do que esperava-se dele; pois pra quem nao se deu conta, o segundo gol do 'peixe' foi de 'coxa'; e até onde eu sei, o projeto genoma não evoluiu ao ponto de encontrarmos 'coxinha de peixe' nos menus dos restaurantes de frutos do mar.
Por se conhecer e por conhecer a competição como poucos, o Grêmio, apoiado em suas características e no regulamento, chega à quarta final de Libertadores de sua história.
(na minha visão gremista e parcial) ___________________________________________________
Depois de uma semana cheia de confusões fora de campo, com provocações dos dois lados, Santos e Grêmio tinham tudo pra fazer um baita jogo para decidir quem iria para a final da Libertadores. E as duas equipes cumpriram direitinho a promessa.
O primeiro tempo parecia uma reprise do primeiro jogo: o Grêmio anulava o time santista, que por sua vez só tinha conseguido uma chance de gol. Como no jogo do Olímpico, o Grêmio saiu na frente, desta vez com um golaço de Diego Souza. Parecia que a última pá de terra havia sido jogada sobre o caixão do Peixe. Afinal, a equipe paulista precisava de quatro gols. Parecia.
No final do primeiro tempo, o Santos empatou. O empate veio numa hora estratégica, pois o segundo tempo começou com os santistas com moral alta e ainda acreditando. E o segundo tempo foi completamente diferente: o tricolor tentava desesperadamente não levar gols enquanto o Peixe vinha com tudo. Um jogão! E não é que vieram o segundo e o terceiro gols? Só que a vitória por 3 a 1 foi insuficiente para desclassificar o Grêmio, que segue para a final e agora espera o seu adversário, que sai amanhã do jogo Boca Juniors e Cúcuta (!).
Duas observações: a primeira é que essa disputa me lembrou aquele embate de 1995 entre Palmeiras e Grêmio, quando os gaúchos podiam perder por até quatro gols de vantagem - haviam vencido por 5 a 0 o primeiro jogo - e ainda logo no começo da partida abriram o placar. O jogo terminou 5 a 1 para o Palmeiras, provavelmente com centenas de gremistas morrendo do coração.
A segunda é que o Grêmio pode conseguir uma façanha se ganhar a Libertadores (além do título propriamente dito): vão ter provavelmente a pior campanha da história entre os campeões da competição. Já têm cinco (!) derrotas, e nada impede que consigam mais uma. Isso se deve em grande parte à bela atuação de sua torcida, que não só lota o Olímpico como grita do início ao fim do jogo. De qualquer forma, jogar com o regulamento embaixo do braço também vale. Como também vale - e não tem preço - ver o Wanderlei Luxemburgo tendo piti contra a arbitragem e o José Roberto Wright.
Pela quinta vez, em sete, Luxemburgo dá adeus a um mata-mata pra dar a vaga ao Grêmio. Pela quinta vez, em sete, o "seu Luxa" sai na bronca com o juiz.... Coitado do cara, não é dele a culpa pô! Que cara chato!!
Poxa!! Até o Juventude é mais amigável com essas coisas!!.. Foda ein.. Ninguém merece..
A internet é o lugar certo pra acabar de vez com as coisas como nós as conhecemos. A privacidade, por exemplo. O assunto já foi tratado nesse blog pelo Leandro, mas agora eu resgato ele em função de novidades oferecidas pelo gigante da web.
Agora, a experiência de pesquisar lugares no GoogleMaps, pelo menos em algumas cidades americanas, está muito mais próxima de uma experiência realista. Se antes, conseguíamos boas definições com guias de ruas sobrepostos a fotos de satélite, hoje nos sentimos caminhando pelos locais escolhidos, mesmo que seja através de imagens estáticas.
O StreetView, nova ferramenta do GMaps, te dá a oportunidade de ver fotos dos locais pesquisados. Não satisfeito em ver a Golden Gate Bridge só de cima? Quer ver os taxis nova-iorquinos no Central Park? Ou uma das ruas de Las Vegas, a capital mundial do jogo?
Ponte Golden Gate, SF, direto do StreetView. Assustador.
