Mais de um ano depois do pessoal aqui no blog ter começado a escrever colunas semanais sobre nossos assuntos preferidos, só agora fui me dar conta de que nunca cheguei a postar o video que inspirou o tema e o título de "Tá Tudo Interligado".
Vários posts se passaram (ainda que alguns matadáços em forma de quadrinhos!) e o video ainda hoje me causa um certo "maravilhamento" com a Web e questões como produção e distribuição de conteúdo, direitos autorais, privacidade, mídia digital, folksonomia, democratização da informação, enfim, temas ótimos para reflexão :)
O autor do video é Michael Wesch, professor do Kansas State University, e a versão abaixo foi recentemente atualizada pelo mesmo.
• 24% da população brasileira possui computador; • 17% tem acesso à internet; • 47% nunca usou um computador; • 59% nunca usou a internet.
Os números são do TIC Domicílios 2007, divulgados esta semana* pelo Comitê Gestor de Internet do Brasil; a amostra foi de 17 mil domicílios em área urbana.
Outros dados interessantes:
• As LAN houses se tornaram o local mais utilizado para o acesso à internet no país (49%), passando à frente do acesso domiciliar (40%). E dá-lhe classe C! • Penetração da banda larga já atinge metade das conexões; • O acesso à internet pelo celular é de apenas 5% - o mesmo porcentual dos últimos 3 anos (número que com certeza vai crescer em 2008 em função das redes 3G); • A maioria absoluta dos celulares em operação no Brasil em 2007 era de pré-pagos (90%), contra apenas 10% de pós-pago.
O relatório completo pra download se encontra aqui.
(*) Maldita pesquisa, que devia ter saído quando eu tava fazendo a monografia!
Se o cara explode uma bomba num avião sob alegação de monstrar o quanto o esquema de segurança do aeroporto é furado, então ele deve ser idolatrado? Explico: O que aconteceu? De ontem pra hoje rolou um vírus lá no Orkut. Bastante engenhoso, não precisava clicar nem nada, era só ver o scrap e ele entrava em ação: adicionava seu perfil à comunidade "Infectados pelo Vírus do Orkut" e disparava o mesmo scrap pra todos os seus amigos, numa reação em cadeia que travou o Orkut e bloqueou o perfil de várias pessoas. Em 30 minutos, essa comunidade foi de 0 a 390 mil membros (perfis atacados).
E quem fez isso? Rodrigo Lacerda, do blog Ctrl+C. Ele descobriu como fazer, foi lá e fez. Pelo que entendi, o tal vírus não se instala no computador da pessoa - apenas usa a plataforma do Orkut como meio de propagação. Portanto, independe do navegador de internet ou sistema operacional para se propagar. Pois é, engenhoso. Rodrigo disse que a intenção não era se promover (nem hacker ele é), mas sim demonstrar o quanto o Orkut é vulnerável e se divertir com a merda que deu. Acredito no cara.
E o Orkut, o que fez? Nos bastidores: passou a madrugada corrigindo a falha e apagando os scraps maliciosos. Hoje de manhã, aparentemente, tava tudo resolvido. Publicamente: até agora não se pronunciou, lá ninguém sabe, lá ninguém viu. Se eu fosse o Relações Públicas, assumiria a falha e ainda faria um convite para Rodrigo conhecer o escritório do Google em São Paulo; ele viria todo animado, faria várias fotos e nos acharia o máximo; as pessoas com perfil bloqueado também.
E eu com isso? É neste ponto que eu queria chegar. Não aconteceu nada com meu perfil, só fui saber hoje através da repercursão na "blogosfera": muita gente relatando o fato e uma enxurrada de comentários que vão desde "Rodrigo seu idiota travou meu Orkut vai pra PQP!" até "Rodrigo você é o novo rei da internet eu te amo parabéns!".
Na minha honesta opinião, quem acha que o cara devia ir pra fogueira são pessoas que confiam na internet tanto quanto em suas mães e são incapazes de perceber que a rede é uma baita prostituta que todo mundo "usa" (em todos os sentidos), e que, portanto, devem tomar cuidado para não se apaixonar: uma hora ou outra (às 3 da manhã, por exemplo) o romance pode acabar e o coração do teu perfil será quebrado. Uma recomendação: desista de tentar fazer o Orkut sair desta vida - uma vez rede social, pra sempre rede social (diz um outro ditado). É isto - e apenas isto - que ele é.
