Direção: Ruben Fleischer Roteiro: Rhett Reese e Paul Wernick
Elenco Woody Harrelson (Tallahassee, aka PRESIDENTE DO MUNDO) Jesse Eisenberg (Columbus) Emma Stone (Wichita) Abigail Breslin (Little Rock)
A América tornou-se uma terra de zumbis. Por todo lado, comedores de carne perseguem os poucos sobreviventes, enquanto esquetes de Zorra Total rodam na TV em looping infinito. No meio disso, um rapaz neurótico e inseguro, um sujeito alucinado e psicótico, uma mina gata e a irmã dela fazem o possível para sobreviver - principalmente, claro, se isso for divertido.
Nos primeiros minutos da projeção, através de uma narração em off, o protagonista Columbus deixa o espectador a par dos acontecimentos ate ali. E também do tom do filme: quando vemos um zumbi degustando um FÊMUR enquanto a narração despeja tiradas engraçadas, chegamos à conclusão de que aquele filme definitivamente não se levará a sério.
O que é bom, pois Zumbilândia sequer possui um trama. Ok, tem toda aquela historinha de chegar até uma tal de Playland, mas vamos lá, o jogo Sonic - The Hedgehog tinha uma história mais profunda e crível. Não, a ideia aqui é pegar essas personagens e atirá-las em situações de VIOLÊNCIA TOTAL, que fariam Rambo se esconder debaixo de um cobertor e descambar no choro. O que importa aqui não é um possível arco percorrido pelo protagonista, e sim o ARCO DE DESTRUIÇÃO que cada um deles consegue infligir no bando de corinthianos mortos-vivos. Yeah!
Mesmo com a tramóia sendo um grande, bem, um grande vácuo preenchido com nada e mergulhado em vazio, o roteiro consegue ser inspirado. Cada personagem se mantém fiel à sua personalidade, e dentro disso o filme constrói sequências inspiradas, através de diálogos monumentais ("Palavras não podem expressar..."), gags devastadoras (zumbis + portas de carros = vitória) e, principalmente, Bill Murray. A diversão absoluta impera em cada frame da película, e o que conta aqui não é a consistência da história, e sim quantas vezes o espectador dá tapas na poltrona enquanto diz "putaquepariu, eu quero ser amigo desses caras e detonar zumbis!".
Sabendo disso, o diretor investe em uma abordagem que se mantém bastante tradicional, um 4-4-2 cinematográfico, escapando pra um GINGADO MALEMOLENTE através de letterings que interagem com a cena, além de utilizar a câmera menta de forma definitiva (um cara que constrói beleza plástica em cima de ZUMBIS MASTIGANDO TRIPAS merece respeito - fatalmente pagarei a ele uma POLAR caso o encontre na rua). Para ampará-lo, o elenco homogêneo compra completamente a ideia, assumindo o nonsense da coisa toda como quem vai ao supermercado comprar batatas. Assim, Jesse Eisenberg estabelece bem a identificação do espectador com a galera (afinal, ele que está atrás do objeto - no caso, sobreviver e pegar a Wichita -, vemos tudo através de seu ponto de vista, ele que tem sacadas inteligentes e engraçadas sobre uma situação apocalíptica), Emma Stone transita bem entre um lado brutalmente sexy e um lado cativante (e aquele sorriso dela derrubaria um regime totalitarista), Abigail é engraçadinha. E tem também o Woody Harrelson que, claramente possuído pelo TINHOSO, percorre a projeção em uma atuação alucinada, intensa, neurótica, capaz de descarrilhar um trem, e carismática ÀS GANHAS. O momento em que ele encontra Bill Murray já é um dos maiores do universo.
E Zumbilândia é apenas isso: uma galera circulando pelos ÊUA enquanto aniquila mortos-vivos a torto e direito. Entretanto, mantendo-se dentro dessa proposta simples, o filme constrói sequências impagáveis, brinca com convenções do gênero, subverte expectativas, enfim, bota pra quebrar, com o perdão do trocadilho. E no meio de tanto repeteco, Zumbilândia consegue ser original porque entrega ao espectador justamente aquilo que promete: diversão total o tempo todo.
O que se encontra em um trem? O passado? O futuro? Ou uma nova escolha?
Olhei com mais atenção para o outro homem: vestia um sobretudo preto, impecável, com uma camisa de linho por baixo. O chapéu escondia boa parte do rosto, que parecia ter feições duras e marcadas, como um antigo combatente.
Conto que escrevi há certo tempo já, mas que ainda acho SUPIMPA. Pra ler o dito-cujo inteiro, é só clicar aqui.
Muito bem, muito bem. No episódio de hoje, Hurley dá uma de HALEY JOEL OSMENT e troca uma ideia com o falecido Jacob, que fala pra ele vazar do templo com o Jack e procurar um farol. Eu sei, isso não faz sentido nenhum, mas os heróis de LOST estão sempre prontos pra fazer coisas nonsense sem questionar. Então lá vão os dois mata afora bater o ponto e fazer o que o Jacob mandou. Enquanto isso, a Claire aparece toda desgrenhada, mas nada sexy, e descobrimos que ela morou na mata sozinha durante 3 anos, e também que isso fundiu a CUCA da moçoila. Por que digo isso? Porque numa conversa com Jin ela acusa a galera do Templo de pedófilos (diz que roubaram seu filho), e depois simplesmente mata um negão a machadadas como se estivesse passando manteiga no pão.
