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"Vecchia Signora"
Anônimo - 30 março 2007 - 23:33
Turín, 29 Mar (Notimex).- El club italiano Juventus de Turín, que milita en la Serie B, firmó un contrato por 33 millones de euros (44.6 millones de dólares) para que la empresa automovilística FIAT sea su principal patrocinador hasta 2010. +

...

É... time de Série B ganha pouco né...
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As palavras secretas
André - - 12:37
Ou "Como Escrever um Best-Seller de Suspense"

- Utilize algum elemento como condutor da história: cores, números, sequências... de preferência algo que possa ser "misterioso" sem parecer muito óbvio, mesmo sendo;

- Dê ao protagonista um medo, algo que será usado de forma irrelevante em algum lugar da história. Ex.: medo de locais fechados. Isso ajuda as pessoas a enxergarem a personagem de forma humana e menos estereotipada;

- Use adjetivos que não fazem diferença nenhuma na história ou na caracterização da personagem/local, fazendo parecer que você realmente é escritor. Algo tipo "Em uma manhã fresca, ela saiu..." quando na verdade isso não contribui em nada para a trama;

- Exagere. Precisa de alguma agência governamental para um conspiração? Crie uma, diga que na história poucas pessoas souberam/sabem da existência dela, que é tão poderosa que manda no presidente dos EUA, e que possui um gigantesco centro com as máquinas mais avançadas e as mentes mais brilhantes do mundo, embora isso vá contradizer aquela idéia de que ninguém conhece a dita-cuja;

- Por falar em agência governamental, ela SEMPRE vai ter alguém espionando o protagonista (ou outra personagem importante) em QUALQUER lugar do mundo, mesmo que não haja nenhum motivo para isso;

- Dê poucas pistas ao leitor. Aliás, de preferência não dê pistas, revelando informações importantes apenas quando o "assassino" for desmascarado;

- Todo bom suspense tem uma reviravolta imprevisível no final. Então, simplesmente pegue a personagem menos provável e coloque ela como o vilão da história. Motivações plausíveis não são necessárias;

- Faça um título impactante, algo como "O Efeito Dominó". Coloque um ou outro conceito sobre o assunto na livro, apenas para justificar a capa;

- Venda para hollywood o mais cedo possível.
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Retranca²
Kleiton - 29 março 2007 - 00:58
Inter 0 x 0 Velez
Estádio Beira Rio, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Gols: ih...

Depois de um começo equilibrado, o Christian confundiu área com piscina e mergulhou. Segundo amarelo, vermelho, chuveiro. A partir daí começou uma partida particularmente interessante: enquanto o Inter se defendia lá atrás, o Velez... Bem, o Velez se defendia lá atrás.

O Inter, com um homem a menos, se convenceu que ia ter que se superar pra não tomar gol. Se superou, e realmente fez a sua melhor partida na Libertadores, sem tomar nenhum gol, mesmo com uma defesa que não sabia fazer linha de impedimento e com o Clemer(!) no gol. O Velez, por sua vez com um homem a mais, veio a Porto Alegre tão decidido a arrancar um empate do Inter que conseguiu, mesmo criando as melhores chances de gol. Às vezes parecia que a situação era inversa, tamanhos eram a retranca do Velez e o espaço que o Inter tinha pra jogar.

O Inter não soube aproveitar as chances que teve e o Velez não soube aproveitar o seu homem a mais. Os últimos 10 minutos de jogo foram a maior tortura da rodada, pois os dois times estavam satisfeitos com o resultado - se o juiz terminasse o jogo aos 37' do segundo tempo, ninguém reclamaria. Por falar no juiz, ele apitou mal, mas tanto pra um lado quanto pra outro.

E o Pato não fez nada. Como já se esperava.

(na minha visão gremista e parcial)



Após os noventa minutos de jogo, a maioria da torcida colorada deve ter respirado fundo e pensado que o resultado não foi tão ruim assim. Porém, provavelmente nenhum torcedor deve ter pensado que terminaria assim a noite de ontem.

Isso aconteceu graças à qualidade do time argentino aliada à polêmica expulsão de Christian, antes dos trinta do primeiro tempo, por simulação. Polêmica porque o não-pênalti foi duvidoso, assim como foi duvidosa a interpretação do árbitro em dar um amarelo no caso de a falta não ter ocorrido. Com um jogador a menos, o que era difícil tornou-se uma tarefa hercúlea. E o Velez soube aproveitar bem a situação, chegando a criar as maiores chances de gol da partida e fazendo com que um dos destaques fosse o Clemer (!). Destaque negativo para o árbitro, que após a expulsão se perdeu e deixou de marcas centenas de faltas e alguns pênaltis para ambos os lados.

Forte na marcação, mas ineficaz no ataque (ainda mais depois do Abelão ter tirado um atacante para pôr outro, isolando assim o Alexandre Pato lááá na frente, ao invés de tentar algo mais ousado), o Inter conseguiu pelo menos um pontinho. Agora os colorados vão torcer com tudo para um empate entre Nacional e Emelec, o que garantiria ao time do Beira-Rio uma situação paradoxalmente tranqüila no grupo. Mas, cá entre nós, o torcedor quer torcer nos jogos do seu time e não nos outros do grupo.

(na visão colorada e parcial do Valter)

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O fim de uma era
Leandro Corrêa - 28 março 2007 - 22:23
Se por um lado nossa alienada geração não viveu a Guerra Fria defendendo ferozmente o Socialismo ou o Capitalismo, por outro também não se pode dizer que nunca teríamos o choque de ver nossas mais profundas ideologias caírem por terra abaixo.

Não há muito o que dizer, a imagem fala por si só.
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Neutralidade
Kleiton - - 15:38
Apesar de já ter lido alguma coisa a esse respeito, o assunto voltou à minha mente com mais intensidade depois de ler o texto do Valter lá no Moldura. O tema em questão é Net Neutrality, e o que está em discussão quando se fala nessa suposta "neutralidade" é a possibilidade de todo e qualquer site ser acessado de forma igual.

Explico: hoje, o que define se um site vai carregar bem ou mal no seu computador é (1) a sua capacidade de banda e (2) o peso do site (imagens, flashes, fundos, frescuras, etc). Seja o site do Terra, do ClicRBS ou do Cataclisma14, não importa: todos recebem o mesmo tratamento. Mas esse princípio de igualdade entre os sites tá começando a ser "debatido".

Nos EUA, rolam projetos que permitiriam que sites tivessem uma espécie de "banda privilegiada", mediante pagamento para as empresas responsáveis pelo tráfego. Na prática, isso criaria duas categorias de sites na internet: aqueles que têm dinheiro, teriam banda privilegiada, seriam carregados mais rápido e, conseqüentemente, seriam mais acessados; e aqueles que não têm dinheiro, e cairiam na "vala comum" da internet.

Não precisa fazer muita força pra entender que é uma forma nítida que os grandes conglomerados de mídia estão encontrando para acabar com a pluralidade da internet como espaço de comunicação. A internet se igualaria aos outros meios de comunicação de massa, onde quem tem dinheiro concentra a audiência, e quem não tem dinheiro, não tem voz. Simples assim.

Obviamente essa nao é uma discussão que esteja sendo feita às claras, porque quem deveria estar cobrindo-a é a mídia tradicional, que muito interesse tem em que essa proposta ganhe força nos EUA e se espalhe pelo mundo. Pelo menos, os defensores da internet como ela é hoje podem contar com o apoio de empresas como Microsoft e Google, que mesmo tendo muito dinheiro para estarem no espaço privilegiado, defendem o modelo atual (sabe-se lá o porquê).

Mais do que o senso de justiça e de pluralidade e todo esse blá-blá-blá, trago essa discussão à tona porque, de um jeito ou de outro, disso depende o futuro do Cataclisma14. Até porque ainda não somos milionários.

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Troco
Kleiton - - 09:41
Jogo 4/14
Grêmio 1 x 0 Tolima
Estádio Olímpico Monumental, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Gol: Tuta 21'1T

Eu poderia dizer que o Grêmio precisa jogar mais, que não pode depender de um cara só ou que alguém precisa conversar com o Tcheco antes do jogo, pra dizer pra ele que o adversário mudou, que vai ser o São José de Cachoeira ou o Caxias, que seja. Poderia dizer muito mais, mas não vou.

Simplesmente porque nós ganhamos, e nesse momento é isso que importa. O grito que nós demos depois do gol do Tuta tava entalado na garganta desde o jogo contra o Cúcuta aqui, e foi provavelmente o gol mais comemorado desse ano, junto com o do Lucas contra o Cerro. Os dois, inclusive, artilheiros do time na competição, cada um com 1 gol.

Eu poderia dizer que o Grêmio precisa jogar muito mais para convencer e ganhar a Libertadores, mas não vou. Isso porque jogar mais e convencer não significa nada; no final das contas, só o que importa é fazer mais gols que o outro time.

(na minha visão gremista e parcial)



É, o Grêmio ganhou. Do jogo de ontem se tiram duas conclusões, uma positiva e uma negativa.

A negativa é que, apesar da vitória foi um jogo chato - de novo. Burocrático, parecia que o time gremista tinha ordens para ganhar por um gol de diferença e nada mais. E seguiu à risca essa ordem, porque nem as falhas medonhas da péssima zaga colombiana fizeram com que o placar fosse mais elástico. Falando em gols, o Grêmio precisa urgentemente de outro atacante, porque só o Tuta é pouco. E quando ele se machucar ou for suspenso? Não há substituto. E nem vou falar do camisa 10 tricolor porque esse não entrou em campo.

A positiva tem um pouco de obviedade: o Grêmio ganhou, faturou três pontos, é líder junto com o Tolima, etc. Mas isso é muito importante, porque o que vale agora, na real, é passar à próxima fase. Isso porque a partir das oitavas-de-final é outro campeonato, um campeonato em que o tricolor está muito mais acostumado a jogar - e ganhar.

Mesmo assim, jogando desse jeito as chances não serão muitas. É preciso melhorar.