Aqueles que idolatram o cara por sua "fantástica façanha", todavia, são uns idiotas incapazes de perceber que o ato nem foi lá grande coisa. Tudo bem, por algumas horas ele importunou o Google e tirou do ar o site mais acessado no Brasil, ok, reconheço que deve haver mérito pra isso. Mas... e daí? Isto não tem a menor importância. Que vá desmantelar o crime organizado, que vá desvendar os mistérios do DNA humano, que vá estudar como galáxias se chocam com buracos negros (vocês viram isso?). Derrubar o Orkut pode ser divertido, mas é tão relevante pra humanidade quanto saber como foi o último show Sandy & Junior juntos (a mãe deles chorou, pobrezinha).
E além do mais, até onde eu me lembro invadir sites é crime.
Daqui até o fim do ano, Interligado vai ser só isso mesmo. Se serve de consolo, está rolando uma SUPERPROMOÇÃO! >> Dê nomes para os personagens da tirinha e não ganhe uma camiseta oficial do Cataclisma 14!
Hoje ontem, apenas algumas notícias sobre internet e tudo que tá interligado.
• Fãs escolhem preço do download de "In Rainbow", novo disco do Radiohead [G1] E segundo esta notícia, a ousadia da banda já é um sucesso: embora a idéia de que é o consumidor quem decide o quanto pagar (inclusive não pagar nada), a maioria das pessoas estão optando comprar pelo preço padrão de um CD na loja. Some a isto o fato de o Radiohead ter lançado "In Rainbow" por conta própria, sem gravadora, fazendo cada centavo pago pelo novo álbum ir direto para a banda. Se a indústria fonográfica surgiu para acabar com um problema -- armazenar e distribuir músicas--, a internet está acabando com outro: a ganância das gravadoras.
• São Paulo começa a instalar chips nos carros em 2008 [Folha] "Para o monitoramento dos veículos, devem ser instalada 2.500 antenas na cidade". E quem não quiser participar desse Big Brother? Se o projeto vingar, a Prefeitura de SP vai poder monitorar a circulação de automóveis por toda a capital paulista. Tudo bem, o acesso a estas informações pode ajudar a diminuir os congestionamentos (identificando rotinas de fluxo de trânsito, por exemplo), e fiscalizar veículos em dia de rodízio ou com IPVA atrasado (uma sacanagem, é verdade, mas é pra isso que serve o Estado mesmo). E num país high-tech de primeiro mundo, uma integração dessas informações com um Google Maps, por exemplo, seria um baita serviço de utilidade pública on-line. Mas, no nosso país... Será que não tem tudo pra cair em mãos erradas?
Conforme aprendemos (?) na faculdade, sempre que surgiu um novo meio de comunicação houveram tentativas de se adaptar a ele linguagens já usadas em otros meios. Foi assim dos impressos para o rádio, do rádio para a TV, e agora de todos eles para a internet. Estas tentativas são naturais, pois leva tempo até que o novo meio encontre uma linguagem própria. E no momento que estamos na Web, é interessante ver o que já fracassou e o que está dando certo.
Entre os fracassos, destacam-se os banners do tipo pop-up (interromper o conteúdo pra mostrar publicidade) e o modelo de pagamento de assinatura (em troca de acesso a conteúdos exclusivos); ambos tem aceitação e eficiência questionáveis. Entre os sucessos, uma das coisas mais legais que estão surgindo são os infográficos interativos.
Vejam os do G1, por exemplo. Desde sua estréia um ano atrás, o portal de notícias tem investido em infográficos interativos para ilustrar e várias reportagens: como se abriu a cratera do metrô de São Paulo, como estavam envolvidos os políticos do mensalão, como o aeroporto de Congonhas se transformou no que é, como foi o eclipse lunar, como se deu o acidente que matou a princesa Diana, como bandeirinhas enxergam um impedimento, e assim por diante.
Seja em jornal ou revista, nos infográficos existe sempre a relevancia com a pauta das notícias do momento (acidentes, tragédias, escândalos políticos, fenômenos naturais, etc) e o intuito de contextualizar as informações, enriquecendo-as. Porém, só na Web os infográficos podem ter audio, video e interatividade, além de links para outros sites com mais informações.
No Brasil, a Superinteressante e a Mundo Estranho se destacam entre as revistas com ótimos infográficos mas, na internet, é preciso que se reconheça o G1 como um dos únicos - senão o único - portal de notícias que aprendeu a falar a lingua do meio em que se encontra. Vale a pena ver como são feitos os infográficos do G1, principalmente se você for jornalista, ilustrador, designer ou webdesigner e se interesse por este tipo de criação. E pra quem não se interessa, vale a pena também, afinal, duvido que você saiba como a Rússia treina seus astronautas antes de enviá-los a Marte.