Na realidade 2, descobrimos que Jack tem um filho, o que também não faz sentido nenhum, mas enfim. Ambos têm problemas de comunicação e tal, é cativante, Wes Anderson adoraria a trama, mas a galera quer mesmo é ver a cobra fumando lá na ilha.
De volta à ilha, então. Jack e Hurley acham o tal farol, sobem, e lá encontram um espelhão com uma TÁVOLA REDONDA na frente. A mesa tem números gravados nas beiradas, e daí eles descobrem que esses números eram coordenadas, e que Jacob as usava para dar uma de VOYEUR e observar a vida do pessoal do seriado desde sua infância (os principais personagens, claro, estavam marcados nos números 4-8-15-16-23-42, e assim a famosa sequência é finalmente explicada. Estourem as champanhes). Jack fica brabinho por ter sido manipulado por Jacob a vida toda (teorias de fãs especulam que, na verdade, Jacob seja nada mais do que uma forma corpórea da publicidade), dá uma de astro do rock e quebra tudo, indo depois olhar filosoficamente para o oceano. Ali do lado Hurley HALEYJOELOSMENTEIA de novo, e Jacob diz de uma forma bonita que a intenção dele era justamente aporrinhar Jack. Nesse momento, tem um corte pra onde Jin e Claire estão, o Locke SMOKE ON THE WATER aparece e a loirinha australiana fala "esse não é o Locke, é o meu amigo". Uuuuhhhh, sinistro.
Imparcialidade é como o título mundial do Corinthians: não existe em nenhum universo conhecido. Quando alguém tem uma opinião sobre determinado assunto, é impossível não levar essa opinião em conta. Assim, tudo acaba sendo parcial, tudo acaba puxando mais pro seu lado.
A única forma de atingir uma eventual imparcialidade, é com dois lados parciais. Um anularia o outro, e a terceira parte, que apenas observa, pode distinguir as verdades e exageros contidos em cada relato. O Cataclisma já fez isso na cobertura da Libertadores 2007, e, modéstia a parte, foi um ESTOURO. Muito melhor do que qualquer outra feita por grandes conglomerados de mídia.
Portanto, eu e o Valter, o colorado que nos acompanhou em 2007, resolvemos reeditar a parceria e cobrir a campanha do Sport Club na Libertadores 2009. Mas não será aqui no Cataclisma, nem no ótimo Moldura Digital. Não, as análises extremamente parciais estarão em um blog voltado apenas ao futebol. E cujo nome não poderia ser mais apropriado.
Então, vocês podem ver, avacalhar, xingar e denegrir o resultado dos nossos esforços lá nos Imparciais.
As redes sociais se espalharam pelo mundo de forma quase tão fulminante quanto a saga Crepúsculo pelos corações das meninas impuras. O canal então é seguir a corrente e investir nessa história de network, com o objetivo de tirar algumas verdinhas (grana, tutu, gaita, BUFUNFA, barões, etc) - afinal, os criadores de redes sociais sempre aparecem em capas de revista, e quem aparece em capa de revista é rico, certo? Pois bem. O único revés é que a concorrência tá GAULESA nesse mercado, e convenhamos, investir tempo e paciência pra fazer o equivalente virtual a vender arroz na China não parece nada lucrativo.
Qual a saída, então? Pensar o oposto, desafiar as leis, desenhar por cima das linhas, mijar contra o vento. Ou seja, ao invés de apenas mais uma rede social, a saída é criar a rede anti-social.
O que é?
A rede anti-social, que fatalmente será batizada de Norkut, tem um princípio um pouco diferente das outras. Em primeiro lugar, para se cadastrar nela, o usuário não pode ter cadastro em mais nenhuma rede social. Nada de Orkut, Twitter, Facebook, MySpace, YouTube e sei lá mais o que inventaram nessa década maldita. Em segundo lugar, o objetivo não é encontrar conhecidos, e sim perdê-los: cada um começa com 5.000 amigos que nunca viu antes e tem que apagá-los até sobrar apenas um (claro, a pessoa precisa aceitar que o usuário a delete de sua rede de amigos. Caso contrário, continuam ATARRACHADOS um ao outro). Esse contato que permanecer é o único que o sistema não permitirá que seja deletado, e atenderá pela alcunha de "Amigo Imaginário".
Opa, isso já não foi feito?
Não. Todas as ideias apresentadas no Cataclisma 14 são extremamente originais e nenhuma delas pode ser acusada de plágio, sob pena de um almoço com Luca Brasi. E podem ser difundidas blogosfera afora, mas não roubadas - ainda estou puto com aqueles malditos Lumiére, que roubaram minha ideia do cinematógrafo.