(na visão colorada e parcial do Valter)

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Projeto "Committed"
Leandro Corrêa - 27 março 2007 - 20:00
O negócio é o seguinte: no fim do mês passado me foi colocado o desafio de testar o poder do Orkut alterando meu perfil de "solteiro" para "namorando". Disseram-me que a quantidade de gente que bisbilhota nossos perfis diariamente é muito maior do que o Orkut informa, e que a simples menção "namorando" no Orkut faz as pessoas mudarem de atitude contigo: ficam curiosas, tentam descobrir informações, nomes, datas e tudo mais. Estar "committed" no Orkut seria o equivalente a usar um anel de compromisso.

Num primeiro momento duvidei, achando um exagero. Depois, refletindo, pensei em fazer um teste, ou melhor, desenvolver um projeto em cima disso. E divulgar os resultados aqui em "Tá tudo interligado". O objetivo seria estudar, sem qualquer pretensão acadêmica, a importância que o Orkut tem em meu círculo social de amigos e parentes. Para isso, precisaria desenvolver um planejamento, traçar estratégias, definir prazos e algumas regras, além de colher os resultados. Sendo ou não um sucesso, eu teria algum material sobre redes sociais on-line para discutir aqui no blog.

Antes de começar, obviamente, tentei levantar os riscos da empreitada. "Tudo bem que eu não estou namorando, mas também não posso queimar meu filme" foi a primeira coisa que me ocorreu. Mas eu ainda duvidava dos poderes do Orkut e, na época do desafio, eu me divertia com os outros fazendo piadas do tipo "O Google vai me deletar por inatividade!", já que meu perfil era tão impopular que havia semanas que eu não recebia nenhum scrap. Assim, não havia o que temer.

O plano seguiria estas 3 regras:

1) A única alteração no meu perfil do Orkut seria de "solteiro" para "namorando".
Explicação: evitar que outras mudanças, como fotos e comunidades novas, desviassem a atenção dos bisbilhoteiros da amostra*.

2) Não avisar ninguém sobre a alteração.
Explicação: evitar que descobrissem a "novidade" por qualquer outro meio que não fosse a fonte oficial em questão - meu perfil no Orkut.

3) Não avisar ninguém sobre o experimento, nem mesmo as pessoas mais próximas.
Explicação: tudo pela ciência.

(*) Pra compensar minha má fé, eu manteria o sigilo de todos.

A função durou do dia 05/03 até hoje, 27/03 de 2007. Ou seja, 3 semanas. Antes dos resultuados, alguns fatos para se levar em consideração:

• Há cerca de 40 milhões de perfis cadastrados no Orkut atualmente e, segundo o Google, cerca de 90% deles são brasileiros [fonte].
• Com apenas 3 anos de vida, o Orkut é disparado o site mais acessado pelos internautas brasileiros [fonte].
• Em 23 anos de vida, o máximo de tempo que já fiquei com alguém foi 1 mês.

Com vocês, os resultados coletados e comentados do "Projeto Committed":

• Houve apenas 8 reações sobre a mudança. Só 8!!!
• Isto representa 4,45% do universo de 180 e poucos amigos no meu Orkut.
• Isto representa ainda 0,00002% do universo de 40 milhões de perfis do Orkut, todos com potencial de visitar meu perfil, ver que estou "namorando" e se manifestar de algma forma. Ué!
• Estas 8 reações se deram via Orkut (5), MSN (2) e celular (1).
• 3 das reações se deram em menos de 24h de execução do projeto.
• No 10º dia troquei minha foto, na tentativa de burlar as regras e atiçar o público, da mesma forma que um cientista desolado chacoalha os tubos de ensaio do seu laboratório e os aquece em potência máxima no microondas na tentativa de fazer sua cultura de amebas brilhar no escuro ou virar cerveja. No meu caso, a única reação que obtive com a nova foto foi um elogio de alguém que eu nunca pegaria - nem que ela gerasse energia elétrica ou carregasse a geladeira de long necks.

Enfim, os sites de rede social on-line são febre na internet mundo afora. Por isso, numa futura oportunidade, pretendo levantar dados e infomações mais relevantes sobre nosso estimado Orkut para discutir aqui nesta coluna. Por ora, a única conclusão útil que se pode ter do "Projeto Committed" é que eu preciso urgentemente deixar de ser tão acomodado com mulheres!

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Trailers movimentam a indústria
André - 26 março 2007 - 12:40
Quando uma pessoa chega atrasada no cinema, normalmente ela pergunta na bilheteria se o filme já começou. Eu sou um pouco diferente: se estou em cima da hora, pergunto se os trailers já começaram.

A verdade é que sempre fui fascinado por essas pequenas "apresentações", que muitas vezes são melhores do que as obras em sí - o de Armageddon, por exemplo, tem muito mais emoção e impacto em dois minutos do que o filme em duas horas. Claro, pode parecer mais fácil, são só alguns minutos e tal, mas isso não diminui em nada o mérito dos caras. E funciona: o trailer de Flyboys, que vi por acaso e me agradou pacas, fez com que eu ficasse com vontade ir direto na locadora - o que ia ser difícil já que eu estava na praia, mas enfim.

Até aqui, então, criou-se um formulismo, uma estrutura básica de trailers. Mais do que apresentar a história, ele precisa vender a coisa toda - se é um filme de suspense, por exemplo, precisa ter suspense em dois minutos. Alguns conseguiam com mais sucesso, outros não. Mas ainda dentro desse formulismo, existem aqueles que conseguiram capturar a atmosfera do filme, criando dentro de uma estrutura convencional um diferencial, um carisma particular - torna-se não apenas uma prévia, mas parte da obra. Cito como exemplos o de Sin City e Encontros e Desencontros.

Porém ultimamente as ações de marketing têm sido mais ousadas e arrojadas, e o mesmo ocorre com a indústria róliúdiana. Se o trailer de Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças é tão original quanto o filme, até mesmo o teaser de The Hills Have Eyes 2 - continuação (provavelmente) dispensável do (também dispensável) Viagem Maldita - possui uma idéia inteligente e um truque bacana, diferenciando-se bastante do que normalmente se vê por aí.

Isso pode ser uma nova tendência, uma moda passageira ou apenas exceções. Quem pode dizer? Mas continuo achando divertido assistir comerciais/videoclipes de três minutos que tentam condensar uma história ou passar simplesmente uma impressão. E volta e meia surge algo realmente espetacular, fudido, com uma sacada tão legal que te deixa com um sorriso no canto da boca.

Então assistam, no quadradinho do Utube aqui embaixo, o trailer de O Guia do Mochileiro das Galáxias:

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Opostos
Anônimo - 25 março 2007 - 21:01
Em apenas uma semana, os opostos são a maior das consequências do GP de Melboune, do último domingo.

Lewis Hamilton (McLaren), faceiro com o 'pódium' na corrida de estréia, já fala sobre título mundial. Cauteloso, comentou que pretende chegar ao título da categoria em três temporadas pois acredita que esse é o tempo suficiente para adquirir a experiência necessária para levantar a taça.

Já Heikki Kovalainen (Renault) decepcionou seu chefe, Flavio Briatore, que classificou a corrida do estreante nas seguintes palavras: "Todo o mundo o viu pela televisão. Não preciso defender ninguém. Foi um lixo" (Terra). Estrear é sempre dificil, mas também achei que o jovem piloto errou demais. O que é ruim para uns, é bom para outros. Nelsinho Piquet começa a esquentar as mãos para abraçar o volante.

Testes essa semana em Sepang, na Malásia.
Boa semana a todos.

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Manual de Instruções
Thiago Silverolli - 24 março 2007 - 21:08
Cartaz colado na janela do Padre Reus, entre dois Poemas no Ônibus:

"Se viajar de pé, segure-se nos pega-mão (sic.) evitando possíveis quedas!"

Finalmente aprendi a andar de ônibus.
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Trocadalhos do Carilho
Editor - 23 março 2007 - 17:30
Marta Suplicy aceita Ministério do Turismo e se diz satisfeita com o cargo [+]

A ex-prefeita de São Paulo, mãe do Supla e sexóloga Marta Suplicy penetrará no quadro de Ministros de Lula, na pasta do Turismo. Com muito KarYnho, obviamente, característica do seu jeito de governar. Andam dizendo por aí que ela fudeu com o povo de São Paulo, mas é mentira; coisa da oposição, que tá se sentindo impotente diante da nova notícia.

Abaixo, os trocadilhos elaborados num trabalho coletivo, por e-mail. Relaxem e... leiam.

- Todo mundo sabe que turismo é como sexo: sem dinheiro, não se vai muito longe.

- E começa a era do turismo sexual propriamente dito.

- Os gringos achavam q no Brasil só tinha turismo sexual. Agora vão ter certeza.

- Com a Marta, a tendência é que o Brasil abra suas fronteiras. Mas se ela dificultar a imigração, vai ter um monte de estrangeiro entrando pela porta dos fundos.

- Agora o turismo brasileiro vai ser motivo de gozação no exterior.

- Os turistas vão ficar de quatro pelos mais de 69 destinos exuberantes que as agencias de turismo oferecem.

- Os turistas estão demonstrando maior preferência pelas matas virgens brasileiras. Infelizmente elas estão cada vez mais escassas.

- Viajar agora vai ser foda. - Eu discordo. Acho que viajar vai ficar mais fácil pra quem tá duro.

- Vai aquecer o consumo de passagens de ida e volta.

- Por lei, pacotes turísticos terão que incluir estadia em motel.

- Ela vai mostrar tudo, do Oiapoque ao Chuí

- Ela vai mostrar como o Brasil é foda.

- Vai valer a pena gozar de merecidas ferias na costa brasileira.

- Vai dar pra escolher entre gozar as férias nas costas brasileiras ou no interior.

- Com as reformas necessárias, tudo indica que ela vai precisar de um pau-pra-toda-obra pra fazer o trabalho. - Mas ela já falou que sente prazer com esse tipo de trabalho.

- Espero que ela não deixe o Ministério de pernas pro ar.