Enquanto tempo ainda for dinheiro e o meu, neste semestre, tiver que ser gasto no trabalho de conclusão de curso, estarei em regime de economia aqui no blog com pílulas da minha monografia.
• A primeira experiência "publicitária" na internet Aconteceu por volta de 1994, quando a Web acabara de se tornar aberta comercialmente. O "anúnciante" era escritório de advogados chamado Canter e Siegel. Basicamente, o que eles fizeram foi enviar um anúncio por e-mail, oferecendo greencards, para mais de 6 mil grupos de discussão, um número absurdo na época. O primeiro spam da Web, praticamente! A reação, é óbvio, foi negativa e abalou a imagem do escritório, além de gerar várias discussões a respeito do circo que a Web iria se transformar caso a Publicidade on-line fosse liberada. Uma bobagem...
À propósito, ontem um tal de Tameka Stanley me enviou um e-mail oferecendo MegaDik: "Make your girlfriend happy. Penetrate deeper with MegaDik".
• O primeiro veículo de Publicidade on-line Também era 1994 quando a Wired lançou uma versão online de sua revista, a HotWired. Com o intuito de não causar reação negativa em seus leitores, a Hotwired reservou pequenos espaços em sua página destinados a anúncios gráficos. Ali nascia o web banner, formato que se popularizou rapidamente e é utilizado até hoje. Os primeiros anunciantes da Hotwired - quiçá da Web - foram a AT&T, IBM e a Pepsi.
• Os primeiros multimilhionários Quando a Sequoia Capital investiu U$ 2 mihões no Yahoo!, em março de 1995, ele era apenas um popular catálogo de sites, editado por 2 pessoas, funcionando num computador dentro de um trailler no campus da Universidade de Stanford. Era a primeira vez que a Sequoia investia uma quantia absurda de dinheiro em uma empresa cujo serviço, busca na internet, era oferecido de graça para os consumidores. Michael Moritz, da Sequoia, sabia desde o começo que o Yahoo! seria uma empresa de mídia, e que somente com Publicidade poderia crescer.
O Yahoo! hoje é o portal mais visitado da internet e está presente em mais de 20 países. Seu Yahoo! Mail tem mais de 240 milhões de usuários ativos, e nos últimos 12 meses a empresa faturou U$ 4,6 bilhões -- 88% disso só com serviços de Publicidade e marketing.
Primeiro quero agradecer você ter respondido meu email e até feito um post dele.. isso vai me ajudar bastante na finalização do trabalho. Graças a deus, estou terminando tudo, e gostaria de saber se você pode responder mais essas perguntas.. Desculpe-me se alguma parecer repetitiva, é só para não sobrar dúvidas!!
Muito obrigada desde já!!
Um abraço e um ótimo feriado!!
Camile.
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1. Um aspecto muito discutido a respeito dos blogs é a credibilidade das informações. Qual é a sua opinião sobre isso?
Acho que credibilidade não é algo que se possa esperar ou exigir dos blogs, porque eles não tem o compromisso de verificar as informações que publicam. Para isto, acredito, existem jornais e jornalistas. E levando em consideração que a credibilidade destes também está sempre em discussão, o bom senso acaba fazendo o próprio leitor consultar diferentes fontes de informação. Um jornal (ou um site de notícias) pode publicar uma matéria mostrando, por exemplo, que a organização dos jogos Panamericanos do Rio 2007 foi um sucesso e, ao mesmo tempo, um blog pode fazer vários posts comentando exatamente o contrário. No final, acho que a credibilidade dada às informações está mais ligada a quem lê do que a quem publica.
2. Na sua opinião, quais os aspectos positivos e negativos em um blog?
Acho que não só os blogs, mas toda a internet está muito relacionada a valores democráticos como acesso à informação e liberdade de expressão. Então, nos aspectos positivos, sendo bem genérico, acho que os blogs se destacam por oferecer mais informação e poder dar voz às pessoas e à sociedade.
Quanto aos negativos, acho que a quantidade de bobagens, conteúdo ruim ou irrelevante que publicam por aí.