Ok, tem algo realmente interessante nessa rede anti-social?
Com certeza. A proposta é que todos se desliguem das outras redes sociais da GALÁXIA e fiquem apenas no Norkut, que fatalmente será um sucesso (não há motivos para pensar o contrário, certo?). Então, quando a rede anti-social atingir 100 milhões de usuários, ela vai se auto-implodir. Literalmente: o servidor, bem-estruturado no meio do centro tecnológico de CACHOEIRINHA, será destruido a marretadas. O Norkut deixará de existir. As pessoas não terão mais conta em rede social nenhuma, e o planeta inteiro será lançado em uma época primitiva e selvagem, uma época ao mesmo tempo pré e pós-redes sociais. Não haverá mais álbums bloqueados, nem comunidades moderadas. Todos seremos iguais. E a humanidade se redescobrirá (Tyler Durden choraria copiosamente ao ouvir esta ideia).
Direção: Peter Jackson Roteiro: Peter Jackson, Fran Walsh e Phillipa Boyens, baseado no livro de Alice Sebold
Elenco
Saoirse Ronan (Susie Salmon) Mark Wahlberg (Jack Salmon)
Rachel Weisz (Abigail Salmon)
Stanley Tucci (George Harvey)
O filme conta a história de Susie Salmon, uma guria que vive em uma família feliz, com uma irmã feliz, um irmão feliz, pais felizes, um cachorro feliz e um pote de margarina sobre a mesa, até o dia em que um vizinho atrai ela pra um sótão em um MILHARAL (nenhum sentido) e toca o terror, assassinando a moça. A partir daí ela, do céu, acompanha a vida da galera que ficou na Terra lidando com a sua morte.
Após atingir o clímax absoluto do universo com a trilogia O Senhor dos Anéis e disparar balas de adrenalina com King Kong, o diretor Peter Jackson resolveu se envolver com um projeto "menor" (leia-se "um projeto cujo orçamento não ultrapassa o PIB de nenhum país"). Então sacou esse Um Olhar do Paraíso da gaveta, uma promissora história de drama que tinha potencial para personagens com grandes arcos dramáticos e diálogos filosóficos. Só que em algum momento Jackson pensou algo como "ei, eu tenho essa empresa de efeitos especiais que é melhor do que o time do Barcelona. Preciso usá-la em algum lugar!", deslizou nas possibilidades criativas do "paraíso" onde a protagonista se encontra e, falando em termos cinematográficos, deu com os burros na água.
A balbúrdia começa bem, entretanto. Narradas em off por Susie, as cenas vão se encadeando sem uma ordem cronológica necessária, como se fossem memórias de verdade, e não uma história contada TINTIM POR TINTIM. Vamos conhecendo um pouco da rotina da guria e tal, e isso estabelece bem o cruel assassinato que está por vir - entretanto, Peter Jackson já dá mostras do que virá: o momento onde o irmãozinho de Susie sofre com falta de ar, por exemplo, é seguido por uma viagem de carro ROQUENROL até o hospital, com trilha empolgada e tudo. Isso aniquila a tensão da sequência e prova que Jackson estava completamente bêbado quando dirigiu o filme. E é algo que se repete ao longo da projeção.
Mas é a partir do citado assassinato que a película joga pro alto qualquer coisa próxima de "bom senso" e "coerência". Sem saber se fica na trama da menina ou acompanha a galera que continua viva, o roteiro não desenvolve nenhuma situação dramática de forma satisfatória. Os encontros e conexões soam forçados, e em nenhum momento o espectador consegue se identificar com qualquer coisa que está na tela. Dessa forma, os acontecimentos vão se desdobrando, mas assistimos a tudo com o interesse de quem presencia uma corrida de CARAMUJOS. E vai assim até o quase inacreditável final no estilo GOLLUM RELOADED.
Visualmente falando, o filme é bastante bonito (e ajuda bastante ter uma protagonista que possui duas PISCINAS no lugar de olhos). Enquanto as coisas estão bem, a fotografia abraça cores quentes como se não houvesse amanhã, realçando a atmosfera de felicidade e comercial de margarina daquela família. Algo quase lírico, que se encaixa perfeitamente na trama, já que, na verdade, estamos vendo tudo pelos olhos da narradora. Após o crime, tudo torna-se mais pálido e triste - com exceção das sequências no paraíso, onde o filme percorre toda a paleta de cores do Photoshop como se estivesse num buffet livre. Mas toda essa beleza é vazia, já que, apesar dos intermináveis uns e zeros que formam paisagens deslumbrantes, nada daquilo atinge o espectador. A história e a narrativa (aliás, Peter Jackson estava dopado de Red Bull, pois sua câmera simplesmente não pára quieta, está sempre com algum travelling ou panorâmica) são fracassos tão colossais que poderiam facilmente ser escaladas na seleção brasileira de 2006.