- As ações da nova ministra vão facilitar os deslocamentos do ponto A ao ponto G.
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Festa colorida em preto-e-branco
Thiago Silverolli - - 00:45
Futebol é uma caixinha de surpresas. Alguém aí já ouviu essa? Batidaça, eu sei. Mas eu tenho certeza de que se no futebol o mais forte vencesse sempre o cataclisma 14 não teria uma coluna semanal dedicada a esse esporte, pois ele não seria apaixonante. Quem sabe a coluna pudesse se chamar “Pino 14” e falar de boliche. Ou “As de espada”, que vale 14 na canastra. Daria o mesmo Ibope...

Nós, filhos dos anos 80, aprendemos a chamar esses imprevistos que só o esporte mais popular do mundo consegue nos proporcionar pelo nome de um dos personagens mais marcantes daquela década: a Zebra.

Todo mundo adora uma zebra, quando não é surpreendendo seu time do coração. É da natureza humana a compaixão pelo mais fraco, assim como a secação contra o mais odiado também o é.

A história do futebol está minada de zebras históricas: Bangu e Coritiba decidindo Brasileirão em 85; Porto e Once Caldas no mundial interclubes em 2004; Turquia e Coréia (zebra induzida) no terceiro lugar da Copa de 2002...

Como não poderia ser diferente, a maior zebra de todos os tempos foi em preto-e-branco. 1950. Uma Copa do Mundo em casa. O maior estádio de futebol do mundo construído para comemorar um título inédito. O melhor time que o Brasil já havia montado até então, goleando sistematicamente cada um dos adversários que surgiam à sua frente. Uma jogada pela esquerda e pronto. Zebra com nome e tudo: Maracanaço!

Claro que não poderia acabar a coluna sem uma alfinetada. Dezembro de 2006, foi o que??? Zebraça!!! Alguém discorda? Só não fali porque nenhum colorado teve coragem de apostar comigo contra o Barcelona...

Com vocês, futebol:

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Série Acadêmica
André - 22 março 2007 - 21:06
Ali na academia tem um bebedouro (com "u" mesmo), máquina equipada com um botão cujo LETTERING (coisa de publicitário) diz "Gelada" e... bem, e mais nada. Tem só um botão que EJETA água gelada do troço.

Partindo de um pressuposto lógico, deve haver água quente em algum lugar por ali. Onde, exatamente, eu não sei, ou como ela sai. E não que faça alguma diferença monstruosa, mas por pura curiosidade eu gostaria de saber como se bebe água quente naquela academia - vai saber, de repente um dia tua vida pode depender disso.

Alternativas tentadas:

- Bater palmas em frente ao bebedouro;
- Gritar "QUENTE" no momento de apertar o botão;
- O bom e velho "Tapa na lateral";
- Me virar de costas e apertar o botão "por acaso", como quem não quer nada;
- Ver se de repente, já que a água gelada sai por cima, a quente sai por baixo;
- Puxar o botão;
- Aceitar que, na verdade, aquela é a água quente, e a água gelada mesmo só sai dali no formato de uma grande pedra de gelo.

Sugestões?
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Publicidade irremediável
André - 21 março 2007 - 14:34
Das muitas coisas estranhas que eu já vi, como as idéias da Playboy e a cerveja sem álcool, uma das mais absurdas com certeza é o splash com a expressão “Nova Fórmula” na caixa do Benegripe.

Faltou só uma chamada do tipo “Agora com gostinho de saúde”.
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Definições
Kleiton - - 11:22
Web2.0. Esse termo mágico que nos traz à mente sites como Wikipédia, Youtube e del.icio.us, está muito em voga. Mas ao mesmo tempo que cresce o número de sites e serviços com as características dessa "nova" web, também está cada vez mais difícil definir o que raios ela é.

É claro que sempre podemos simplificar as coisas, numa busca simples na Wikipédia. Mas ao mesmo tempo que facilta nossa vida, esse ícone da web2.0 também restringe a discussão, dando uma definição que não engloba todos os aspectos envolvidos no processo.

Quem sabe podemos buscar entender o termo com a explicação do seu criador:
Web 2.0 is the business revolution in the computer industry caused by the move to the internet as platform, and an attempt to understand the rules for success on that new platform. Chief among those rules is this: Build applications that harness network effects to get better the more people use them. [post completo] ou [artigo original]

Podemos também tentar definir essa nova web através dos sites que a representam. Além dos já citados, existem diversos sites que carregam consigo marcas dela, tanto de abrangência global quanto nacional. Dá pra ir mais longe ainda: buscar uma definição através da discussão de idéias sobre o assunto. Pois então é só dar um pulo no Jornal de Debates e ver o que já foi dito nos mais de 50 artigos já publicados. Gente atacando, gente defendendo, e muita gente fazendo só o meio campo, sem pressionar no ataque nem comprometer na defesa.

Na verdade, sou um desses do meio-campo. Depois de seguir toda essa linha de racioncínio, tenho cada vez mais chegado à conclusão de que a web2.0 é um novo momento da internet, um momento no qual a participação do usuário é cada vez mais importante (e necessária), e que foi desencadeada pela soma do avanço tecnológico (blogs, flogs, wikis, softwares "web-based", etc.) com o aumento drástico do número de internautas nos últimos anos. Gente que, ao contrário da geração passada, já nasceu com computadores, internet, mensageiros instantâneos. E que se adapta cada vez mais rápido às mudanças desse novo cenário. E que gosta de participar, de criar conteúdo, de ser protagonista.

Já se fala em web3.0, internet semântica e inteligente. Acho meio cedo demais (e não sou só eu), pelo menos enquanto a tal web2.0 não se consolidar bem. Não dá pra esquecer, contudo, que a história não espera que definições se consolidem antes de avançar. Ela simplesmente avança. E a gente tem que correr atrás.

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Um país dentro de um país
Leandro Corrêa - 20 março 2007 - 23:32
É muito fácil imaginar mil maravilhas que a internet pode proporcionar para a sociedade, para a economia, para a política, para a comunicação, e assim por diante. É o que eu mais faço aqui. Mas para quem vive no Brasil, de vez em quando é preciso colocar os pés no chão, olhar para os números da nossa internet e parar de sonhar: somos "um país dentro de um país".

Esta expressão eu encontrei numa das telas da apresentação feita por Michel Lent no MSN Innovate, envento ocorrido recentemente na Noruega. Lá, ele desenhou um quadro sobre a população brasileira on-line apresentando estes números nesta linha de raciocínio:
• Somos 188 milhões de habitantes;
• Menos de 20% de nós tem acesso à internet;
• Destes 20%, 95% pertence às classes A e B;

Ou seja, trata-se de um país dentro do Brasil. Não chega a ser uma surpresa, é verdade, mas confesso que olhar para dados concretos me desanima. Pra compensar o balde de água fria, recorri a outros números -- estes mais animadores. São das últimas pesquisas do IBOPE/NetRatings e indicam o seguinte:

• Em janeiro de 2007, o brasileiro gastou em média 21 horas e 20 minutos com a internet. É um record mundial - ganhamos da França (20h55), Estados Unidos (19h30) e Alemanha (18h56);
• Em relação ao mesmo período do ano passado, o acesso residencial à internet cresceu 10,7%, passando para 22,1 milhões de pessoas [fonte]
• De 2001 a 2006, o número de conexões banda larga cresceu 1.639%, totalizando 5,7 milhões de pessoas. Só em 2006, o crescimento foi de 40% [fonte]

Além disso, desde o começo do ano a Anatel vem anunciando que ultrapassamos a marca de 100 milhões de celulares ativos no Brasil.

Assim, nem tudo está perdido. Apesar do imenso abismo entre o público altamente qualificado (leia-se endinheirado) com acesso à internet e a maioria absoluta da população brasileira, completamente alheia às maravilhas da rede, as perspectivas são, médio e longo prazo, de melhoria e crescimento. É também o que eu espero.

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Aqui e agora
André - - 14:17
Agora são 14:10 no relógio do computador, e há dois minutos atrás recebi um e-mail que, de acordo com o Outlook, chegou às 14:14.

Desconfio seriamente que esta máquina possa ver o futuro. Os primeiros números que surgirem vão direto pra um jogo na Mega-sena. E o primeiro nome que aparecer vou sugerir como meia-esquerda do Grêmio
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Caminhos Cruzados, Caminhos Opostos
Thiago Silverolli - 19 março 2007 - 23:26
Tive um segundo grau conturbado, o momento mais dificil da minha vida. Foi quando eu voltei para Porto Alegre (coincidentemente 8 anos hoje, mas ainda não tenho condições de escrever a respeito). Estava com dificuldades de readaptação, mas algumas pessoas fizeram desse período um pouco mais ameno. Depois da formatura me afastei da maioria, inclusive de quem talvez não fosse hora.

Outro dia me peguei imaginando como ela estaria, como seria se o desfecho fosse diferente. Assim, por mera curiosidade infértil. Hoje nos cruzamos de novo. Na calçada, de passagem. Em caminhos opostos. A tiracolo, cada um com o que fez da sua vida desde o momento em que não nos vimos mais. Eu, uma mochila; ela, uma criança. Realmente, em caminhos opostos.
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Testosterona²
André - - 12:43
Adrenalina (Crank)
3/5

Direção: Mark Neveldine e Brian Taylor
Roteiro: Mark Neveldine e Brian Taylor

Elenco:
Jason Statham (Chev Chelios)
Amy Smart (Eve)
Efren Ramirez (Kaylo)
Jose Pablo Cantillo (Verona)

Filme pra homem.

Chev Chelios é um assassino profissional como qualquer outro. Um dia então (uma segunda-feira, provavelmente) ele acorda e descobre que foi envenenado, tendo pouco mais de uma hora de vida. Descobrindo que o efeito do veneno diminui quando a adrenalina está alta, ele faz um monte de coisas perigosas enquanto procura pelo cara que o envenenou, em uma tentativa desesperada de vingar a sua própria morte.

Frenético, estiloso e com muitos barulhos altos, "Adrenalina" é o tipo de filme que não se leva a sério: contando com um fiapo de história para levar de uma cena sem noção e divertida para outra cena sem noção e divertida, os diretores não almejam mais do que algumas risadas enquanto o protagonista passa por situações absurdas.