3. Você procura conhecer que é o(s) autor(es) do(s) blog(s) que costuma ler? Ou isso não é importante para você?
Geralmente não, porque é muito fácil navegar de blog em blog seguindo links e recomendações, e seria uma grande perda de tempo pesquisar informações sobre cada autor de cada blog que se lê. Mas quando o blog é bom e eu passo a acompanhar frequentemente, então é natural surgir a curiosidade de saber mais sobre quem está escrevendo aqueles textos interessantes. Mas não acho que conhecer o autor seja fundamental para continuar ou deixar de ler seu blog porque, no fim das contas, o que me interessa é só conteúdo.
4. O que leva você a comentar um post? Você faz muitos comentários no(s) blog(s) que lê?
Não costumo comentar em muitos blogs mas, quando comento, normalmente é para acrescentar alguma informação, um ponto de vista, indicar algum link, fazer uma pergunta, agradecer uma boa recomendação, enfim, participar de alguma forma da discussão proposta.
5. Na sua opinião, um blog precisa de muitas atualizações diárias? Ou isso não é um aspecto importante?
Não precisa. Dependendo do tema do blog, várias atualizações diárias pode fazê-lo mais interessante, mas isso não significa que seu conteúdo tenha mais ou menos qualidade que um blog atualizado apenas uma vez por dia. Resposta clichê mas, de novo, acho que o que importa é o conteúdo.
6. Qual a importância dos links nos textos dos posts? Você costuma acessar as outras informações que o autor do blog disponibiliza? Você acha isso importante?
Acho importante saber de onde o autor do blog retirou os dados ou idéias que ele está publicando, para se ter mais informações e detalhes sobre o assunto. Penso que os links nos textos aproximam o blog dos fatos e da realidade, o que enriquece seu conteúdo e o torna mais relevante - mesmo que não se clique em todos os links indicados.
Além disso, existem muitos blogs que são opinativos e costumam priorizar a reflexão em seus posts, mas que, mesmo assim, indicam links externos; também acho este tipo de link importante, porque ajuda o leitor "alheio" a se interar do assunto em discussão.
7. Como você vê o futuro dos blogs?
8. Existe algum outro aspecto sobre os blogs que você ache importante comentar?
De modo geral, acho que é um caminho sem volta: cada vez mais as pessoas vão utilizar a internet e os blogs - ou quaisquer ferramentas de comunicação que possam surgir - para ter acesso à informação e opinões de outras pessoas, além de poder expor as suas.
Se você não faz parte da rede social on-line mais popular do Brasil, saiba que desde semana passada ela está com um visual novo. Arredondaram os cantos, retiraram as fontes toscas, redesenharam os ícones, enfim, um bom trabalho ok de webdesign feito, supostamente, pelo estúdio Cuban Concil. Mas em termos de funcionalidades, o "novo" Orkut infelizmente não mudou nada.
Pensando nisso, resolvi deixar de lado uma resenha do novo layout para propor novidades que realmente fossem úteis para o Orkut. Caso o Google esteja à procura de um consultor, estou disponível apenas no período noturno.
Minha propostas seriam as seguinte:
• Colocar alguma serventia para os "Níveis de Amizade". Atualmente, o Orkut apenas pergunta qual o grau de relacionamento que você tem com seus amigos, mas esta informação não serve pra nada! Sugestões: 1- Dar a opção de publicar (ou não) a classificação que faço dos meus contatos. O ser humano adora picuinhas, e poder fuçar na relevância que as pessoas dão aos seus amigos seria um prato cheio para os bisbilhoteiros. 2- Usar a classificação para filtrar o acesso ao às minhas informações. Por exemplo, "melhor amigo" pode ver todas as fotos, videos, recados, amigos, comunidades, etc, e "conhecido" só vê meu nome e data de nascimento. Ou nem isso. 3- Criar uma classificação para contatos profissionais, que nem o Facebook.
• Dar controle sobre a "Página de Recados" (Scrapbook). Atualmente, qualquer um pode chegar lá e escrever o que quiser - um dos motivos pelo qual o Orkut é um sucesso, mas também pelo qual muita gente abandona o site. Sugestões: 1- "Deletar completamente a maldita página de scraps" deveria ser um botão nas Configurações do Orkut. 2- Restringir o acesso, permitindo que só pessoas na minha lista de amigos possam me deixar recados; isso acabaria com o spam. 3- Fazer o link "responder" ligar a resposta ao recado que ele responde, tornando a troca de mensagens em um chat não-ao-vivo, mais fácil de consultar.