Partindo desse pressuposto, chega-se à conclusão que Um Olhar do Paraíso nada mais é do que um grande CARRO ALEGÓRICO de carnaval. Poucas vezes vi uma história tão deficiente e digna de PARAOLIMPÍADAS quanto essa. Espero que Peter Jackson tome um chá de lucidez ao longo da produção de O Hobbit (que será dirigida pelo Guillermo Del Toro, mas Jackson fatalmente palpitará aqui e ali). Caso contrário, o que o assassino fez com a pequena Susie Salmon no filme não será nada perto do que os fãs de Tolkien farão com o produtor.
A máxima popular diz que o ano só começa depois do carnaval, e não há nenhum motivo para duvidar de uma população que gosta do futebol do Robinho. Então o Imparciais voltou à ativa agora, ainda meio fora de ritmo (falta de pré-temporada e tal), mas dando todo o gás pra fazer o que o professor quer, conquistar os três pontos e, quem sabe, se tudo der certo, comer uma modelo loira no vestiário antes da semifinal. Torçam.
Temporada 06, Episódio 04 No final do episódio passado, Claire apareceu toda sexy impedindo que a cobra fumasse pro lado do Jin. O episódio dessa semana obviamente não retomou nada daquilo, porque LOST é misterioso. Mas tivemos a oportunidade de ver o fumacê negro, fantasiado de Locke, dando banda pela floresta e tentando recrutar a galera. Primeiro foi Richard, um eventual candidato a Highlander (o sujeito simplesmente não envelhece), que deu o toco no Locke e ainda saiu mostrando a língua. Então foi a vez de ir atrás do Sawyer que, enchendo a cara afu apenas de regata e cueca, estava claramente em um clima carnavalesco. O He-Man cover topa a EMPREITADA e vai junto com o carequinha, mesmo sem saber o destino ou qual é exatamente a missão (aliás, a galera em LOST faz bastante isso, né? É só alguém dizer "venha comigo que eu dou as respostas" que o pessoal já se PIRULITA pro lado do sujeito. Mas divago).
Na outra realidade, Locke (o verdadeiro, tudo indica) é despedido, e vemos ele aceitar sua condição ao mesmo tempo em que vai iniciando relacionamento com outros losties (Jack, Hurley, Rose), mostrando que ali a turminha atrai uns aos outros da mesma forma que duas mãos totalmente sujas atraem um comichão no olho.
Lá na ilha, Sun, Ben Linus, o piloto do avião e uma mina gatinha enterram o corpo do verdadeiro Locke, e debandam em direção ao tal do templo onde Jack e os outros estão, e que ninguém tinha visto ainda em cinco temporadas porque todo mundo sofre de MIOPIA DEVASTADORA. Enquanto isso, o Locke SMOKE ON THE WATER leva Sawyer pra um acidente geográfico conhecido cientificamente como BURACÃO NO MEIO DA MONTANHA, onde explica que Jacob era o guardião da ilha e que buscava um substituto. Isso leva à misteriosa cena em que Sawyer vê o nome dos losties escritos nas paredes da tal caverna e associados à numeros (sim: 4, 8, 15, 16, etc), descobre que eles foram recrutados para serem candidatos e ouve a proposta de "bora deixar tudo isso comendo poeira e voltar pra casa". Daí vem aquele "TÃN" e o episódio acaba.
Elenco Jimmy Page (mestre dos riffs) The Edge (mestre dos efeitos) Jack White (mestre dos cortes de cabelo ruins)
Nas primeiras cena de "A Todo Volume", Jimmy Page faz a clichêzaça comparação entre uma guitarra e uma mulher. Entretanto, conforme o documentário vai se desenvolvendo, percebemos que, pra esses sujeitos, isso é mais uma filosofia do que uma frase - e não seria surpresa se, por exemplo, os três levassem suas guitarras ao cinema e depois um jantar antes de ESMIRILHAREM suas cordas com riffs devastadores.
Mesmo dividido em capítulos, e com três histórias distintas pra contar, o documentário não soa episódico. As opiniões e fatos se interligam: após The Edge explicar como o U2 ensaiava em uma SALA DE AULA, vemos Jack White com seu filho, o Jack White POCKET, falando sobre os ensaios com um colega de trabalho, e assim por diante. Mesmo com a fluidez da narrativa, vamos aos poucos percebendo porque os três guitarristas são tão diferentes e o que formou as características de cada um. E volta e meia até pega um dos COLOSSOS da guitarra falando algo que contradiz o outro.
E há aquele clima de romantismo, de grandiosidade no ar. Nada de dissecar o funcionamento das guitarras ou metodologias de criação. A Todo Volume é mais focado na percepção dos três sobre o instrumento do que no instrumento em si. Assim, temos aqueles planos bonitos onde, por exemplo, Jimmy Page olha para o horizonte, enquanto sua locução em off discorre sobre a centelha criativa que é a base de toda a música; ou o Jack BRANQUELO dizendo "pra impressionar as garotas, você tem que chutar o banco do piano assim", antes de dar um toque DE LETRA no dito-cujo.