Aliás, o próprio personagem já é absurdo. Alguém que, ao descobrir que foi envenenado tem como primeiro pensamento matar o seu algoz não pode ser muito certo. Jason Statham fica muito bem então como aquele tipo durão, com cara de mau e que cospe cada diálogo como se estivesse com desprezo daquilo tudo. E é nesse próprio "auto-desprezo" que o filme ganha o espectador, não sendo uma sátira tipo "Todo mundo em pânico", mas sendo uma obra honesta que parece dizer "Tá, eu sei que isso tudo é meio idiota, mas porra, é engraçado, não é?".

O pouco tempo de vida que Chelios tem também é passado com competência: através de cortes rápidos, tela congelada, letterings, câmera lenta e qualquer outro recurso que o After Effects possua, o filme se torna quase um videoclipe de 90 minutos, praticamente não dando tempo para tomar fôlego. E, ao contrário do que acontece nos filmes do Tony Scott ( Domino, por exemplo), aqui essa edição ágil acaba conferindo a urgência necessária à história.


É uma pena, portanto, que o único problema no filme seja justamente a... falta de exagero. Exatamente. Embora Chelios invada shoppings centers com carros, ameace enfermeiros e protagonize uma hilária cena de sexo, parece que o ritmo às vezes fica um pouco "contido", se contentando com cenas realmente legais e imprevisíveis, mas longe do absurdo que poderiam ser.


No entanto, "Adrenalina" aparece com um bom conjunto e uma ou outra cena fora de série. Mesmo que a película "se acalme" em alguns momentos, ainda podemos rir pra caralho com a impagável sequência onde Chelios toma uma ampola inteira de Epinefrina. Pra assistir enchendo a cara com os amigos durante um churrasco.
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Quaaaaaase lá
Anônimo - 18 março 2007 - 22:21
Insatisfeito com o meu egoísmo, decidi entrar num bolão de Mega Sena, desses prontos da lotérica. 3 reais, 10 jogos.

Resultado: 3 jogos com 3 acertos. 10perdicio de dinheiro...
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A 14km por segundo
Anônimo - - 21:32

Não muitas novidades para os telespectadores que permaneceram de olhos abertos até 1h 30min da manhã assistindo ao GP da Austrália de Fórmula 1. Algumas coisas podem ter mudado, porém outras continuam irretocáveis.

Surpresa boa foi ver a corrida consistente de Lewis Hamilton, um dos estreantes da temporada, a bordo de um carro de ponta. Excelente corrida. Aqueles que dormiram até a primeira metade da prova, poderiam crer, ao acordar neste domingo, que o jovem inglês chegaria em 2º lugar, à frente de ninguem menos que Fernando Alonso, atual bicampeão do circo. Não deu, mas Alonso só conseguiu ficar a frente do inglês após uma parada nos boxes. Infelizmente, por vezes era bom baixar o volume da TV para não ouvir Galvão Bueno que, ao invés de comentar mais do talento do piloto passou boa parte da transmissão comentando que alguém, em alguma festa, chamou o cara de Robinho...

Como se falava, a BMW veio para brigar pela 3ª colocação de construtores este ano. Largou muito bem, aliás, lembrando os carros da Renault ano passado, que na largada pulavam na frente. A BMW fez assim. Se a primeira curva fosse mais distante, a história (da corrida toda, inclusive) seria outra. Kubica mostrou que é excelente piloto também, e vai disputar ponto a ponto o espaço na equipe com Nick Heidfeld.

Ouvi falar muito bem de Heikki Kovalainen, porém ontem mostrou-se bem mais nervoso que Hamilton em sua estréia. Heikki, a bordo da Renault (e substituto de Alonso), poderia até fazer uma corrida discreta, mas não resistiu e chamou mais a atenção do que o vencedor Kimi Raikkonen. Heikki buscou os recordes de Ukyo Kakayama, também conhecido como Ukyo "Katagrama" e passeou fora da pista umas 5 vezes. Para pilotar um carro rápido, não basta ter reflexo rápido, mas muita concentração e sangue frio. Heikki não passou no teste de Melbourne e deve ter levado "mijada" nos boxes.

Nenhuma novidade porém em ver Mark Webber rodopiando na entrada dos boxes, absolutamente sem motivo.. Ou ver nosso querido Rubinho penando mais de 10 voltas (eu não contei, mas foi bem mais eu acho..) atrás de Jenson Button, mesmo com carro mais rápido e tanque 50% mais vazio. Problema para Felipe Massa que tinha de esperar a vez atrás dos dois.

E Felipe, uma pena ter largado lá atrás. Foi assim pois trocou o motor, já que o antigo lhe deixou em 16º na largada e ainda deveria ser utilizado no próximo GP (motor novo, depois do treino classificatório, manda o piloto pro final da fila). Não sei se havia problemas no motor novo, mas no final da corrida, Massa variou muito o tempo das voltas. Se fosse mais constante poderia chegar uma posição à frente (se não ficasse umas 15 voltas atrás do Barrichello, até umas duas posições à frente).. mas não vou culpá-lo se não tenho certeza do que pode ter acontecido.

Assim, no fim das contas, minhas notas são:

1. Kimi Raikkonen.......... 10 (mandou de ponta a ponta, sem maiores problemas)
2. Fernando Alonso...........7 (só ficou em 2º após uma troca de pneus, e com Massa largando atrás, não teve outro adversário, fora o próprio companheiro)
3. Lewis Hamilton........... 10 (mandou muito bem na estréia e errou pouco)
4. Nick Heidfeld.................7 (como Alonso, fez o essencial. Só não ficou atrás de Kubica, porque ele saiu da prova)
5. Giancarlo Fisichella.......5 (ninguém viu ele lá, só o Massa que achou ele na frente no finalzinho)
6. Felipe Massa..................9 (ótimo lugar pra quem largou atrás, mas ficou parecendo que podia um pouco mais)

Abração
Bruno

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Desvirginado
Thiago Silverolli - 16 março 2007 - 01:20
Jogo 3 / 14
Estádio Manuel Toro, Ibagué, Colômbia
Gol: Perlaza, 33' 1º

É. Fazer o que? Tem coisas que só acontecem comigo. Como explicar o fato de o Grêmio ter perdido a invencibilidade justo na minha vez de comentar o jogo? E ainda por cima quando completaria 14 (!) jogos sem derrota!

Não dá pra chamar de azar. Um time que não agride, não machuca. Quem agüenta quieto provocação de um tal Quintero – ah, mas esse desgraçado esqueceu que joga aqui no dia 27, e se ninguém der o troco eu mesmo invado o campo e lavo a alma da nação tricolor! – não está no espírito, e sem estar no espírito não se ganha nada na Libertadores de América.

Na real, o Grêmio perdeu pra si. Até temos um bom time titular, mas se duas ou três peças saem de cena, o grupo perde o rumo. Sem Tuta não temos ataque, sem primeiro volante, o tricolor fica sem meio-campo. E sem meio campo, a gente não ganha nem desse Tabajara Futebol Clube (repararam no uniforme? E no estilo de jogo então...) colombiano.

Mas eu tenho plena confiança na equipe, quando voltarmos a jogar com o Time A – desculpinha deles...- e afinal de contas eu não faço questão de título invicto, no final dá no mesmo (mentira! tô indignadaço! Tanto que o título do post era originalmente bem mais chulo.). Para tentar consolar, dizem que não perder traz uma tranqüilidade enganosa, só espero que essa derrota seja encarada como uma correção de rota e não um simples acidente de percurso.

(na minha visão gremista e parcial)





Mais um brasileiro perde a invencibilidade na Libertadores 2007. Em mais um jogo ruim (o Grêmio parece estar se especializando nisso), o tricolor gaúcho deixou de ganhar, no mínimo, um pontinho na competição ao perder para o Tolima.

É preciso deixar claro que o time colombiano não é bom, e isso é preocupante porque é o segundo jogo seguido na Libertadores que o Grêmio não joga bem contra times fracos. Mais uma vez deixou-se envolver pelo adversário, mostrando-se apático demais para um time com a sua tradição em uma competição tão importante. Em nenhum momento chegaram a assustar os colombianos, e houve um longo momento no segundo tempo em que o Tolima esteve mais próximo de fazer o segundo gol do que de tomar o gol de empate. Os dois argentinos do tricolor até tentaram armar um bolo, mas infelizmente isso não é suficiente para ganhar uma partida - caso contrário, o Uruguai já seria pentacampeão do mundo. É preciso ter também qualidade - coisa que os times argentinos têm, por exemplo -, que é exatamente o que o Grêmio parece ter esquecido em Porto Alegre, dentro de algum jogo do Gauchão.

O time gaúcho tem muito potencial, o suficiente para ainda passar com folga para a próxima fase da Libertadores. A situação do Grêmio não é tão complicada quanto à do Inter, mas é preciso se cuidar para não acabar tendo de torcer pelos adversários. Até porque não dá vontade de torcer para nenhum deles, tamanha é a qualidade do seu futebol.

(na visão colorada e parcial do Valter)

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Queijo Suíço II
Kleiton - 15 março 2007 - 11:49
Velez Sarsfield 3 x 0 Internacional
Castromán 16'1T / Escudero 20'1T, 35'2T
Estádio José Amalfitani, em Buenos Aires (ARG)

Apesar do mesmo título, esse post não tem nada a ver com tecnologia. Quem viu o jogo sabe do que estamos falando. O placar também esclarece bastante.

O Inter fez tudo errado: desde o esquema tático até a escalação, a ausência de novos jogadores em 2007, o planejamento Libertadores/Gauchão, a confiança que o Pato com doze anos resolveria todos os problemas do time, a inexplicável presença do Michel em campo e, principalmente, deixar grandes canyons para o time do Velez passear.

E foi um passeio mesmo. O time argentino foi veloz, preciso e soube aproveitar as oportunidades. Com os espaços deixado pela esquadra colorada (e com o fato de que o CLEMER é o goleiro), os 3 a 0 foram, além de justos, previsíveis.