• Dar mais opções de fotos. Não sei qual o limite agora mas, aparentemente, com o novo layout é possível subir mais que 9 fotos. Se for ilimitado, imagine a bagunça que pode virar... Sugestões: 1- Poder agrupar várias fotos em 1 álbum, como no Flickr ou no Picasa. 2- Aliás, o Picasa, que é o serviço de fotos do Google, poderia ser integrado às fotos do Orkut: tudo que eu subir na minha conta do Picasa seria atualizado automaticamente no Orkut. 3- Abrir comentários para as fotos, fazendo a coisa toda funcionar como o Fotolog.
• Criar um espaço "O que estou fazendo agora" semelhante ao "digitar uma mensagem pessoal" do MSN. Atualmente, muita gente edita seu texto de apresentação "Sobre mim" várias e várias vezes. Com a audiência que já tem, o Orkut sairia na frente do Twitter, do Pownce e do Gozub para popularizar e dominar o microblogging no Brasil. Sugestões: 1- Criar a função e destacá-la no perfil. 2- Fazer ser fácil de postar (via Windows Messenger, GTalk, e-mail, celular, além do próprio Orkut). 3- Poder arquivar as mensagens e escolher os amigos que vou querer acompanhar.
• Integrar o Google Talk totalmente! Porque diabos ele não funciona no Orkut tão simples e útil como no Gmail? É uma piada a integração que existe hoje... Você pode ver quem está online ou ocupado, mas precisa baixar e instalar o programa para enviar uma mensagem, sendo que você já usa o Messenger pra fazer isso. Sugestão única- Copiar o GTalk do GMail e colar dentro do Orkut.
À propósito, o Cataclisma 14 está com uma comunidade (inativa!) no Orkut. Atualmente, possui 13 membros...
Foi divulgado hoje que o Brasil é o país que mais tem usuários de MSN no mundo: 30,5 milhões, segundo a Microsoft. "A audiência gigantesca transformou o Messenger [e o portal MSN] em locais disputados entre os anunciantes, sobretudo para aquelas empresas que querem falar com o público entre 6 e 24 anos, quase metade dos usuários do Messenger". Por essas e outras, é inegável que a internet já tenha se consolidado como destino de verbas publicitárias (e até o fim do ano, se tudo der certo, terei uma monografia para demonstrar isso cientificamente!). Ainda assim, às vezes parece que as redes de TV, rádio, os jornais e revistas não se deram conta disso, e tem explorado a web de maneira ingênua - coisas do tipo votar em quem deve sair do Big Brother ou perguntar "o Grêmio tem futuro com Tuta titular?" para o locutor...
Entretanto, para o bem da evolução, vez que outra surgem iniciativas que fazem Web e mídias tradicionais se complementarem. • Reciclagem
Desde fevereiro desse ano, o Pânico na TV está contando com a participação de telespectadores diretamente de suas casas. Usando microfone, webcam e Skype, as pessoas participam ao vivo do programa, interagem com os apresentadores e às vezes até anunciam atrações.
Bobagem? Exibicionismo? Coisa de amador? Não vem ao caso. O que importa é o potencial de entretenimento e o sucesso que a idéia tem feito. Além disso, a mistura de TV com internet do Pânico chama atenção por outros 2 motivos. Primeiro porque, apesar de simples, a experiência tem um quê de ineditismo e, até onde se sabe, nunca foi feito ao vivo em nenhuma rede de TV no mundo todo. E segundo porque, como disse a Rosana Hermann, do blog Skype Brasil, trata-se da "outra mão da infovia do broadcast, que sempre emitiu, sem jamais receber conteúdo do telespectador". Um tipo de reciclagem do modelo de televisão, enfim.
Quem diria, um dos programas mais toscos da TV brasileira está inovando mais que, que seja, a MTV Brasil. Será crise de criatividade?
• Casamento
Fiquei um pouco decepcionado com o Urbano, um programa que estreou esse mês no Multishow. A premissa é muito boa: escolher um tema relacionado à vida moderna na cidade, e usar a internet (fórum, blog e debate via webcam) para discutí-lo na TV. Mas o barato da interatividade foi mal aproveitado e se perdeu, pois na televisão o Urbano é 30% de repeteco do debate feito pela web duas semanas atrás e 70% com apresentadora nas ruas da cidade investigando o que foi debatido.
Ainda assim, o Urbano tem seus méritos. O programa é todo pautado por discussões que rolam no fórum do site, e estas se transformam em sugestões para o tema do programa seguinte. Os internautas com relatos mais interessantes são convidados para o debate via webcam, o que de certa forma que enriquece aqueles 30%.