Pois é. Tudo muito legal, até que aconteça contigo o mesmo que aconteceu com Mary Kalin-Casey (original do New York Times), moradora de Oakland, na California. Mary acessou o serviço e, com o zoom, pôde ver seu gato na janela da sua casa. "Um gato é só um gato", dirão alguns. Mas e quando pegarem alguém saindo do banho? Cometendo suicídio? Fazendo sexo grupal? Uma coisa é sair do banho, se enxugar na sala com a janela acidentalmente aberta e alguns transeuntes te enxergarem; outra, completamente diferente, é ter uma foto tua batida nesse momento e disponibilizada para todo o mundo através de um site.
Mesmo com as implicaçõeslegais nesse tipo de situação, eu me pergunto até onde esse tipo de controle pode ir. Podem querer usar isso para tentar identificar e prender criminosos, porque não? Uma boa causa? Talvez. Mas e alguém pulando uma janela? É um ladrão ou um namorado adolescente se escondendo de seus sogros? Não dá pra dizer. Meu medo é que comecem a achar que as intenções das pessoas possam ser interpretadas através de imagens captadas na rua, que algumas situações possam ser prevenidas com a utilização desse tipo de serviço, enfim, que um Minority Report é realmente possível na vida real.
Esta semana começo uma série de posts sobre direitos autorais na internet. Na verdade, começo um pouco frustrado, pois o excelente podcast sobre liberdade digital postado ontem no blog Brainstorm #9, aborda os mesmos temas e exemplos que eu gostaria de citar. Furaram minha pauta! Malditos! Mas vale a pena baixar o podcast e ouvir, pois está muito bom e interessante.
Não sei quanto este assunto pode render por aqui, então não faço idéia de quantas partes serão. Só sei que esta é a primeira! :)
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Creative Commons: a favor da maré
Vamos supor que você seja fã dos Beatles (alguém não é?) e tenha acabado de tirar "Yellow Submarine" no violão. Empolgadáço, você pega sua webcam e grava você mesmo tocando e cantando este clássico, e sobe o video pro Youtube (tem gente que faz isso).
Pois bem. Saiba que você acaba de cometer um crime, uma infração. Você se tornou um fora-da-lei, um bandido, sei lá. Não entendo de Direito nem pretendo pesquisar sobre, mas o fato é que você violou leis de direitos autorais, pois esta música não é sua. Você precisa da permissão do seu autor (ou de quem detem direitos sobre ela) para utilizá-la pra qualquer fim que seja - inclusive gravar uma cover empolgadáço.
Até aí nenhuma novidade. A internet está forrada de "criminosos" que recortam obras protegidas por direitos autorais, como textos, fotos, músicas, filmes, etc, para criar novas obras sem pedir autorização. Mas o que se pode fazer, se não há como controlar este tipo de coisa na internet?
Ao invés de nadar contra a maré, como Hollywood e a indústria fonográfica tem feito, uma organização sem fins lucrativos criou o Creative Commons (CC), que nada mais é do que um conjunto de licenças para copyrights. Licenciando suas obras com CC, os autores podem especificar, através de um processo muito simples, quais usos podem ser feitos de sua obra, e quais não podem.
Por exemplo, este post aqui. Eu sou autor dele e gostaria de colocá-lo sob licenças Creative Commons. Para tanto, basta entrar neste site e responder a 2 perguntas - "Permitir uso comercial de sua obra?" e "Permitir modificações em sua obra?" -, informar a minha jurisdição (para que as licenças fiquem de acordo com as leis do meu país) e o formato da minha obra (audio, video, imagem, texto ou interativo). Pronto. Eis minha licença:
Ao clicar no botão e ler minha licensa, você vai ver que eu permiti que meu post seja copiado, distribuído e modificado, desde que cite minha autoria. O processo é bem rápido e prático, pois a idéia é estimular que as pessoas abram suas obras, de forma transparente e sem burocracia, para que outras possam utilizá-la, modificá-la, distribuí-la, etc, sem ferir leis de direitos autorais.
As licenças Creative Commons, que já existem para mais de 30 países (jurisdições), são coordenadas no Brasil pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Assim como outras iniciativas de "direitos não-reservados", como os de projetos de software livres, por exemplo, as Creative Commons são apontadas como alternativas para publicação de conteúdos na internet. Uma vez que o combate à pirataria tem sido inútil e que direitos autorais são feridos a todo momento na internet, o uso licenças menos restritivas pode ser um caminho mais flexível e equilibrado.