(na nossa visão gremista e parcial, minha e do André)



Os dois últimos jogos pelo Gauchão mostraram que o Inter estava, de fato, com problemas. Afinal, ganhar um ponto em seis dentro de casa para times sem tradição parece ser um sinal de alerta. Mas parece que o alarme não tocou alto o suficiente para o técnico do colorado, que resolveu começar a partida de ontem com uma escalação no mínimo equivocada. O Inter tem hoje mais da metade do time composta por jogadores medíocres: Michel, Clemer (que entregou o segundo gol, pra variar), Maicon, Gabiru (que deveria ficar do lado do troféu de campeão do mundo), Wilson (lutador de luta greco-romana, acertou um pontapé no umbigo de um jogador argentino e não foi expulso) e Edinho formam um conjunto que poderia integrar o Íbis.

Quanto ao jogo, há pouco a dizer. Só que o Velez ganhou NA BOLA, sem apelações, só não sendo superior nos primeiros quinze minutos. No mais, os argentinos dominaram a partida, cozinhando-a em banho-maria após fazer os dois primeiros gols. Se a situação ficou complicada, o consolo é saber que apenas o jogo contra o fraco Emelec é fora de casa. Isso quer dizer que o Inter tem boas chances de ganhar os seis pontos em casa - e conseqüentemente tirar pontos importantes dos que estão a sua frente. Mas mesmo assim, a regra agora é torcer para o Emelec, mesmo.

(na visão colorada e parcial do Valter)

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Queijo Suíço
Kleiton - 14 março 2007 - 13:57
Desde o lançamento do Windows XP, em outubro de 2001, a Microsoft já trabalhava no que viria a ser o seu sucessor. Pois bem, mais de cinco anos se passaram, e 2007 nos trouxe o (pretenso) revolucionário Windows Vista, com uma cara mais bonita, milhares de novas funcionalidades e um esquema de segurança "total". Tudo já devidamente comentado por essa coluna.

Pois bem, menos de 2 meses após o lançamento, o mundo já começa a descobrir aquilo que todos os "linuxers" e especialistas em informática já sabiam de antemão: uma seqüência de falhas de segurança, tanto no próprio sistema operacional, quanto no IE7, o navegador microsoftiano que quer ser o Firefox mas não consegue.

Assim como qualquer distribuição Linux, você pode copiar o Vista num cd e distribuir por aí, de graça. Mas, em primeiro lugar, não dá pra baixar o sistema da Microsoft do site, ao contrário do primeiro; e em segundo lugar, não vai aparecer nenhuma janela alertando "que o seu sistema não é original, você pode ter sido enganado". Até porque qualquer cópia de qualquer distribuição Linux é original. E bem mais segura.

PS: Além da questão da segurança, também fico sabendo que a última versão disponível do Ubuntu (6.10, também chamada de Edgy Eft) tem uma interface de instalação que dá uma surra na interface de instalação do Windows. Totalmente gráfica, permite inclusive que o usuário particione seu HD antes de instalar o sistema operacional, já reservando aquele "espacinho" pro Windows, pro caso de precisar (embora seja cada vez mais fácil sobreviver somente com o linux, ainda mais com uma distribuição boa como o Ubuntu).

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Redundância repetida
Leandro Corrêa - 13 março 2007 - 14:10
Há de ter sido erro equivocado junto com a cópia do clichê da digitação escrita incialmente de primeira, sem revisão inspecionada. Descendo pra baixo, aperte um clique do mouse do seu próprio computador pessoal e veja mais grande:



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Como assim?
Leandro Corrêa - - 13:00
De uns tempos pra cá tenho pesquisado informações sobre jovens consumidores. Além de ser um tema que me interessa bastante - por envolver internet e Publicidade - alguns projetos lá no trabalho tem requisitado esse tipo de conhecimento. Então, depois de ter acumulado várias informações sobre o assunto, tinha pensado em compartilhar aqui as mais interessantes - mas não sabia como. Isto, até encontrar o video abaixo, feito por Gustavo Donda e a equipe da agência de marketing digital TV1, para a introdução da uma palestra na 1ª Conferência de Web 2.0, realizada em São Paulo há duas semanas.

O video fala sobre o personagem Rafinha, um garoto de 16 anos que, assim como seus amigos, "nunca conheceu o mundo sem internet, sem banda larga, telefones celulares, MP3 e compras on-line". No seu mundo, "a informação nunca foi tão fácil. Fácil de acessar, fácil de produzir, fácil de publicar, e de ser acessada por qualquer um". Na condição de consumidor adolescente, Rafinha tem à sua disposição filmes de Hollywood e videos amadores do YouTube competindo de igual para igual por sua atenção. Ele nunca comprou um CD, pois baixa músicas da internet, e compartilha MP3 com seus amigos pelo MSN, usa o Orkut para marcar uma tarde de video-game com eles, e assim por diante...

Em resumo, o video mostra um problemão que a Publicidade terá que enfrentar daqui alguns anos: uma geração inteira, que dispensa nenhuma atenção a meios de comunicação como rádio, televisão, livros, revistas e jornais, fará sua estréia no mercado consumidor! A mídia que vão consumir, seja no computador, no celular, no video-game ou no microondas da cozinha, será a internet. O quadro fica ainda pior ao se constatar que essa geração, justamente por não ter conhecido um mundo sem internet, será completamente avessa às restrições que, faz tempo, sustentam a indústria cultural e o mercado publicitário, tais como o monopólio de produção e distribuição de conteúdo, os intervalos comerciais, as grades de programação, os direitos autorais, etc.

Como assim esperar pela estréia de um filme nos cinemas? Como assim apenas paradas de sucesso, livros best-sellers e filmes blockbuster? Como assim minha série de TV favorita só quinta-feira de noite? Como assim pausa para uma mensagem dos patrocinadores? Como assim ter que pagar pra ouvir música?

São fatos, não há exagero. Basta ver que nós mesmos, hoje com 20 e poucos anos, fizemos parte de uma geração que cresceu, pelo menos, jogando video-game e gravando fitas K7. A quantidade de canais de TV e a variedade de revistas a que tivemos acesso foi bem maior do que nossos pais tiveram; começamos a usar e-mail e ICQ já faz um bom tempo, além de criarmos o hábito de publicar aqui nossas idéias para o mundo todo, de graça. Esse espírito de liberdade de consumo já faz parte da nossa geração -- e não somos tão velhos assim. A diferença é que a galera nova que vem aí faz tudo isso e muito mais desde que nasceu.

É claro que existem ressalvas ao video do Rafinha. No Brasil, ele só poderia pertencer às classes A ou B, visto que a internet aqui, infelizmente, ainda é privilégio delas. Mesmo assim, o filé do público jovem consumista, aquele que os anunciantes mais desejam atingir, aos poucos está se afastando dos meios de comunicação analógicos, chatos e limitados, e se aproximando da internet, digital, dinânica, diversificada e muito barata. Para a Publicidade o desafio será, então, tornar relevante para essa nova geração as marcas de seus clientes na internet.

No mais, o video empresta várias idéias de Chris Anderson, jornalista autor do livro "A Cauda Longa", para caracterizar o atual universo jovem e as mudanças que a internet está trazendo para a economia, a sociedade e a cultura. Idéias como a exploração de milhares de mercados de nicho que, somados, fazem frente às paradas de sucesso; o conceito "formigas com mega-fones", onde cada indivíduo na rede tem voz ativa e pode contribuir com opiniões; e mesmo o cotidiano de Rafinha é muito parecido com o de Ben, usado por Chris Anderson na introdução de seu livro. Prometo uma resenha de "A Cauda Longa" aqui no blog assim que eu terminar de ler!

Por enquanto, o video do Rafinha explica:

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É tudo sobre dinheiro
André - - 12:55
Perdendo pra Rússia de um a zero - depois de quase empatar com uma falta no travessão, um pênalti na trave e uma cabeçada no travessão, respectivamente - fiz um gol aos 45 do segundo tempo: Heinze driblou dois, entrou na área, o goleiro russo saiu feito o Drago em Rocky IV, o argentino deu um carrinho e tocou na bola, que acertou o arqueiro, que bateu de volta no hermano e foi morrer no fundo das redes.

Na comemoração contida, gritos de "Comunistas filhos da puta!!!! Tomaram no cú!" saíam dos meus lábios. Pelo menos até perceber que o SIMON havia marcado falta no goleiro, anulando toda a jogada e acabando a partida assim que a bola foi posta novamente em jogo, acontecimento que me deixou ligeiramente mais irritado e com uma inclinação perigosa a jogar o videogame na parede.

Isso porque o juiz foi, obviamente, comprado. Por enquanto não há nada que eu posso fazer, mas assim que lançarem o Winning Eleven com a opção "Recorrer à Justiça Comum" eles vão provar o sabor amargo da vingança. Perto disso, aquela história do Gama vai parecer um conto de fadas.
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A triste realidade
André - 12 março 2007 - 19:19
<O Labirinto do Fauno (El Labirinto del Fauno)
5/5

Direção: Guilhermo del Toro
Roteiro: Guillermo del Toro

Elenco:
Ivana Baquero (Ofelia)
Doug Jones (Fauno / Homem pálido)
Sergi López (Capitão Vidal)
Ariadna Gil (Carmen)
Maribel Verdú (Mercedes)
Álex Angulo (Médico)

Desolador.

No final da Guerra Civil espanhola (1944, pra ser mais exato), uma garota e sua mãe se mudam para a casa de um capitão do regime fascista, respectivamente padrasto e marido delas. No jardim da mansão, a guria encontra um labirinto (o do título, óbvio) onde vive um fauno (o do título, óbvio), que dá a ela três provas para que a menina prove seu valor e assuma seu papel como princesa em um mundo de fantasia.

O filme é visualmente deslumbrante. Tanto a recriação de época do mundo "real" quanto a criatividade do mundo fantasioso são de tirar o fôlego. No entanto, longe de um conto de fadas, a nova obra do diretor mexicano Guillermo del Toro é permeada com um toque de melancolia constante.