Com uma edição extremamente inspirada, que se mostra dinâmica sem perder a elegância (assim como a fotografia, levemente granulada, e que volta e meia MONOCROMATIZA tudo), A Todo Volume se mostra AFINADO (desculpem, não resisti) com sua proposta e com seus protagonistas. Quanto à parte musical, posso dizer que não sei como o mundo não ruiu após tamanha reunião: ver Page, Edge e White fazendo uma SESSÃO GELÉIA com o volume lá em cima, aniquilando tudo ao seu redor, certamente é um dos momentos onde Deus esqueceu o livre-arbítrio e disse "querem ver eu explodir os ouvidos e a mente de vocês?".
Tive que matar tempo antes de assistir Guerra ao Terror. Então corri pra Saraiva Megastore, lar de dezenas de filmes, livros, cds, e, o mais interessante, um sistema de ordenação de produtos que ninguém ainda foi capaz de decifrar.
Eis que, no meio do caos absoluto, encontro uma cópia de Piratas do Caribe: O Baú da Morte, único que faltava para eu ter toda a trilogia completa dormindo aqui em casa. Aventureiro que sou, quase um Allain Quatermain de camiseta do Liverpool, CONFISQUEI o DVD da prateleira e me dirigi até o caixa. Fui atendido por uma solícita MOÇOILA vestindo vermelho, que prontamente me questionou:
- O senhor tem cartão de fidelidade da loja?
Momento de silêncio.
- Tenho. Sim, eu tenho. Mas não aguento mais, preciso falar: eu às vezes compro em outras lojas. É verdade, essa é a horrível verdade! Por Deus, sou um ser humano horrível! Tenho me encontrado escondido com a Cultura, e muitas vezes usei dela para satisfazer meus desejos! Oh céus, e com a Fnac, que me enlouquece com aquele sobrenome do leste europeu, aquele mistério, toda a sua experiência. Ela topa de tudo, seja livros, filmes, CDs, tudo! Até um LP eu comprei dela mês passado, admito, até mesmo um LP, que eu nunca comprei aqui! Então eu tenho esse maldito cartão de fidelidade, mas eu não sou merecedor dele, corrompi cada código de barras, cada letra impressa no plástico, sim, eu atingi o nível mais baixo que alguém comprometido pode atingir. Mas não significou nada pra mim, juro, não significou coisa nenhuma, foi apenas diversão culturamente descompromissada! Precisa acreditar!
Claro, quem me conhece remotamente, sabe que sou extremamente tímido, e que o diálogo aqui transcrito ocorreu apenas nas atraentes pernas da imaginação. Tudo que fiz foi dizer que sim, tinha o cartão, passar os dados e sair de lá e fingir que a traição jamais ocorreu. Como faria qualquer homem envolvido em mais de um relacionamento.
Óquei. No final do segundo episódio, os heróis estavam presos num templo com uma galera nada simpática, e Sayid voltou à vida após ser baleado, no melhor estilo "Um Morto Muito Louco". Pois bem. Após um princípio de confusão, Sawyer rouba uma arma de seu amigo Deus Ex Machina, abre a porta do templo e liga o modo "sebo nas canelas" floresta afora. Dentro dos muros, o SHANG TSUNG do Mortal Kombat, capitão desses templários, pega o iraquiano favorito da vizinhança, leva pra uma salinha sem câmeras e dá uma torturada básica nele. Jack, um claro protagonista impetuoso, decide RODAR A BAIANA, dá uma puteada nos caras e descobre que Sayid foi infectado por algo misterioso, e, de uma forma misteriosa, a turma do templo quer misteriosamente matar o cara que acabaram de misteriosamente salvar (caso contrário, Sayid misteriosamente irá pro lado negro de LOST). E o sujeito ainda misteriosamente diz pro Jack "o mesmo aconteceu com sua irmã" (no caso, a loirinha gata e com sotaque matador que atende pelo nome de Claire).
Na realidade paralela, Kate foge do brigadiano que a acompanhava, rouba um táxi sem perceber que uma Claire grávida já estava nele e sai VELOZ E FURIOSA pela cidade. As duas passam por aventuras juntas, Claire vai dar a luz, tudo muito bonito e legal, e essa parte fica literalmente elas por elas.
Enquanto isso, de volta à realidade adrenalítica, Kate dá uma SURRA SEXY nos templários e foge atrás do Sawyer, que tá lá num canto chorando as pitangas por causa da Juliet. Já o Jin é pego numa armadilha e, quando vai ser morto pelos sujeitos que a Kate tinha feito beijar o chão, é salvo por uma Claire misteriosamente armada e sexymente vestida - importante dizer que ela tinha tomado chá de sumiço fazia um tempão. Então, claro, sem dúvida, aparece o logo de LOST e o episódio acaba.