Resumindo, um casamento sem paixão, sem cerimônia, sem sal.
• Difamação
Na contra-mão dos dois exemplos anteriores, o Estadão resolveu apostar fichas numa campanha contra os blogs. Se você não acompanhou o que aconteceu, recomendo estes posts do Brainstorm #9 e do Moldura Digital.
Ainda que seja jornal impresso e não televisão, o Estadão e os jornais fazem parte da "antiga mídia", aquela que está vendo a web crescer e roubar sua preciosa audiência. Se com esta campanha o Estadão deu um tiro no pé ou gerou a polêmica que queria, eu não sei. Eu só sei que foi um desperdício a campanha ter ofuscado a inauguração do seu ótimo novo site, que agora tem uma interface bem mais bonita e amigável e incorpora o uso de tags, publica podcasts e tem blog para os colunistas - muito melhor que o novo portal da Folha, uma salada de fruta de textos, imagens e banners inaugurada ontem (sinto muito, mas como protesto só vou linkar pra Folha mesmo!).
Ou seja, o Estadão resolveu criticar a internet e os blogs justo no momento em que mais poderia tirar proveito deles. O que, no fundo, demonstra que eles não devem entender de nada mesmo.
Hoje, apenas algumas notícias sobre internet e tudo que tá interligado.
• Google vai participar de leilão WiMax nos EUA WiMax é uma tecnologia de internet banda larga sem fio de grande alcance, alta performance e muito barata. Funciona como as redes de telefonia celular, com antenas espalhadas pela cidade, e está sendo adotada como padrão de internet móvel no mundo inteiro.
Cada país é responsável por dividir e regulamentar a exploração do seu espectro de radiofrequência, distribuindo nele as ondas de rádio, TV, celular, telefone sem fio, etc, e agora internet banda larga com WiMax. O governo organiza um leilão de faixas, as empresas dão o seu lance e leva a concessão quem pagar mais. No Brasil, pra variar, o Ministério das Comunicações não sabe o que fazer com o WiMax, mas nos Estados Unidos o leilão vai acontecer em Janeiro de 2008. E o Google está interessado.
É mais um passo interessante (e nada surpreendente) que o Google dá. Além de fornecer os serviços mais utilizados na internet atualmente, o Google agora quer investir em infra-estrutura para o acesso à rede. São muitas as especulações sobre os objetivos da nova jogada:
- Com sua própria rede, o Google poderia se livrar de ameaças que os provedores de acesso fazem contra o elefante mais pesado que trafega pela internet atualmente - o YouTube; - Com sua própria rede, o Google poderia criar parcerias com empresas de telefonia celular e, assim, incendiar a concorrência e ampliar a penetração de seus serviços (busca, e-mail, blog, calendário, mapa, etc) em dispositivos móveis. - Com sua própria rede, o Google poderia investir num celular próprio e eliminar de vez a dependência que tem de outras companhias mediando o acesso ao público final.
CECSDMG*: Façam suas apostas!
(*) Clichê encerrador de comentário sobre a dominação mundial do Google.
• Pesquisa Datafolha/Nazca: são 49 milhões de brasileiros online [via Viu Isso, Blue Bus] Foram 2.166 entrevistas pessoais, distribuídas segundo a proporção da população brasileira por regiões, estados, capitais/interior -, com cidadãos acima de 16 anos, em mais de 200 municípios. Se fosse considerada a faixa etária abaixo dos 16 anos, então, o número seria bem maior.
De qualquer forma, 49 milhões é bem mais que os estáveis 30 e poucos milhões que o Ibope vem divulgando. A explicação para tamanha diferença estaria na metodologia: enquanto o Datafolha colhe os dados pessoalmente, o Ibope entrevista apenas pessoas com telefone fixo em casa (essa eu não sabia). Segundo o IBGE, a penetração da telefonia fixa no Brasil é de apenas 54% da população. Ou seja, a pesquisa do Datafolha é bem mais abrangente e precisa. Além de casa e trabalho, o Datafolha considerou também acesso através de lan houses, instituições de ensino e locais públicos (bibliotecas, quiosques municipais, agências dos Correios, etc).