Não é segredo nenhum que aquele mundo fantástico é a opção que Ofélia tem de escapar da dura vida que leva. E é incrível como mesmo as mais ameaçadoras criaturas não a assustam tanto quanto a crueldade de seu padrasto, que não mede esforços para arrancar informações de guerrilheiros ou manter as coisas em ordem (e a boa interpretação de Sergi López faz com que se torne um homem odioso sem parecer uma caricatura). Por isso a garota se deixa levar pelas orientações do fauno, buscando um contraponto à sua rotina.

Mas esses mundos não podem coexistir: aos poucos, a realidade vai se sobrepondo à fantasia, e conforme a história se desenvolve o filme vai ficando mais e mais sombrio. Não há espaço para alegria aqui, pois até mesmo o escapismo pode aniquilar na mesma medida que incentiva, e o que Ofélia quer é justamente fugir pra outro lugar. Quando exatamente deixa de ser um sonho e torna-se uma ilusão? É esse dilema que dá o tom. Nunca sabemos ao longo da projeção se há realmente como fugir daquela existência.

A película flui de forma incrivelmente bela e melancólica, deixando para os últimos minutos seu gesto mais cruel. Não uma reviravolta no estilo "O Sexto Sentido", mas um final dúbio, onde ambas as possibilidades são tristes: uma ilusão trágica ou a constatação de que, atualmente, nossas vidas e a fábula (ou contos de fadas, se preferirem) são algo tão distantes que não podem existir dentro de uma mesma pessoa - existe um abismo instransponível entre as duas. Somos humanos, e estamos presos a isso.

Sonhar não custa nada. Será?
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Distinções
André - 11 março 2007 - 20:59
Leandro, André e Thiago sóbrios = Uma hora e meia do beira rio até a AABB.

Leandro, André e Thiago (meio) bebados = Dez ou quinze minutos da AABB até o beira rio.

Tirem suas próprias conclusões.
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Agendamento
André - 09 março 2007 - 12:13
Custou algum tempo, alguns dólares e algumas ameaças da CIA, mas consegui em primeira mão a agenda do presidente Bush no Brasil:

Dia 1
Passeio por Buenos Aires

Dia 2
Manhã - Bush participa do programa "Mais Você", onde Ana Maria Braga o ensinará a fazer - e comer - um pretzel. As latas de óleo terão vigilância redobrada.

Tarde - Protesto contra a vinda do presidente: em uma passeata gigantesca, o povo pedirá pela paz no Iraque, no Afeganistão, no Oriente Médio, nas torcidas da Itália... enfim, em qualquer lugar longe do Brasil.

Dia 3
Manhã - Encontro com a Federação Gaúcha de Futebol para que o presidente estadunidense e o FBI possam "discutir" questões de direitos autorais sobre o logo do Gauchão 2007.

Tarde - Bush dá o pontapé inicial no jogo Guaratinguetá X Rio Claro, pelo acirrado Campeonato Paulista. Logo depois, encontro com o embaixador brasileiro no exterior, Pelé.

Dia 4
Bush canta com Ivete Sangalo no carnaval. Música proibida pelo Serviço Secreto:A Bomba (Bragaboys).

Dia 5
Saída do aeroporto de Buenos Aires com destino à Argentina.
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Opção X Obrigação
Thiago Silverolli - 08 março 2007 - 23:27
Hoje teve mais uma convocação do Dunga, para mais amistosos caça-níqueis da seleção. Vamos à Europa jogar contra um vizinho e depois contra um time africano. Eu poderia me alongar mais desenvolvendo esse assunto, mas essa coluna conscientemente não tem primado por notícias.

Ok.Vou usar a convocação. Mas não comenta-la particularmente. Pretendo falar sobre o que essa seleção tem me passado para comentar sobre torcida.

Costumam dizer que em época de Copa do Mundo é onde o patriotismo mais aflora nos brasileiros. É quando mais bandeiras são hasteadas, quando mais roupas verde-e-amarelas são vestidas, e o hino nacional (a parte lembrada, pelo menos) é mais cantado. Patriotismo? Eu não acho que seja. Pra mim é simplesmente uma torcida para um time de futebol. O que é bem diferente.

E só há mobilização tão grande em torno desse time por pura falta de opção. Afinal de contas, todos os torneios de clubes são interrompidos.

Seria até engraçado tentar defender aqui que a Copa desperte menos interesse do que o Campeonato Brasileiro. Se bem que eu poderia fazê-lo em relação à Copa América... Mas o fato é que os torcedores se identificam muito mais com seus clubes do que com a seleção de seu país.

Uma derrota em um GREnal decisivo é bem mais dolorosa do que uma eliminação para a França; e na vitória, nem se fala: em quem tu te arriou em 2002, quando o Brasil ganhou o penta-campeonato? Fez buzinaço no consulado alemão ou no Instituto Goethe? Claro que não! Estavam todos insuportavelmente felizes, logo, todos suportavam. Ganhar sem ver ninguém de cabeça inchada não tem a mesma graça.

Este sentimento se acentua em momentos como o atual, em que a seleção passa por um período de testes, quando atletas sem empatia com a maioria da torcida são chamados para representa-la.

Com vocês, futebol:

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Mulheres
Kleiton - - 16:37
(Especialmente à minha mãe e à Renata)

Na minha opinião, o Dia Internacional da Mulher é um grande avanço. É uma forma de, uma vez por ano, dar destaque às conquistas femininas das últimas décadas, como um espectro maior de marcas de sabão em pó a escolher, fogões com 4, 5 e até 6 bocas, aspiradores cada vez mais potentes e ceras diluíveis, que rendem muito mais.

Brincadeiras à parte, acho que assim como existe esse dia da mulher, deveria existir também um dia do homem. Daí, nos outros 363 dias do ano, poderíamos esquecer as diferenças discriminatórias, sejam elas simbólicas (como a idéia do "sexo frágil", em oposição ao "sexo forte") ou reais (como a disparidade salarial).

Mesmo sabendo que são poucas as leitoras desse blog (comentários machistas e futebol como tema recorrente são motivos que me ocorreram agora), gostaria de parabenizá-las. Não tanto por esse "dia internacional", que inclusive acho meio machista, mas por iluminarem a existência masculina com o encanto de vocês.

E por freqüentarem o blog, claro.
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i-Tudo
Kleiton - 07 março 2007 - 12:03
Há pouco mais de seis meses, eu descobri o tal Google Textos e Planilhas. Me agradei bastante do dito cujo, apesar de não ter mergulhado de cabeça no uso dele em função de não ter uma banda tão larga assim aqui em casa - e também por aquele medo oculto de que, certo dia, os servidores do Google sejam alvo de um atentado terrorista, e minha monografia vá pro espaço. Bobagem.

Pois é. Aos poucos, a virtualização vai tomando conta das nossas vidas. Cds vão sendo descartados, perdendo para o comércio de músicas em sites como iTunes (ou para a pirataria de músicas, em softwares como o Soulseek). As pessoas vão se acostumando a baixar filmes inteiros no PC - e também a assistí-los ali mesmo, em telas de LCD que dão inveja à minha 29" da sala. Videogames estão competindo com jogos de computador, páreo duro. Já tem editor de vídeo online, facilitando a vida dos "youtubers", e a Adobe prometeu para breve um Photoshop online para competir com o Google no mercado de softwares online (mas vai competir também com o Fauxto, um editor de imagem online já existente). Ou seja: o cenário dos "web-based softwares" tá fervilhando.

Não é de impressionar, então, que existam projetos de sistemas operacionais online (web-based operating systems) sendo desenvolvidos. Mas me impressionou, e bastante. São aplicações com a mesma função do Linux e do Windows, mas que não precisam estar instaladas no HD pra funcionar. Encontrei dois ótimos (me digam caso conheçam mais), experimentei os demos disponíveis nos respectivos sites e vou experimentar mais a fundo nas próximas semanas. Ambos são rápidos e extremamente intuitivos. O EyeOS oferece softwares básicos para edição de texto, calculadora, browser e outros, além de ser Open Source - ponto pra ele. O YouOS, além de todas as ferramentas básicas, tem um banco de aplicações para download e instalação. Passei um tempão jogando uma versão de Mario Bros baixada por lá, dentro do próprio ambiente YouOS.

Nossa diversão já está na internet. O banco, quase todo online, só não permite ainda a retirada de dinheiro no próprio PC. O escritório está num processo avançado de internetização, e esse processo aos poucos vai chegando ao próprio sistema operacional, a alma do pc. Há quem diga que, em breve, não precisaremos mais nos preocupar com espaço em disco, mas sim com largura de banda - porque praticamente tudo será acessado direto na web. Boto fé.

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i-voting
Leandro Corrêa - 06 março 2007 - 23:17
A Estônia entrou recentemente para a história como o primeiro país do mundo a realizar uma eleição nacional via internet. Cerca de cerca de 30 mil dos 940 mil eleitores registrados selecionaram na web seus candidatos para as eleições parlamentares -- os votos on-line, registrados entre os dias 26 e 28 de fevereiro, foram computados no pleito deste domingo (4). O atual primeiro-ministro, Andrus Ansip, do Partido Reformista, venceu as eleições parlamentares e seguirá no governo do país. [via G1 e DW]

Muito interessante. Trata-se de um ótimo exemplo de uso da internet à serviço do Estado, do que é público. Pelo que pesquisei, a economia da Estônia ainda sofre os efeitos de ter pertencido à União Soviética por mais de 40 anos (de 1944 à 1991). Seu PIB per capta, por exemplo, é quase a metade da média da União Européia -- bloco ao qual o país báltico ingressou em 2004. Entretanto, desde o fim da regime soviético o governo tem apoiado o desenvolvimento do país através de altos investimentos em tecnologia da informação.

Só para citar um exemplo de sucesso, o serviço de VoIP (telefonia pela internet) mais utilizado no mundo, o Skype, surgiu na Estônia e tem lá a base de toda sua operação européia. Além disso, há computadores públicos por todo o país, com acesso gratuito à internet para a população. Estes terminais possuem um leitor de carteiras de identidade, que na Estônia possuem um chip eletrônico. No projeto i-voting, o cidadão estoniano coloca sua identidade no leitor, acessa o site das eleições, digita duas senhas e vota. O governo, que oferece diversos serviços públicos da mesma forma, incentiva o uso destes leitores em computadores domésticos -- um leitor custa apenas 8 euros.