Ou, pelo menos, um meio-termo onde pessoas não se tornam criminosas ao homenagear sua banda favorita com um cover empolgadáço...
Só amanha você encontra (plac-plac), conjunto de dois times, Santos e Grêmio, com 22 jogadores, um juiz e dois bandeirinhas, e ainda por cima valendo vaga nas finais da Libertadores, grátis somente após a novela! Repetindo!! (plc-plac) Conjunto de dois times, Santos e Grêmio, com 22 jogadores, um juiz e dois bandeirinhas, e ainda por cima valendo vaga nas finais da Libertadores, grátis somente após a novela! E só amanhã! Vem ser feliz!!
Falando em "vem ser feliz", é serio gente, é amanha!! É AMANHÃ!! Logo após Paraíso Tropical...
"Um bom lugar, para ganhar, Vila Belmiro, Pra passear, a beira mar, Vila Belmiro, Pra segurar um zero a uuuumm.. Vila bacana, Eu esperei por essa noite.. uma semana,
A noite passa tão depressa, E Lúcio com... mais pressa ainda, E vaí cruzar para o Ramooooonnn....
Turquia Arikan; Hamit Altintop, Bulut, Gokhan Zhan, Ibrahim Uzulmez; Mehmet Aurélio, Sabri Sariglu, Asik, Arda Turan; Tuncay Sanli, Tugay.
Técnico: Fatih Terim
Brasil Doni, Maicon, Naldo, Alex e Marcelo; Edmílson, Josué, Elano e Diego; Robinho e Afonso.
Técnico : Dunga
- 2' - Kaká e Ronaldinho, os melhores do time, não jogam. Por que estão lesionados? Não, opção do técnico. 0' - Comeeeeeeeeeeeeeeeeeeça a partida! 2' - Galvão maravilhado porque o "entrosamento" "daquele time do Santos" pode fazer a diferença na seleção. 6' - Maicon corre e chuta mal. Nada de novo. 7' - A bola do jogo está murcha (literal e metaforicamente). 10' - Robinho pedaaaaaaaaaaaaala e cai no chão. Deve ter trancado a roda da bicicleta. 13' - Time do Brasil até agora jogando com suas características: prepotência, firula, estrelismo e nenhuma objetividade. 14' - Falta do turco e o jogo fica parado por alguns minutos (14, pra ser mais exato). 17' - Mehmet Aurélio finaliza mal, mandando a bola na Bélgica. 19' - Brasil finalmente marca: a zaga cerca bem o ataque e Alex faz o desarme. 22' - Lembrando que a Turquia já chegou em uma semifinal de Copa do Mundo, mas foi no mesmo ano em que a Coréia também chegou, então não é grande coisa. 25' - Jogo sendo transmitido pela Globo em câmera lenta. 26' - Por Alá! Um dos turcos acerta uma senhora paulada no travessão. 27' - Afonso força e faz a falta. 29' - Bandeirinha marca impedimento de Elano. Se ao menos o Dunga fizesse isso... 30' - Afonso fura e finge que deixou a bola passar. Marcelo, como bom brasileiro, tenta o drible, e não o gol. 32' - Maicon tem a chance de fazer o gol e, ao invés, cruza mal. Nada de novo. 34' - Quando falam de Rafael Sóbis como desfalque é porque a coisa tá mal. 36' - Goleiro turco tenta dar uma cortada de vôlei e fura. A bola acerta em cheio a testa do Afonso e passa à esquerda do gol. 39' - Turquia faz uma boa jogada. O atacante finzaliza mal. Doni faz uma defesa média. O jogo continua ruim. 40' - Atacante turco chuta bem. Doni defende E faz pose pra foto ao mesmo tempo. 43' - Diego faz uma cagada no campo de defesa e entrega a bola. Edmílson conserta, mas fica com inveja e resolve fazer uma cagada também. O time turco, com pena dos dois, entrega a bola pro Brasil. 45' - Acaba o primeiro tempo. Se bem que, na real, o jogo nem começou mesmo...
0' - Comeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeça o segundo tempo! No Brasil saiu o Robinho ciclista e entrou o Ronaldinho dentuço. 3' - Diego erra um gol cara-a-cara com o goleiro e justifica porque "aquele Santos" nunca ganhou nada. Na sequência, Maicon cabeceia mal. Nada de novo. 8' - Sabri corta o ataque brasileiro. 9' - Boa jogada da Turquia. Doni espalma na direção do atacante turco, tentando obviamente nocautear ele. 14' - Afonso sai cara-a-cara com o goleiro, mas o bandeirinha marca posição irregular: ele estava fora do banco de reservas. 14'30'' - Sai Elano e entra Kaká. O time ganha 900% em qualidade. 18' - Kaká arranca com a bola. Em algum lugar do mundo, os zagueiros do Manchester United tremem. 20' - É mesmo, o Edmílson tá em campo. 21' - Maicon faz boa tabela com Kaká e cruza mal. Nada de novo. Na sequência, Naldo pega o rebote e mira o placar eletrônico. 26' - Mineiro cava uma falta. 26'30'' - Ronaldinho chuta. A bola passa perto do travessão. Como o cara da Turquia realmente acertou o travessão, o Brasil está em desvantagem. 29' - Jô em campo. Chinelagem absoluta. 30' - O jogador turco solta uma bomba e balança a rede - infelizmente, bateu na rede pela parte de fora da goleira. 33' - O pé da cadeira onde estou sentado desencaixou. Mas não se preocupem, nada demais aconteceu e já consertei a situação. 37' - A TV muda de canal sozinha. Situação também já remediada. 38' - O bandeira, com medo de ver mais um cruzamento bizarro do Maicon, marca impedimento. 40' - Só quarenta? Parece que se passou pelo menos o triplo do tempo. 44' - Um gramado realmente muito bonito no estádio alemão. 45' - O juiz, em um nível de solidariedade extrema, acaba o jogo e com o sofrimento de todos. Agora é esperar pela Copa América.
O palco. Parte fundamental de um espetáculo, o cenário perfeito onde tudo acontece. No começo não se dava muita importância aos estádios, qualquer pedaço de terra levemente coberto de grama já era suficiente para abrigar uma partida oficial de futebol; mais ou menos como fazemos ate hoje em quadras improvisadas com tênis, árvores, cadeiras e afins.
Não chegava a tanto, mas só pra se ter uma idéia no Estádio dos Eucaliptos, na zona sul de Porto Alegre, foram disputadas partidas de Copa do Mundo em 1950.
Nos anos 50 e 60, estádio de futebol passou a conotar sinônimo de status. Grandiosas obras de arquitetura compostas de concreto foram erguidas em homenagem aos ‘Deuses do Futebol’. Um estádio imponente com capacidade para grandes públicos era sinal de grandeza para um clube, somado como se fosse um título valioso de um campeonato importante ao seu patrimônio.
Hoje em dia aqueles gigantes de cimento estão começando a dar lugar a projetos de visuais futuristas de imensa beleza plástica, que dão um valor maior ao conforto dos espectadores. A FIFA, sempre ela, vem padronizando os estádios de futebol. Lança modelos para estádios que tenham condições de comportar uma partida de Copa, torneio que parece ter ganho muito mais importância do que há 6 décadas...
Uma conseqüência disso foi a demolição do mais tradicional templo do futebol. Esse mês foi inaugurado na Inglaterra o novo estádio de Wembley. Inegavelmente uma obra prima da arquitetura moderna, um símbolo da nossa civilização. Mas, e o antigo Wembley? Carregado de mitos e histórias, que trazia consigo tantas alegrias e tantas decepções que inúmeras partidas históricas podem proporcionar. Não deveria ser preservado por tudo o que representa para a história do esporte mais popular do planeta? Tantas glórias e batalhas caíram no esquecimento junto com o monte de entulho que sobrou de um ícone sagrado do futebol.
Tudo bem que a intenção seja melhorar as condições para o público que vai ao estádio, mas não seria mais plausível uma reforma? Não concordo com esse método radical que demole não só uma construção física, mas uma construção cultural.