Dizem que Deus trabalhou e, no sétimo dia, botou os pés em cima de uma almofada e ficou assistindo jogos do Campeonato Italiano. Esse dia, claro, é o domingo, hoje mais famoso pelos impropérios que corajosamente recebe do que por ser o dia do descanso, ou o dia dos jogos do Campeonato Italiano. Afinal, domingo é o pior dia da semana. Não possui a intensidade do sábado, e serve apenas como espera para a fatídica e inevitável segunda feira. Aquele período das oito às dez da noite, então, encaixaria-se em um dos círculos infernais descritos por Dante: é quando o fim de semana já acabou, não há mais tempo para nada, mas algumas horas esticam-se à frente como um doloroso limbo. Uma pessoa pode sentir sua alma desfalecer nesse intervalo de tempo.
Entretanto, talvez a foice da injustiça esteja atentando contra esse dia. Muitos vêem o domingo como a antecipação da segunda-feira, mas esse é apenas um dos lados de raciocínio. Pensem a respeito: no sábado, todos vocês navegam despreocupadamente pelos mares da diversão, confrontam seus limites etílicos, constroem feitos de indiscutível grandiosidade (e outros de irredimível vergonha. Mas faz parte). E o que permite que as pessoas façam isso? Exatamente, o domingo.
O sábado só é o que é porque cada um de nós SABE que haverá um dia de recuperação. Sem o domingo, não haveria sábado, não haveria final de semana, não haveria todas as coisas pelas quais prezamos. É nesse malfalado dia que toda a base da nossa diversão descompromissada se apóia. Dele depende toda a sanidade da população ocidental.
Mas esse reconhecimento não existe. E isso só aumenta a grandiosidade do domingo. Ele está disposto a permitir o sábado, mesmo sendo alvo de toda sorte de xingamentos, teorias e discursos que o rebaixam. Faz de tudo por nós, sem pedir nem mesmo simpatia em troca. Um sacrifício solitário, que morre entalado na garganta. Por isso, por esse amor incondicional à diversão dos fins de semana, o domingo não é apenas um herói: ele é algo muito, muito maior.
- O que você quer que eu faça?
- Que aguente. As pessoas vão odiá-lo por isso, mas esse é o papel do Batman. Ele pode ser o pária. Ele pode fazer a escolha que ninguém mais faria: a escolha certa.
Elenco Jeremy Renner (SFC William James) Anthony Mackie (Sgt. JT Sanborn) Brian Geraghty (Spc. Owen Eldrige)
Em Bagdá, durante a última BALBÚRDIA estadunidense na ZONA, um grupo de soldados cujo trabalho é identificar e desarmar artefatos explosivos (bombas, mísseis, detonadores, mulheres em TPM) enfrenta diariamente perigosos perigos, iraquianos alucinados, condições climáticas desfavoráveis e Avatar, de James Cameron.
E depois dizem que o Oscar não serve pra nada. Ora, as indicações à 9 estatuetas apertaram o botão NITRO de Guerra ao Terror, e eis que o filme é finalmente lançado nos cinemas nacionais com um ano de atraso, como se o mercado cinematográfico brasileiro fosse uma gigantesca CONEXÃO DISCADA.
Reclamações à parte, a diretora Kathryn Bigelow conseguiu fazer uma obra realmente EXPLOSIVA (trocadilho obrigatório), que aperta os BOTÕES CERTOS (trocadilho obrigatório) e manda a balela de "lutar pela liberdade" PELOS ARES (trocadilho mais do que obrigatório). Como um bom filme de guerra, este se foca em um grupo de alguns soldados - três, no caso - para narrar uma história que abrange todos. E quando falo "se foca", eu quero dizer "GRUDA nos caras e não solta mais", mesmo. Acompanhamos a rotina deles, descobrindo que todos os dias a casa cai pro lado dos sujeitos. Até mesmo a mais simples das missões é garantia de adrenalina lá em cima e dúvida se eles vão ver a luz do sol novamente.
Ou seja, praticamente todas as cenas do filme que não envolvem a TOCA DOS GATOS do exército americano envolvem uma tensão que arrebentaria uma corda de BAIXO. Sendo uma guerra urbana, tem lugares demais de onde podem sair ameaças demais. Qualquer janela pode ter um sniper, um terrorista, alguém descontente com a presença estadunidense no recinto. Os três soldados sabem disso, e estão sempre com os nervos À FLOR DA PELE porque qualquer distração pode literalmente acabar com tudo - não à toa, o único momento onde eles relaxam fora do QG vira uma longa batalha (construída, encenada, coreografada e filmada de forma devastadora. Sério, apenas a cena em si abrange muito mais do que obras como Falcão Negro em Perigo).
Não contente em esfacelar nossos corações apenas com a TRAMÓIA, a diretora aposta em uma câmera urgente, frenética, sempre chacoalhando e que constantemente busca o zoom, como se realmente estivesse lá. Isso só aumenta a maldita tensão, porque evita planos muito abertos e torna a visão do espectador tão limitada quanto a dos soldados, além de parecer que sempre há algo DIABÓLICO acontecendo. Soma-se a essa câmera PUNGENTE uma fotografia seca, granulada, suja, que puxa pros tons de amarelo como se não houvesse amanhã, e faz de Bagdá um lugar ainda mais insuportável. Tudo lá parece quente e pobre, e a paisagem fica tão opressiva que surpreende a galera não BATISTAR direto no local.