Muito se especulou quanto à questão da segurança em torno das eleições on-line da Estônia. O perigo mais alardeado foi quanto à possibilidade de hackers invadindo o sistema i-voting. Também se criticou a ausência de fiscais no momento do voto, o que poderia abrir espaço para coerção ou colocar em risco o direito ao voto secreto.

Vale lembrar que não existe modelo de eleição completamente confiável. O uso de cédulas de papel também não é seguro (até hoje se coloca sob suspeita a apuração das eleições americanas entre Bush e Al Gore), e mesmo as nossas urnas eletrônicas - que garantem 100% de apuração em poucas horas - falharam no Equador. Assim, o sistem i-voting é apenas mais um modelo e, como tal, também passível de críticas. Todavia, o pleito na Estônia foi acompanhado pela imprensa internacional e declarado como bem-sucedido. Palmas para a ciberdemocracia!

Para finalizar, levanto algumas questões. Como seriam as eleições num país de alto nível educacional, onde todos os cidadãos com direito a voto tivessem acesso à um sistema como o i-voting? Seria possível existir uma democracia onde o todo cidadão, através da internet, vota diretamente a pauta do seu Parlamento, Congresso ou o que fosse -- sem o intermédio de deputados, senadores e partidos políticos?

Para se pensar.

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Advogado do Diabo
Kleiton - - 21:14
Pegando carona na discussão do post sobre Borat, tentei pensar em uma teoria que pudesse explicar a suposta prepotência dos americanos, achando que são donos do mundo e que o resto das pessoas devem ser iguais a eles.

Antes disso, só acho que não dá pra generalizar: esse não é o único povo prepotente, e nem todo americano é igual ao outro - o fato do país ser o maior destino migratório do mundo todo transforma ele num foco único de diversidade étnica, cultural e religiosa. Mas o que chama os imigrantes até os EUA é exatamente o que faz com que eles se sintam tão superiores: um modelo social (supostamente) bem-sucedido, onde um pé-rapado pode virar um CEO da noite para o dia, passando de 50 dólares semanais a 50 milhões mensais assim, num piscar de olhos.

Eu sei, eu sei: o sistema deles não funciona tão bem assim (e vem decaindo cada vez mais na última década, com grande concentração de renda e pequena mobilidade social). Mas o fato é que cada americano ouve essa história desde pequeno, e cresce acreditando profundamente que seu país é a terra das oportunidades. Por analogia, acha uma injustiça que em algum lugar do mundo as coisas não sejam como são por lá, onde basta dar duro para se chegar onde quer. E não conseguem entender como que o mundo inteiro ainda não se mudou pra lá, pra se fazer na vida.

Outra coisa que ajuda bastante é o fato deles já nascerem falando inglês. Eles não precisam, definitivamente, entrar em contato com uma outra língua para sair viajando por aí. Falam inglês, e basta, porque todo mundo fala inglês. E como língua e cultura andam lado a lado, a falta de vontade ou de necessidade de aprender uma nova língua também pode provocar a mesma falta de interesse por outras culturas. E entra ano, sai ano, eles vão se isolando ainda mais.

Mas a gente sabe que todo império, um dia, cai. Provavelmente nossos filhos e netos conhecerão americanos bem mais conscientes e menos prepotentes que os de hoje - e invasões chinesas a países que não colaborarem com o mais novo império global. Coisas do ser humano.
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Chorar e rir
André - 05 março 2007 - 12:09
Borat - O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan)
3/5


Direção: Larry Charles
Roteiro: Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Anthony Hines e Dan Mazer, baseado em estória de Peter Baynham, Sacha Baron Cohen, Todd Phillips e Anthony Hines

Elenco:
Sacha Baron Cohen(Borat Sagdiyev)
Ken Davitian (Azamat Bagatov)
Luenell (Luenell)
Pamela Anderson

Não lembro de ter visto um filme com tantos altos e baixos.

Um jornalista do Cazaquistão viaja até a América (ou seja, Estados Unidos) e grava um documentário sobre a cultura e o povo estadunidense, com o objetivo de usar essas gravações para melhorar as coisas no seu país de origem.

Borat possui, na verdade, dois filmes: um muito bom e inteligente, e um muito ruim e idiota. Infelizmente eles estão interligados, e pra assitir um tem que ver o outro. O grande problema, no caso, pode ser resumido em uma expressão: politicamente incorreto.

Comecemos pelo ruim então, porque é mais divertido avacalhar do que elogiar. No início, ainda no Cazaquistão, o protagonista fala "Eu gosto de sexo". Pronto. Está criado o motivo para piadas inspiradas sobre o assunto porque, afinal, é muito engraçado quando alguém fala "Meu irmão comeu a minha irmã" na frente de um estranho. E não apenas com sexo, mas também com escatologia - aliás, cria-se meio que um formulismo: Borat conhece as pessoas, e depois de trocar uma ou duas palavras fala algo como "Minha mãe transou com meu tio". Fica sem graça e previsível.

E se a idéia dele é mostrar o falso puritanismo e o preconceito existentes no país, esse tipo de atitude só enfraquece a coisa toda. Em certo instante, por exemplo, uma mulher em um jantar chique diz que Borat pode ser facilmente "Americanizado" (o protagonista não estava em cena). Ponto para o filme. No entanto, logo depois, ele volta e pergunta para a anfitriã o que fazer com a sacola onde havia defecado. Agora, como taxar de preconceituosa uma mulher só porque ela expulsou de casa um sujeito que cagou em um saco plástico e deu pra ela. Assim nem Ghandi. O pior é que não são cenas isoladas, pois acontecimentos semelhantes ocorrem ao longo da projeção. E, convenhamos, poderiam figurar em qualquer "comédia-adolescente-politicamente-incorreta".

Mas nem tudo está perdido. Preconceituoso, Borat (e seu povo) odeia os judeus acima de qualquer coisa. Levando ao extremo essas relações entre os dois povos, o filme constrói tiradas impagáveis, daquelas que deixam o espectador com lágrimas nos olhos de tanto rir. Da mesma forma, o personagem mostra-se extremamente pertinente quando, de forma sutil, faz com que seus entrevistados concordem com as suas posições, ou então critica eles sem que percebam na hora (o discurso no rodeio é fantástico, e reparem como ele fala "Apoiamos sua guerre DE terror", e não "guerra DO terror"). O melhor é que não são cenas isoladas, pois acontecimentos inteligentes assim ocorrem ao longo da projeção. E, convenhamos, são uma exceção no tipo de comédia praticada atualmante, normalmente calcada em convenções pré-estabelecidas e piadas prontas.

No final das contas, "Borat" é como o Barcelona de hoje: um bom filme, mas que comete deslizes incompreensíveis. Se alguns momentos são de tirar o chapéu, outros são tão ridiculos que chegam a irritar. E, na soma de tudo, fica a dúvida: será que os americanos são realmente preconceituosos e hipócritas? Ou nós nos esforçamos para torná-los tão detestáveis?

Pessoalmente, eu diria "sim" para as duas perguntas.
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Errata
Anônimo - 04 março 2007 - 22:26
Queria corrigir aqui um equivoco meu, num post já de algumas semenas, que não tive oportunidade de corrigir.

Mark Webber, diferente do que comentei aqui, não será piloto da Williams nesta temporada. Infelizmente, o que foi dito sobre sua capacidade, aos meus olhos, fica intocável. Webber será piloto da RBR, ao lado do veterano David Coulthard (do estilo Nigel Mansell). Na Williams o titular será Alexander Wurz, piloto que, anos atrás, foi demitido da Benetton por Flávio Briatore com uma justificativa que, no bom futebolês, poderíamos chamar de "deficiencia técnica".
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A 14km por segundo
Anônimo - - 21:51
Sem grandes novidades pra contar, eu vou dar uma pincelada em quem eu acho que vai começar a dar as caras na época "pós-Schumacher".

1º. A minha aposta de surpresa (nem tão surpresa assim) é Nick Heidfeld. Nick, que fez temporadas pela Jordan, Sauber e Williams é o piloto que vem aprendendo em segunda marcha, ou seja, calmamente, pra chegar na frente e não perder o posto fácil. A BMW Sauber ainda é uma incógnita. O motor é bom, mas Gerhard Berger não está mais por lá dando as cartas nos bastidores. Muitos têm falado bem do carro e se ele for tudo isso que vem prometendo, a carta da vez é Heidfeld, campeão da fórmula 3000 em 1999, de forma mais do que convincente. É um piloto constante, tanto quanto Fernando Alonso, porém, ainda não teve espaço.

Outo ponto que joga a favor deste piloto é seu companheiro de equipe. Em 2006, Kubica, agora titular na BMW, surpreendeu a todos andando rápido no meio da temporada, no mesmo nível dos pilotos titulares de equipes de ponta. Se Kubica apertar (e com certeza vai, pois mostrou-se muito arrojado) Heidfeld vai por suas cartas de 7 anos de F1 na mesa.

2º Felipe Massa brigou (na pista) na Sauber muitas vezes contra Heidfeld. Não acho que tenha levado a pior. Mostrou-se mais arrojado, e disposto a vencer a qualquer custo. Vi isso numa linda ultrapassagem dele em Imola, 2003. Mesmo assim, foi pro banco de reservas no fim daquele ano. Voltou com tudo, inclusive o apoio da Ferrari mais adiante e cresceu muito. Com a saída de Schumacher e até a adaptação completa de Raikkonen na equipe italiana, Massa tem muito espaço pra mostrar todo seu valor essa temporada. Boto muita fé nele!

3º Fernando Alonso vai à McLaren para mostrar que não era o carro o problema, ou pelo menos, a velocidade do carro. A resistencia da McLaren ainda ninguém pode definir. Alonso é um excelente piloto, constante, mas se a arrancada no início de temporada não for das melhores, amigo, o resto atropela ele.