Os dados mais relevantes são sobre penetração da rede: - apenas 69% nas classes A e B (eu imaginava no mínimo uns 80%); - 38% na classe C (eu imaginava no máximo uns 20%); - 16% nas classes D e E (essas eu nem imaginava). “Acho que esses dados começam a nos dar um esboço do porquê do sucesso da internet no Brasil. Na verdade, é porque somos pobres. Por isso a possibilidade de acesso a uma tecnologia abrangente, barata e de fácil manuseio abre novos horizontes”, comentou Fernand Alphen, diretor de planejamento da F/Nazca. Concordo com ele.
• 7 de agosto de 1991: nasce a World Wide Web A internet já existia, mas o WWW veio ao mundo há exatos 16 anos, quando foi publicada a primeira webpage explicando um projeto de armazenar conhecimento usando documentos em formato hipertexto - um tal de HTML. Esse cara mudou o mundo.
Sempre fui parcialmente contra Proganda no cinema antes do filme. Parcialmente porque, na condição de consumidor, acho um absurdo estar pagando para assistir um anúncio mas, na condição de Publicitário quase formado, acho uma maravilha o impacto, o poder de atenção e o potencial de entretenimento que tem o anúncio na telona; dualidades do ofício, enfim! De qualquer forma, se no escurinho do cinema o anúncio for inovar envolvendo interatividade, eu certamente me comportaria como um consumidor bem receptivo.
Veja, por exemplo, essa campanha da Fiat (pra não dizer "case" ou "ação", tô falando na condição de consumidor!). Nela, o locutor convida as pessoas, dentro da sala de cinema, a escolher as sequências que desejam ver no mini-curta da Fiat que será exibido. Para participar, as pessoas enviam as opções através de um torpedo gratuito pelo celular - bem rápido, simples e fácil. Os torpedos são computados na hora e o mini-curta, com as ações mais votadas naquela sessão, é exibido no telão. Segundo Leonardo Xavier, da Tellvox, empresa por trás dessa tecnologia, "a taxa de participação nas sessões é altíssima, perto de 30%"; e "mesmo quem não vota, demonstra alto interesse quando é exibido o filme escolhido pela sala. Quem vota, fica comentando se era essa ou não sua escolha".
Pois eu digo, mas que baita idéia! São muitas as possibilidades de diversão e entretenimento, além de Publicidade, que se abrem por aí...
Nesse caso, o filme escolhido pela sala é disponibilizado para download no celular, via bluetooth. Ora, mas e se eu puder levar pro meu celular também os trailers que acabei de assistir? E se antes de entrar no cinema eu puder parar em frente ao cartaz de um filme e assistir uma cena dele na minha telinha? E se além da cena eu puder escolher toques musicais, papeis de parede e ainda me cadastrar para receber um torpedo de alerta no dia da estréia?
Cada vez mais, o celular deixa de ser só um telefone portátil (e cada vez mais tal afirmação se torna redundante). Como o próprio Xavier diz em seu ótimo blog sobre mobile marketing, o celular é um "centro natural de atenção", pois tu passa o tempo todo cuidando pra ver se alguém vai te ligar, mandar uma mensagem, pra ver se tem um lembrete teu piscando, ou mesmo pra ver que horas são (lembra do relógio de pulso?). Sem contar as facilidades da lista de contatos e poder "estar disponível" para qualquer pessoa que esteja à sua procura, aonde quer que você esteja (desde que dentro da área de cobertura, é claro!) . Aliás, quando é que vão inventar um Messenger de celular onde eu possa mudar o meu status para "em reunião" ou "almoçando", e consultar o status dos meus amigos antes de telefonar?
Mas voltando, a convergência está fazendo o celular receber cada vez mais nossa atenção. Porém, ele continua sendo um telefone, um "nó" de uma rede interligada, uma ponta de um cabo da internet que você carrega o dia inteiro no seu bolso. Pra chutar o balde da metáfora: um aeroporto onde pode pousar, a qualquer momento, todo tipo de mensagem. E considerando tamanha atenção que dispensamos ao maldito aparelhinho, é inevitável que se torne uma mídia publicitária também.
Enfim, por esse tipo de Publicidade dentro do cinema eu realmente tenho simpatia. Contanto que não envie milhões de torpedos spam, não seja invasiva e que nos lembre de desligar o celular antes do filme começar, tá valendo.
Hoje, apenas algumas notícias interessantes que vi sobre internet e tudo que tá interligado.
• Harry Potter 7 já em português na internet Através de colaborações em comunidades no Orkut, um grupo de trabalho envolvendo 400 fãs, liderados por uma menina de 14 anos, traduziu, em menos de 5 dias, as 784 páginas de "Harry Potter and the Deathly Hallows". Isto dá uma média de 2 páginas por pessoa. Afora questões legais da coisa toda, os números são impressionantes e o fato, inimaginável quando o primeiro livro da série foi lançado na Inglaterra, 10 anos atrás.
• 47% dos blogueiros brasileiros são menores de idade Pesquisa publicada hoje pela e.life, uma empresa que monitora blogs, fotologs e comunidades online no Brasil desde 2004. Levando em consideração que na adolescência muita coisa é "modinha passageira", já dá pra imaginar o que vai acontecer com esses blogs daqui alguns anos... Outro dado interessante da pesquisa é que o Orkut é o serviço de publicação on-line preferido por 50,7% dos 4.977 entrevistados.
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Conclusão do Rapidão II: A gurizada, que domina a internet no Brasil, usa o potencial da rede para cometer crimes!
Só pra ilustrar um pouco mais a relação Blogs x Jornalismo que comecei a abordar semana passada, lembrei-me de um dos episódios descritos no livro "Blog - Entenda a revolução que vai mudar seu mundo", onde o autor Hugh Hewitt descreve uma farsa envolvendo Dan Rather, o âncora do tradicional programa de jornalimo investigativo "60 Minutes", da rede de TV americana CBS (aham, o mesmo do excelente filme "O Informante", com Al Pacino e Russel Crowe; o Dan Rather é tipo o Sérgio Chapelin no Globo Reporter!).
No dia 8 de setembro de 2004, Dan Rather apresentou uma reportagem no "60 Minutes" baseada em documentos que compravavam que, em 1973, George W. Bush recebera advertências de seus superiores no exército, por desobediencia. Algumas horas após a CBS publicar os documentos na internet, os blogs "Free Republic" e "Buckhead" (ambos conservadores, pró-Bush) contestaram sua autenticidade: os documentos não poderiam ter sido datilografados por máquinas de escrever inventadas antes de 1990. Os documentos eram, portanto, forjados.
Mas o bicho pegou mesmo no dia seguinte, quando o Powerline, um blog político de grande audiência, repercutiu a descoberta da fraude em um post sob o título "The sixty-first minute". Ao longo do dia, o Powerline atualizou o post mais de 10 vezes, com contribuições investigativas que recebia de milhares de blogueiros inconformados com o jornalismo tendencioso da CBS. Entre as contribuições, destaca Hewitt:
"Um curso rápido sobre a história e a capacidade das máquinas de escrever; relatos de militares da reserva que tinham utilizado aquelas máquinas; (...) o procedimento militar padrão, que não incluia o uso de memorandos pessoais para o assunto em questão; uma análise comparativa entre assinaturas apostas em memorandos autênticos de Killian [Jerry Killian, superior de Bush na época] e nos falsificados; e assim por diante".
E conclui:
"O impressionante volume de provas, reunido em poucas horas, é assustador. É fenenomal. (...) A blogsfera desmascarou a fraude com uma velocidade e uma objetividade de tirar o fôlego (...). A mídia hegemônica tradicional jamais seria a mesma".
De fato, nos dias que se seguiram, os grandes jornais e canais de TV foram obrigados a reconhecer o eficiente trabalho dos blogueiros, repercurtindo o post "The sixty-first minute" por todo o país, o que abalou a credibilidade da CBS e seu tradicional "60 Minutes". Após duas semanas na corda-bamba, ignorando os fatos e insistindo na veracidade dos documentos, Dan Rather caiu em contradição com as fontes consultadas na reportagem original; sua reputação foi manchada, ele caiu do cargo e se aposentou.
O episódio, que ficou conhecido como "Rathergate" em alusão ao caso "Watergate", assim como todo o resto do livro de Hewitt, demonstra que, pelo menos nos Estados Unidos, os blogs políticos, independente da vertente ideológica (se de esquerda, direita, conservador, liberal, republicano, democrático, etc) desfrutam de grande influência nos meios de comunicação e na opinião pública; apesar de não produzir notícias, eles praticam Jornalismo sim ao servir de contra-ponto e investigar a mídia tradicional.
Ao contrário da brasileira, a postura política da bloguesfera americana é mais madura, porque eles conhecem a internet e os blogs a muito mais tempo. Por lá, o "dar voz aos cidadãos" derrubou Dan Rather, veterano âncora de televisão. Por aqui, salvo raras excessões, blogues excelentes como este, por enquanto, são meramente irrelevantes...