Para não deixar toda essa estética SOZINHA E MAL PAGA, o roteiro investe furiosamente nas personagens. Sanborn, Eldrige e, principalmente, William James vão ganhando vida à nossa frente. Fugindo dos estereótipos (e deixando eles COMENDO POEIRA), a história constrói pessoas críveis na telona, que falham e acertam como qualquer um de nós. Se no início James parece um cowboy arrogante, logo vemos o lado solidário do sujeito, que se mostra compreensivo com os medos de seus colegas e entende o receio deles como algo natural, e não "covardia". Da mesma forma, Sanborn e Eldrige percorrem seus próprios arcos dramáticos ao longo da narrativa, e suas decisões soam perfeitamente de acordo com suas personalidades. Para isso funcionar de forma BATUTA, Bigelow reuniu um elenco conciso, que trabalha de forma contida, sem grandes exageros ou dramaticidade. E é essa crueza de gestos que torna os três ainda mais humanos frente ao espectador.
Graças à toda essa ENGENHARIA cinematográfica, a cena em que James precisa escolher um cereal para seu filho é de passar a alma por um triturador de papéis. Porque mesmo com todas as explosões, e violência, e imagens de pessoas seriamente INJURIADAS, Guerra ao Terror consegue ilustrar perfeitamente como a guerra destrói o espírito de todos que por ela passam. Isso me fez sair do cinema com a cabeça doendo, completamente esgotado. E vindo de um filme sobre pessoas no campo de batalha, eu não poderia tecer maior elogio.
Indignação se passa nos EUA, década de 50, Guerra da Coréia QUEIMANDO TUDO ATÉ A ÚLTIMA PONTA, é estrelado por um universitário que foi UNIVERSITAR apenas para ficar longe dos pais, e ainda assim, a cada página, parecia que eu estava me olhando em um espelho. Culpa do Phillip Roth, que cria uma história envolvente e torna seu protagonista, Marcus Messner, alguém palpável, cheio de medos e inseguranças característicos da juventude. O texto é bastante elegante, mas mantém-se conciso e evita fugir às TRAMÓIAS principais, ilustrando uma narrativa pontuada por situações que em nada lembram os clichês do gênero ("fulano vai pra universidade e aprende a viver, e faremos uma adaptação usando Morgan Freeman em algum lugar") e que mesmo assim consegue surpreender (de forma não-DANBROWNIANA) no final. Um grande livro. Daqueles que fatalmente atrapalham a vida social do cara.
Saí e me vi no belo campus de uma universidade do Meio-Oeste num dia esplêndido de sol, outro magnífico dia de outono, tudo a meu redor proclamando euforicamente: "Deleitem-se com o gêiser da vida! Vocês são jovens e exuberantes, entreguem-se ao arrebatamento!". Olhei com inveja os outros estudantes circulando pelos caminhos pavimentados com tijolos que entrecruzavam o gramado quadrangular. Por que eu não podia compartilhar do prazer que eles derivavam dos esplendores de uma pequena universidade capaz de preencher todas as suas necessidades?
Proust was a Neuroscientist - Jonah Lehrer
Jonah Lehrer graduou-se na universidade de Columbia e ESTAGIOU no laboratório de um neurocientista vencedor do Nobel aí. Ou seja, ele tem as bases do NEUROCIENTISMO. E nesse livro, seu primeiro, o que o sujeito faz é o seguinte: pega alguns gênios das artes como Marcel Proust, Walt Whitman, Virginia Woolf, Paul Cézanne, e outros de diferentes áreas (senti falta do ROMÁRIO, mas tudo bem), contextualiza o trabalho visionário deles dentro do funcionamento do cérebro, e explica cientificamente como e porque eles estavam certos. Assim, quando Proust come seu famoso biscoitinho lá e volta à infância, Lehrer explica como funciona a memória; quando o músico Stravinsky faz a BARULHEIRA DOS INFERNOS em The Rite, Lehrer explica como o cérebro compreende a música; quando o pintor Cézanne exibe seus BORRÕES dizendo que são AFU, Lehrer explica como a nossa CUCA capta e interpreta as imagens; e assim por diante, abrangendo um universo impressionante de conhecimento. E, melhor, com uma linguagem acessível pacas, em um texto que se utiliza bastante de analogias pertinentes para que o leitor compreenda toda a ópera. Com isso, ele lança no ar a (velha, eu sei) questão de que a realidade não existe e tudo é interpretado por nós. Mas, mais do que isso, Lehrer nos faz entender um pouco melhor como a nossa mente funciona, levando o cara a refletir sobre o tema e, dentro disso, construir suas próprias ideias. E não há muito mais que um livro possa fazer.
Instead, the head holds a raucous parliament of cells that endlessly debate what sensations and feelings should become consious. These neurons are distributed all across the brain, and their firing unfolds over time. This means that the mind is nota a place: it is a process.