A primeira corrida, como de costume, vai nos dar uma idéia das equipes, mas não se engane com os pilotos... esqueça o desempenhos individual e veja as equipes. A Toyota deve fazer uma corrida discreta, por exemplo, e tirar uns bons pontos. A BMW será avaliada enfim. E veremos se o jogo de equipe agora está se transferindo do "carrinho vermelho" para o "carrinho prateado".

Abração
Bruno

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Outro mundo, outro nível!
Thiago Silverolli - - 18:45
Esse post é impulsivo! Talvez ele renda mais nos comentários. Não quero deixar passar o calor da hora elaborando melhor o texto. Então vou fazer dele uma chave para a discussão, topam?

Não precisaria escrever aqui o quanto a imprensa do centro do país é exclusivista. Não vai ser difícil encontrar pessoas que concordem com isso, complicado será alguém defender uma antítese plausível.

Estou secando o Santos contra o Paulista nesse momento. A certa altura da transmissão, o repórter veio informar que no Rio Grande carrinho de lomba é outro nome para carrinho de rolimã, ao que o narrador Milton Leite (aquele do Fifa Soccer 2002) responde com um "Como é bom ter pessoas internacionais na equipe!".

Esse tipo de comportamento não ocorre apenas em transmissoes esportivas. Nos sotaques escrachantes das novelas por exemplo, ou nos noticiários, onde só aparecem reportagens de fora do eixo quando é algo inusitado. Lembram do cachorrinho verde de Canoas?

Fiquei em dúvida se encaro essa aberração extremamente bairrista como ultraje ou elogio. Pelo descaso com o qual a frase foi pronunciada deu pra ter a certeza de que ele imagina ser mais brasileiro do que eu! Em uma coisa eu concordo com o narrador: Somos diferentes.
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Astros
Thiago Silverolli - 03 março 2007 - 17:58
Temos falado bastante em futebol, mas voces devem entender que essa temporada ta pedindo isso. Esse post agora é sobre publicidade. E sobre futebol também, fazer o que?

Depois que o David Beckham anunciou uma participação no cinema e sua tranferencia para o LA Galaxy, de Hoolywood, outros colegas de profissão decidiram se aventurar, literalmente, no ramo da dramaturgia.

Nesse comercial da Vodafone, a vivo de lá (eu ia escrever "a TIM de lá" mas a TIM é italiana mesmo) Gattuso e Totti mostram que além de baita jogadores, raçudos, mal-encarados e tetra campeões, também são modelo-e-atrizes.


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Don't let it get away
André - 02 março 2007 - 12:58
Nós conseguimos. Quando as luzes se apagaram, lá estávamos eu, o Leandro e o Bruno. Entre as 70 mil pessoas. Entre uma sexta-feira, prévia do fim de semana, e uma terça-feira onde teríamos que trabalhar. Entre um estado e outro. Entre a fascinação por ter conseguido e a ansiedade pelo começo. Entre as dificuldades impostas e o esforço colossal da Márcia, que nos botou lá dentro. Entre uma luta e um sonho.

Porque eu lembro do frio na barriga antes de entrar no avião, antes da decolagem, na hora do pouso. Da beleza de Sorocaba, da correria atrás dos ingressos, da cerveja não-Polar, da festa, da guria de Itu que ficou comigo. Lembro das poucas horas de sono, do ônibus, da Capital, dos prédios, da caminhada pela Avenida Paulista, do Trensurb genérico, dos Habib's, da Smirnoff, do café-da-manhã, do Morumbi, da fila, da correria, da área VIP, de me separar e reencontrar com um amigo, das águas de graça, do suposto cachorro-quente, do show de abertura, da espera eterna. Das luzes se apagando. E no meio da emoção, lembro que nesse momento passou pela minha cabeça:

"Nós conseguimos!"

Então, as luzes se acenderam. E, durante duas horas, ofuscaram o resto do mundo.

---

Faz mais de um ano, gurizada. Não teve post no dia certo, mas tudo bem. O vídeo abaixo não é exatamente o nosso lugar - na real estávamos do outro lado e mais perto -, mas tudo bem. Porque o que realmente faz a diferença são aquelas duas horas dentro do estádio.

"Sozinho ninguém chega lá".

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Recuperação Futebol Clube
André - 01 março 2007 - 11:55
Estádio Beira Rio, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Gols: Perdigão 25' 1T, Índio 10' 2T, Donald Duck 21' 2T (Int)

O Inter conseguiu fazer o que o Grêmio não conseguiu: um gol. O gol do Perdigão, totalmente achado, deu ao colorado fôlego suficiente para segurar o resultado até o final do primeiro tempo e fez com que o fraco Emelec, que já jogava em linha, se abrisse mais do que mulher em carro importado.

No segundo tempo o time equatoriano, castigado pelo calor de POA, simplesmente decidiu não entrar em campo. Assim, o colorado teve domínio completo do jogo, e a segurança veio com a cabeçada de Índio, fazendo 2 a 0 - e nesse momento os adversários simplesmente decidiram ficar caminhando no gramado, tomando uma água, enfim, aproveitando a viagem.

O último gol mostrou que Pato tem estrela, já que até ali havia sido uma nulidade na partida (vamos lá, até o Ramon tinha condições de dar aquele passe para o segundo gol). Mesmo sem olhar antes, acabou acertando um belo chute no canto do goleiro. No entanto, a equipe colorada mostrou limitações: enquanto os equatorianos corriam, foi incapaz de tocar a bola. A zaga mostrou-se confusa e indecisa em boa parte dos noventa minutos. E Clemer não tomou gol, mas... bem, é o Clemer. No final das contas, Perdigão jogou mal, mas acabou dando ao Inter tudo que o time precisava: tranquilidade.

(na minha visão gremista e parcial)



E o Inter finalmente estreiou na Libertadores. Precisava vencer ou se complicaria definitivamente na competição, e venceu com sobras. Tá certo que o Emelec é o adversário mais fraco do grupo, mas a boa atuação da equipe espantou aquele sentimento de "já era" que tinha ficado depois do jogo contra o Nacional. Porque futebol é assim: jogou bem uma partida, é o melhor do Brasil; jogou mal, a crise se instala. Nada melhor do que uma goleada então.

O André comentou outro dia sobre como o futebol se transformou em negócio. Com isso, entre outras coisas nós perdemos aquela identificação com os jogadores (tipo Zico e Flamengo, por exemplo). Pois é, mas como é bom assistir um jogo esperando para ver um cara lá, jogando. É assim que eu vi o jogo ontem, esperando ver o Pato jogar. E cá pra nós, o guri é bom mesmo. Rápido e inteligente, infernizou a zaga do Emelec, deu o passe para o segundo gol e marcou o terceiro, um golaço. Destaques também para Perdigão, Índio e Clemer - este último por não ter comprometido.

Estamos dentro novamente.

(na visão colorada e parcial do Valter)

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Não sou marrento, sou Foda!
Thiago Silverolli - - 00:03
Futebol é espetáculo, mas também é espetacularizado. Grande parte da mística desse esporte vem de fora das quatro linhas. A imprensa sabe muito bem valorizar seu produto, cobrindo concentrações, preleções, preparativos das torcidas, pesagem dos jogadores, etc.

Mas tem jogador que também sabe tirar grande proveito dessa superexposição. Falastrões, polêmicos, rebeldes, acabam se tornando um prato cheio para os jornais carentes de conteúdo nos períodos pré-partida despertando amor e ódio e apimentando o ambiente de expectativa dos dias antecedentes a uma final ou a um clássico.

Alguns grandes nomes do futebol são grandes pelo que fizeram com a boca, e não com as pernas. O primeiro caso que me ocorre é Dadá Maravilha. Apesar de mineiro, não tinha nada de quieto. Ele é autor de tantas pérolas do folclore do futebol brasileiro que merecia um post só pra ele. Se tratando sempre na terceira pessoa, criou entre tantas: “Com Dadá em campo, não tem placar em branco.”, “Apenas três coisas pairam no ar: helicóptero, beija-flor e Dadá Maravilha.”, “Não existe gol feio, feio é zero a zero.”, “Dadá não é jogador de futebol, é fazedor de gol.”. ”Não me venha com problemática! Eu tenho a solucionática.”, e sobre sua passagem pelo colorado: “O único que conseguiu marcar o Dadá no Sul foi o Minuano.”

Outro caso de pérolas, mas por conhecida ignorância e não por marra, é o Garrincha. Talvez não considerado o maior jogador de todos os tempos pelo fato de ele não jogar futebol, e sim qualquer coisa muito mais mágica. Ele chamava todos seus marcadores – inclusive suecos e iugoslavos - de João; e quando o Brasil foi campeão do mundo em 58 ele perguntou pasmo sobre o segundo turno da Copa.

O futebol carioca sempre foi mestre no quesito marketeiro/balaca. Talvez a falta de jogadores assim por lá seja a causa da decadência daquele futebol. Sobrou apenas Romário que, já veteranaço, não é nem vulto do que já representou tanto em lábia quanto em jogo. Houve uma época em que ele disputava com Túlio Maravilha o direito de se auto-entitular rei do rio, e depois de uma decisão (de campeonato carioca, é óbvio) em que o Flamengo derrotou o Botafogo Romário deu seu ultimato: “Rei o Rio tem 3 ou 4, deus só eu.”.

Outras figuraças que entreteram as torcidas de um jeito diferente, que não jogando bola, foram Viola e suas comemorações que rendiam mais replays do que os próprios gols que fazia; e Donizete, que encarnou a alcunha de Pantera e saía desengonçadamente de quatro cada vez que marcava um tento.

E não se pode esquecer do homem-gol. Esse falava e fazia. “Se vocês garantem aí atrás eu garanto na frente.” (dois gols em Tóquio.), “Eles não são melhores do que o Aymoré!” (Grêmio campeão do mundo), “Presidente, marca um GREnal para entrega das faixas!” (Grêmio 4x2, dois de Renato). Até hoje, como técnico, ele deixa o politicamente correto de lado: “Sou Barça desde criançinha.”.

Com vocês, futebol:

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