Bem, a sexta temporada de LOST iniciou ontem. Um episódio por semana. Como o seriado virou FRENESI mundial, bateu a idéia de fazer um resumo de cada capítulo conforme eles vão saindo - apenas dessa última temporada, claro, não quero torcer o lóbulo frontal de ninguém fazendo uma recapitulação maciça. Então já sabem: muitos spoilers nos textos, muitos trocadilhos ridículos, e muitos elogios à Evangeline Lilly.
Temporada 06, episódio 01 e 02
Como sempre, o seriado começa previsivelmente invertendo o que todos esperavam. Nesse caso, estamos de volta ao avião 815 (pela 815ª vez, tudo indica), que SACOLEJA mas não cai, e as personagens começam a se relacionar na aeronave mesmo. Já na ilha, após Juliet literalmente atirar a primeira pedra e explodir a bomba, a turminha volta pro presente: Jack e Sawyer se bicam, Juliet bate as botas, Kate faz cara de sofrida, Sayid está moribundo, e assim por diante. Enquanto isso, o falecido Jacob diz pra Hurley que, para salvar seu adorável amigo iraquiano, ele precisa chegar até um templo (abraço, INDIANA JONES).
Logo descobrimos também que Locke é, na verdade, aquele FUMACÊ PRETO, e que ele tá de mal com todo mundo. Do outro lado, quando Kate e o resto encontram o tal templo, são atacados por uma NEGADA fantasiada de O ÚLTIMO SAMURAI. Isso obviamente não faz sentido nenhum, e será acirradamente celebrado pelos fãs da série. O que vem na sequência são algumas cenas misteriosas, alguns acordes altos, pessoas escondendo o motivo de suas ações apenas pra parecer mais STÁILE.
Isso tudo é intercalado com imagens da galera no avião que não caiu (inclusive Desmond, que nem estava no vôo original, porque ele é mais AFU que todo o resto junto), o que indica a teoria de universos paralelos (ou a de roteiristas paralelos que não se comunicam, também bastante comum). Enfim, dois bons episódios. LOST pode não ter Jack Bauer e sua cativante média de uma explosão a cada vinte minutos, mas parece que, após tanto nadar, a série não vai morrer na praia (trocadilho obrigatório).
- Fiquei surpreso, positivamente, com a indicação de In The Loop ao prêmio de roteiro adaptado (vou encher a cara e sair pela rua gritando "Olê, olê, olê olê, In the Looooooooop, In the Loooop" caso vença), e negativamente com a indicação de Matt Damon ao prêmio de ator coadjuvante por Invictus (se bem que esse nem vai vencer, Christopher Waltz ARREBATARÁ o Oscar com sua atuação devastadora em Bastardos Inglórios).
- Jason Reitman padecerá de mãos vazias na cerimônia, pois seu promissor Amor Sem Escalas (pior título traduzido) será vencido por Avatar nos quesitos melhor filme e melhor diretor (e James Cameron terá a raríssima oportunidade de se virar à sua ex-esposa, Kathryn Bigelow, que concorre nas duas categorias com The Hurt Locker, e gritar "Chuuuuuuuuuupa, véia!").
- Distrito 9 deve ganhar melhor montagem, pois foi o único a fazer um pacto com o diabo na pós-produção, enquanto o resto dos prêmio técnicos já até foram entregues para Avatar.
- A Pixar viu que a COBRA VAI FUMAR no prêmio de melhor animação, pois concorre com o excelente Coraline e o Mundo Secreto e o possivelmente genial (ainda não vi) O Fantástico Sr. Raposo - entretanto, seu Up - Altas Aventuras recebeu indicação também à melhor filme, embora corra por baixo (trocadilho obrigatório).
- Só pelo título, A Teta Assustada já merece o Oscar de filme estrangeiro.
- Reconsiderando sobre os prêmios técnicos, edição de som tem chances de ir pra Star Trek, que é mais barulhento e tem mais explosões do que a película de James Cameron (ou talvez eu tenha feito esse comentário só pra linkar a minha crítica sobre o filme. Pensem a respeito).
- Jeff Bridges vencerá o Oscar de melhor ator: Deus se ligou que o livre-arbítrio falhou miseravelmente quando Bridges não foi premiado por O Grande Lebowski, em 1998, e resolveu botar ordem na casa. No prêmio de melhor atriz, torço pela Sandra Bullock, pois ela continua gata e deixa o coração dos homens em VELOCIDADE MÁXIMA (trocadilho obrigatório).
- Os irmãos Coen merecem PAPAR o Oscar de roteiro original por Um Homem Sério (ainda não assisti ao filme, mas os Coen merecem sempre ganhar o Oscar de roteiro original, mesmo que façam uma película sobre PERCIANAS).
- A cerimônia do Oscar será chata, eu vou reclamar do tempo de duração, dos vencedores, do câmera que colocou poucas vezes a Scarlett Johansson em quadro, e no ano seguinte farei tudo de novo.
- Colocar todos os indicados ficaria muito grande, então vou botar só os principais - os outros vocês podem ver lá no Cinema em Cena, de onde eu roubei as informações: