Diferentes tamanhos, cores, estilos, design, preços, embalagens... isso tudo me foi apresentado quando entrei na loja para comprar um teclado novo, já que o antigo andava falhando mais do que o Clemer.
Só que no meio de tantas opções inúteis a gente esquece do útil. Então acabei adquirindo um preto, bonito e a preço acessivel, mas que possui o backspace do tamanho de um átomo. E finalmente encontrei algo tão irritante quanto Winning Eleven...
Conheci essa música naquela cena sensacional que encerra o filme Lost in Translation - talvez por isso eu tenha um carinho tão grande pela canção. Gosto muito do contraste entre a bateria, pesada, e o vocal sussurrado que desfila frases do tipo "I'll be your plastic toy". Meio doce e amarga, com certeza, mas ainda assim (ou por causa disso) extremamente bonita.
Uma daquelas músicas curtinhas, mas cativantes: um piano dá o tom enquanto o Gessinger canta emocionado a letra. A canção tem uma estrutura bem simples, mas isso não diminui sua força - talvez porque quase não tenha passagens instrumentais, já que o vocal está sempre presente com belos versos ("Eu tenho muitos amigos / Tenho livros e discos / Mas quando eu mais preciso / Eu só tenho você"). Eu sei, é o tipo de frase que um cara usa pra fazer um cartãozinho brega e entregar pra guria que ele gosta. Mas não deixa de ser arrebatadora.
Direção: Doug Liman Roteiro: David S. Goyer, Jim Uhls e Simon Kinberg, baseado em livro de Steven Gould
Elenco Hayden Christensen (David Rice) Rachel Bilson (Milie Harris) Samuel L. Jackson (Roland) Jamie Bell (Griffin)
Anakin Skywalker Hayden Christensen é David, uma versão menos monstruosa do Noturno dos X-Men que, assim como o presidente da CBF, pode ir pra qualquer lugar a hora que quiser. Como isso aparentemente não é interessante o suficiente, há tambem uma trama boba envolvendo caçadores e locais famosos.
Durante a sessão, eu ficava pensando no que escrever sobre o filme. Não há absolutamente nada nas quase duas horas de projeção. É uma história pronta, que conta com a tradicional família desestruturada para o 'herói', a constatação de que com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, a utilização deles pra surrar o valentão do colégio, o encontro com um outro 'herói' que explica como as coisas funcionam... diabos, tem até mesmo a briga entre o protagonista e a mocinha, para que no final ela se dê conta do erro e volte para os braços do cara. E se os produtores acham que fizeram um filme 'adulto' só porque o protagonista usa seu poder para roubar bancos, não adiantou muito colocar o Samuel L. Jackson como um vilão que sai matando a galera sem motivo nenhum - a não ser, claro, o de fazer o herói se tornar uma pessoa mais palatável frente ao público.
Aliás, um filme de ação que não possui nenhuma sequência realmente empolgante já é indício de que as coisas não estão indo bem. Incomoda demais a câmera chacoalhando nas lutas (não dá pra entender nada que se passa) e, principalmente, o fato do espectador não estar nem aí pras personagens. Parece tudo encheção de linguiça, do tipo "temos 75 milhões pra gastar, vamos jogar alguns efeitos aqui e ali" - até porque a luta entre os dois jumpers se limita a mostrar os caras se agarrando no chão enquanto pulam entre diversos países. Coreografia que é bom nada.
Vocês se lembram daquela cena em X-Men 2 onde o Noturno ataca a Casa Branca? Pois ela é muito mais interessante, criativa, divertida, impressionante e legal do que o filme Jumper inteiro. Até acredito que Doug Liman quis fazer um filme de heróis um pouco diferente, mas parece que ele deu um salto maior do que as pernas.
"Quem iria imaginar que quando você apaga o Gafield das tirinhas do Garfield, o resultado é uma tirinha sobre esquizofrenia, bipolaridade e o vazio da vida moderna?"
Pois é. A idéia é bastante simples e o resultado bem interessante: sem o Garfield, Jon se transforma num personagem extramente solitário, melancólico e depressivo. Vale a pena dar uma olhada no blog "Garfield minus Garfield", é surpreendente.
Pessoa 1: O que tu tá fazendo? Pessoa 2: Torcendo contra a Seleção Brasileira. Pessoa 1: Ué.. mas tu não é brasileiro? Por que torcer contra a seleção? Narrador do jogo: Richarlysson toca pra Gilberto Silva. Ele rrrrecolhe a bola e passa para Josué, que tabela com Julio Baptista e erra o lance. Pessoa 1: Vou ali comprar uma camiseta da Suécia e já volto.
...começa a reclamar que os jogos de videogame, na sua época, eram infinitamente mais divertidos e interessantes do que os atuais.
No entanto, quando uma fabricante pretende lançar a versão remixada de Street Fighter II Turbo, antes de botar na roda o novíssimo e moderno Street Figher IV, é porque algo está errado. Talvez os jogos fossem bem mais interessantes antigamente, mesmo. Talvez o mundo tenha salvação frente ao exército de tecnologias e delimitações que vivem surgindo.
Talvez o futuro traga uma versão de Rock'n Roll Racing para os novos consoles. Porque estimular a diversão ainda é mais legal do que simular a realidade.
E pra quem gosta de Formula 1, o site da Globo.com esta com um desafio de 16 imagens, nas quais você precisa descobrir a equipe, o piloto e o ano da fotografia. Você manja? Eu fiz 13 acertos. Boa Sorte.
2008 começa para uma fórmula 1 diferente! Para aqueles que não ficaram a madrugada do sábado passado assistindo ao GP da Austrália eu digo: sinto muito. Já faz tempo que um GP não trazia emoção como aquele (e eu não quero encher a bolinha de coisa pouca não, como o Galvão faz com jogo da Seleção). Se agora eu não estou enganado, foram 7 carros que terminaram a prova. 22 largaram. 1 foi desclassificado por fazer cagada (quem? quem? quem?... ah!! sim, ele mesmo, não preciso dizer..).
Mas não é pelo número menor de carros que completa uma corrida que ela é legal. Se bem que se você concorda com o meu avô, que diz que as pessoas assistem à corrida para ver as batidas, até pode ser. Mas este ano os pilotos estão é sofrendo para acelerar, o que são obrigados a fazer, então fica emocionante. Explico.
Você já jogou algum desses joguinhos de Fórmula 1? Se sim, experimente ir nas configurações do carro e tirar a opção "controle de tração", se for no GP4 (e os anteriores da série também) é clicar F8, ou F7, não lembro, mas ele é representado no painel assim "[ ]". Quando tu enfia o dedo no botão de acelerar, com o carro parado, e PENSAR em girar o volante, o mundo vai virar do avesso.
Controle de tração é bem isso. Ele controla a aceleração do carro pra não girar em falso (ou seja, não sair cantando pneu). Quando o carro sai cantando pneu e tu tira ele da linha reta, ele vira muito rápido e não dá pra controlar, então ele roda.
No GP de Melbourne, dava pra perceber o quanto os pilotos brigavam com o carro pra acelerar na saída das curvas de baixa velocidade, virando a direção para os dois lados pra evitar sair do traçado. Esse controle de tração, que vem desde 2002 na F1, fez o pessoal desaprender a pisar no acelerador. O controle corrigia o "pisão" do cara. Agora não mais.
Ontem à noite, com os olhos quase fechando, assisti ao treino classificatório do GP da Malásia que terá largada nesta madrugada às 4 da manhã. Vi a mesma coisa que vi no GP anterior. O carro do Alonso saía das curvas e ele virava a direção pra tudo quanto era lado pro carro não sair do traçado, era uma briga com o volante (como se o cara quisesse tirar ele fora e ele não estivesse saindo). Me lembrei das corridas em que aparaceia a imagem da camera on-board do Schumacher e ele fazia as curvas tão facilmente que talvez pudesse fazer com um dedo só.. Isso não dá mais. A cada imagem de camera on-board a gente fica colado na imagem porque vê o carro balançado nas curvas, quase saindo do controle do piloto, e isso é que trás emoção à corrida.
O Massa e o Raikkonen continuam parecendo muito parelhos. O Massa parece que briga um pouco mais com o carro, mas sempre me pareceu mais arrojado que o campeão. O Hamilton, mesmo novato, não parece balançar tantos nas curvas, por isso eu acho que a McLaren tem algum acerto melhor no carro, que deixe ele mais colado no chão. Kubica, da BMW, é mais rápido que o companheiro Heidfeld, mas Heidfeld é mais constante e consegue fazer mais pontos menores, o que ajuda no final do campeonato. A Williams, tadinha, só tem o Rosberg, porque o japa companheiro dele só aparece na TV saindo do carro, logo no início dos treinos. A Honda melhorou um pouco esse ano, junto com a Toyota. A Renault piorou. Acho que o Alonso está classificando bem demais o carro, com tanta briga com o volante..
Nesta última madrugada, Felipe Massa fez a pole. Mas durante o treino, Raikkonen foi mais constante (e o que fez a melhor volta do treino, com carro leve). Massa acertou a volta mesmo só no final, durante o treino, fazia ótima parcial no início da volta e perdia no fim dela. E a McLaren também dá pinta de vir mais pesado pra prova (os carros já fazem a volta do treino com a gasolina da corrida, por isso fazer uma volta ruim no treino pode ser uma pista de menos paradas nos boxes durante a prova), pois o melhor de seus carros ficou 1 segundo atrás da pole. Mas a McLaren já deu umas voltinhas com os pneus mais duros (que é obrigada a usar na prova) e um pouquinho de desgaste já vai ajudar na aderencia durante a prova. Apesar dos pesares, acho que a McLaren está melhor acertada, é só uma impressão.
Antes da última corrida eu vi uma enquete que perguntava quem iria vencer a corrida da Austrália e a galera votou 75% no Massa, eu tinha votado no Hamilton, "impressão" também, e acertei.
O time to Grêmio parece bem ajeitado, começa a funcionar e tudo mais, só precisa arranjar um outro atacante decente - o Perea vem jogando bem, mas depender de um colombiano é uma droga.
• 24% da população brasileira possui computador; • 17% tem acesso à internet; • 47% nunca usou um computador; • 59% nunca usou a internet.
Os números são do TIC Domicílios 2007, divulgados esta semana* pelo Comitê Gestor de Internet do Brasil; a amostra foi de 17 mil domicílios em área urbana.
Outros dados interessantes:
• As LAN houses se tornaram o local mais utilizado para o acesso à internet no país (49%), passando à frente do acesso domiciliar (40%). E dá-lhe classe C! • Penetração da banda larga já atinge metade das conexões; • O acesso à internet pelo celular é de apenas 5% - o mesmo porcentual dos últimos 3 anos (número que com certeza vai crescer em 2008 em função das redes 3G); • A maioria absoluta dos celulares em operação no Brasil em 2007 era de pré-pagos (90%), contra apenas 10% de pós-pago.
O relatório completo pra download se encontra aqui.
(*) Maldita pesquisa, que devia ter saído quando eu tava fazendo a monografia!
Ninguém gosta de receber contas, mas a última enviada pela NET até tinha uma boa notícia: junto com ela veio um folheto dizendo que, entre os dias 15 e 24, o sinal da Rede Telecine estaria aberto para toda a galera. Dizia simplesmente isso, como vocês podem ver na imagem abaixo:
Pois bem. Ao acordar no dia 15 e perceber que a Band não ia passar jogo do campeonato inglês, fui seco nos telecines para ver o que estava passando. Nem olhei a programação, queria curtir a emoção de me deparar com um filme bom de repente. Mas, ao selecionar o canal, tudo que vejo é a tradicional grade de programação da NET, intercalada com anúncios do pay-per-view.
Faço a primeira ligação para a empresa. A atendente me responde que o sinal seria liberado às 19 horas pelo canal 37. Beleza. Estranhei apenas o fato de ter UM canal liberado para os CINCO telecines, mas enfim. Imaginei que fosse apenas o Premium, e o resto era propaganda enganosa. Azar, já valia a pena.
No horário anunciado o sinal abriu, legal, tudo certo. Fui fazer uma coisas e, depois de me irritar com o Winning Eleven, resolvi passar a madrugada vendo filmes. Ao mudar para o canal 37, vi que estava passando... a grade de programação da NET. Liguei de novo o videogame para me estressar menos.
Já eram umas duas da tarde do domingo quando novamente falei com um atendente da empresa. Ele me explicou que houve um problema e que a partir das 19 horas o sinal seria liberado. Perguntei se ia ser assim todos os dias, se a "degustação" ocorreria apenas em determinados horários. Ele disse que não, que o problema foi resolvido e que até o dia 24 a Rede Telecine estaria na roda.
No horário anunciado o sinal abriu, legal, tudo certo... mas era o Telecine Pipoca! Aí me dei conta: não adiantava de nada cuidar a programação, porque a própria NET ia determinar qual dos cinco canais estaria liberado. Como estava passando Velozes e Furiosos 3 - dublado - e eu não sou masoquista, desliguei a televisão e fui fazer algo de útil. De repente na madrugada eu conseguiria ver algo decente. Mas é claro que depois da uma da manhã já estava fora do ar de novo. Me segurando para não atravessar a rua e jogar uma pedra no prédio da empresa, resolvi dormir e ligar hoje para reclamar.
Então no início da tarde lá estava eu digitando números, códigos, confirmando endereços e aguardando na linha. Nas duas primeiras vezes a ligação caiu do nada. Na terceira fui atendido. Expliquei pro cara do suporte técnico o problema, que o sinal não pegava e etc. Ele apelou para o óbvio "desliga tudo e liga de novo", mas tudo bem, entrei na dança. Nada. Então o cara falou que eu precisava entrar em contato com o setor de compras(?) para que eles liberassem(??) o pay-per-view(???). Agradeceu minha ligação(????) e desligou(?????).
Paciência é uma virtude. Disquei Digitei o número da NET de novo, escolhi a seção de compras, digitei o codigo de assinante de novo, fui atendido e o cara pediu pra eu informar o codigo do assinante de novo. Expliquei a situação e ele não apenas disse que o cara do setor técnico se enganou como pareceu bastante indignado com isso, deixando de lado alguns protocolos de atendimento ao cliente (leia-se não gritar ao telefone). E desligou.
Fui até o banheiro apagar a fumaça que saía da minha cabeça e entrei em contato novamente, realizando pela centésima vez a sequência de identificação. Aí fui atendido e o cara, provavelmente orientado pelo diabo, pediu MAIS UMA VEZ o código do assinante. Engoli um palavrão e fui pegar os números - mas, quando voltei para informar os digitos, ele falou "estou acessando seu cadastro". Imaginei que o sistema tinha funcionado, uma vez que eu já havia digitado a porra do código. Então ocorreu o seguinte diálogo:
- O senhor pode ir até o modem verificar se as luzinhas estão acesas? - Modem? Mas o que tem o modem a ver? Não é no sinal do decodificador o problema? - O modem é um aparelhinho preto que deve estar perto do computador. - Eu SEI o que é um modem. Estou apenas dizendo que... - As luzes estão acesas?
Como belo idiota que sou, fui até o modem. Tudo normal. Estava prestes a informar isso quando ouço o atendente perguntar se a internet voltou a funcionar. Nenhum sentido. Como o nonsense não costuma fazer parte do cotidiano de grandes companhias, desconfiei. Passei a gritar "Alo!" e "Tá me ouvindo?" no aparelho, mas tudo que recebi como resposta foi um calmo "agora ligue o modem novamente". Não demorou muito para perceber que o cara simplesmente tinha me abandonado na ligação e estava atendendo outro cliente.
A situação chegou a tal ponto que o plano para o resto da tarde (enfrentar fila no banco) parecia quase agradável. Liguei novamente. Digitei o código novamente. Fui atendido novamente. A mulher pediu para informar o código novamente (que a essas alturas eu sabia dizer de trás pra frente). Expliquei a situação novamente. Ela disse que ia 'consultar o sistema' e pediu que eu aguardasse um pouco na linha.
Quando voltou, disse que hoje das 19:40 até as 24:40(sic) o Telecine Pipoca estaria liberado. Diante do meu silêncio de espanto/raiva absoluta, explicou que os canais seriam liberados de acordo com a programação - no dia 20, por exemplo, o Telecine Premium estaria aberto das 18:30 até não lembro que horas. Perguntei por que o anúncio não explicitava isso. Ela disse que não sabia. Perguntei como eu faria para adivinhar os horários, uma vez que não há absolutamente nada em nenhum canal de comunicação da NET que tenha essa informação. Ela se embananou e disse pra cuidar a programação, que "mais ou menos naquele horário", mas daí eu desliguei o telefone e não ouvi o resto da frase.
Se vocês subirem um pouco no post, perceberão que eu já tinha perguntado isso pra um atendente, que PRONTAMENTE disse que os canais seriam liberados o tempo todo, e não apenas por horários. Aliás, sou apenas eu ou a frase "Sinal aberto da Rede Telecine, de 15 a 24 de março" não traz nenhuma indicação a respeito dessa divisão do sinal por espaços de tempo? Porque ela tá ali, em caixa alta e fonte grande, bem destacada no folheto. Que, por sinal, chegou junto com a conta do mês, e isso só prova uma coisa: desgraça nunca vem sozinha.
Meu Nome Não é Johnny - 3/5 Tem lá seus momentos, e Selton Mello é um bom ator, mas perde ritmo no final e se acha mais inteligente do que realmente é (assim como a Globo).
O Suspeito (Rendition) - 3/5 A trama realmente interessante do filme muitas vezes acaba em segundo plano, dando lugar a um exercício de manipulação do espectador só pro diretor dizer que tem um final surpreendente. Deviam ler mais o Cataclisma.
Morte no Funeral (Death at a Funeral) - 5/5 Uma comédia inglesa de qualidade - ou seja, é pra morrer de rir (sinto muito, mas simplesmente não dava pra passar sem esse trocadilho).
Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country for Old Man) - 5/5 Inteligente, imprevisível, instigante, incrível. Anton Chigurh já pode pegar a camiseta número oito e jogar de titular no time dos melhores psicopatas do cinema(Hannibal Lecter veste a dez, só por curiosidade).
Os Indomáveis (3:10 to Yuma) - 4/5 Tiroteios, cavalos, bolas de feno rolando pelo quadro e Russel Crowe duelando psicologicamente com Christian Bale. Como se não bastasse, tem uma trilha espetacular que acerta em cheio no alvo.
Juno - 4/5 Após fria análise dos elementos cinematográficos da película, chega-se a uma conclusão: Juno é um excelente filme Sessão da Tarde fantasiado de independente. E acreditem, isso é um grande elogio.
Ligeiramente Grávidos (Knocked Up) - 3/5 É que nem ficar torto de bêbado e transar com uma guria: na hora é legal, mas no dia seguinte o cara já não lembra mais.
Antes de Partir (The Bucket List) - 4/5 Uma história batida, convencional e sem surpresa nenhuma. Mas Jack Nicholson e Morgan Freeman tem carisma suficiente para transformá-la em uma aventura cativante e emocionante.
Na Natureza Selvagem (Into the Wild) - 5/5 Se a ausência dessa produção na lista de indicados ao Oscar de melhor filme já era uma estupidez, não lançar a película nos cinemas portoalegrenses enquanto Espartalhões ganhou salas é uma falta de noção homérica. Por essas e outras que o guri do filme resolveu viver no Alaska (e só me resta imaginar as espetaculares paisagens aparecendo na telona...).
Stardust - 3/5 Um filme de fantasia que funciona bem dentro de suas ambições (sem a megalomania que tomou conta de Crônicas de Nárnia e A Bússola de Ouro). Bons efeitos, diálogos legais, história divertida... faz tudo que se propõe a fazer. Eu pagaria uma cerveja para Stardust.
1408 - 3/5 A história é bacana, ainda que dentro das estruturas convencionais, e John Cusack é um excelente ator - mas, em termos de Stephen King, não chega a um quarto de O Iluminado.
Hoje é a estréia oficial do Hulu, site de vídeos elaborado pela News Corp. e pela NBC Universal que pretende bater o Youtube e o iTunes, ambos projetos bem-sucedidos de oferta de conteúdo multimídia na internet. Pelo que pude ler a respeito, a idéia é oferecer conteúdo de graça, ganhando dinheiro com a publicidade. Ou seja, estão todos vendo que o modelo de gestão de negócios do Google tá dando certo, e agora resolveram aplicá-lo também.
Não é preciso ser um gênio para enxergar que conteúdo na internet é algo tão incontrolável quanto o uso de drogas: por maior que seja a fiscalização e a pressão dos grandes conglomerados de mídia, sempre haverá gente copiando e repassando conteúdo protegido. Sempre. Ou seja: já tá mais do que na hora de pensar num novo modelo de negócio, que reconheça essa nova realidade.
Na home do Hulu, um grande banner inicial oferece várias opções (só para ter uma idéia, as opções são: Welcome to Hulu > Os Simpsons - Dial N for Nerder > Top 10 NBA > Os Suspeitos (filme) > As 3 temporadas de Arrested Development > The Big Lebowsky > Estréia da série Canterbury's Law > Saturday Night Live. Tá bom ou quer mais?). Infelizmente ainda não dá pra assistir aqui, porque o serviço só está disponível para internautas dos Estados Unidos, mas a perspectiva é das melhores.
É bom ver que enquanto gravadoras esperneiam e tentam nadar contra a maré, peixes grandes da indústria do entretenimento estão adaptando-se e fazendo algo a respeito. Algo positivo. Que seja o primeiro de muitos serviços do gênero, e que chegue logo por aqui.
Acabo de abrir a Zero Hora. Caderno de esportes. Na capa, o anúncio de que o Inter teve o maior público do Gauchão. Não vi o jogo, mas sei que o colorado venceu sem dificuldades - então imaginei que a reportagem principal fosse a típica descrição do jogo, elogiando a torcida que compareceu em peso.
Na verdade, havia pelo menos três assuntos que poderiam ser abordados como manchete (e escrevo aqui no formato de títulos): O presente do Inter para as mulheres (o jogo foi no Dia da Mulher, e elas tinham acesso liberado); O maior sorriso do Gauchão (abordando o grande público e a felicidade dos toredores com a boa fase do time); e Vitória sem sustos (falando do jogo, um titulo bem comum e frequente).
No entanto, ao chegar à reportagem, sou obrigado a ler em letras garrafais e vermelhas PATO QUERIA VER. E metade do texto discorre sobre a conversa entre Pato com sei la quem pelo MSN, dizendo que ele queria ver o Beira-Rio lotado. Ah, o glorioso jornalismo esportivo...
Ao longo da uma hora e vinte minutos que fiquei na fila do Banrisul - algo não exatamente incomum -, me deu vontade de escrever um post falando sobre como um mp3 player muda a vida de uma pessoa: atividades antes chatas tornam-se bem mais suportáveis, viagens longas de ônibus ganham trilha sonora, e tem algo de cativante em caminhar no parque ouvindo Pink Floyd. Claro, ainda é um absurdo ficar oitenta minutos em uma fila, mas pelo menos o sujeito tem a companhia de Neil Young, Bruce Springsteen, Eddie Vedder, Noel Gallagher, entre outros.
Só que isso tudo foi pro saco quando a mulher do caixa não me deixou pagar algumas contas com cheque - e o fato de eu ter pagado exatamente os mesmos papéis com cheque no mês passado não amoleceu ela. Não sei se mudou alguma coisa de lá pra cá, ou sempre foi assim e eu dei sorte todas as outras vezes que fui quitar tais débitos. A questão é que fui privado de uma hora e vinte minutos da minha vida em vão. E, ao contrário do que pensam os bancados banqueiros, deixar a televisão ligada na Globo não facilita a jornada.
Como dois boletos precisavam ser pagos hoje, me preparei para sacar dinheiro e ouvir mais cinquenta minutos de música do mp3 (no mínimo), mas em uma rara benevolência do destino as circunstâncias permitiram a utilização do caixa eletrônico para a quitação de ambos. Só me deu pena de não poder chegar novamente no caixa, apontar a placa que diz Tempo Máximo na fila: 15 minutos (dias normais), 20 minutos (vésperas de feriados e dias de pagamento) e perguntar se aquilo era pra tirar sarro dos clientes. Porque eu não achei muita graça. E olha que tenho um mp3 player.
No site do Senado Federal, desde o começo da semana passada, está disponível a consulta de verba indenizatória dos senadores a cada mês. Bela proposta, torna a coisa toda mais transparente e - teoricamente - menos sujeita a falcatruas. Que se conste: cada senador tem direito a R$15 mil de verba indenizatória mensal.
Na minha visita ao sistema, encontrei o valores abaixo e achei interesante colocar essa imagem pra vocês. É a prestação de contas do senador Cristóvam Buarque, candidato a presidência da República nas últimas eleições.
Vocês não acham incrível que o valor da "Divulgação da atividade parlamentar" feche BEEEEEEM certinho os R$15 mil aos quais ele tem direito? Enfim, tirem suas próprias conclusões.
Quando eu finalmente tive a oportunidade de assistir O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford, em uma cópia pirata (já que a distribuidora fez questão de não lançar o filme nas salas de Porto Alegre), chegou às minhas mãos também o livro no qual o filme foi baseado. E aí fiquei na dúvida: será que primeiro vejo a película ou leio o livro? Afinal, todos sabem que o livro é sempre melhor do que o filme, certo?
Ou talvez a coisa não seja exatamente assim. Filmes e livros são duas coisas absolutamente diferentes, com objetivos e aproveitamento da história distintos. Comparar ambos é o mesmo que comparar seleções de diferentes épocas, dizendo que uma venceria a outra quando é impossível provar. Talvez no máximo possamos dizer que o filme é ruim e o livro é bom, e vice-versa.
Vamos a exemplos. Considero Clube da Luta, o filme, tão intenso e questionador quanto sua versão literária. É uma adaptação 'fiel'? É, pois mantém as estruturas principais da história, restringindo e alterando elementos que não funcionariam em uma narrativa cinematográfica. A mesma coisa com O Senhor dos Anéis: retirar da trilogia fílmica o capítulo conhecido como Expurgo do Condado foi uma decisão acertada, pois a sequência iria enfraquecer o clímax (a batalha contra Sauron) ao adiar o final desnecessariamente. Os puristas reclamam, claro, mas a produção se beneficia.
Essas duas obras, entretanto, primeiro eu assisti na telona, e só depois fui atrás dos manuscritos - minha simpatia pelos filmes pode ter feito a diferença na hora da análise. Se eu pegar então O Guia do Mochileiro das Galáxias a afirmação 'o livro é melhor' faz sentido. Só que é melhor não porque precisa obedecer à máxima de que os livros são melhores, e sim porque a película falha em alguns aspectos (perde ritmo na sequência do 'espirro', por exemplo). Outras produções como O Diabo Veste Prada mantém na narrativa cinematográfica a mesma qualidade da narrativa literária, mudando algumas coisas e deixando o essencial. Já Código Da Vinci não funciona como filme simplesmente porque o roteirista tentou transferir a história, ao invés de adaptá-la - a obra tenta explicar com o máximo de texto aquilo que devia deixar a cargo das imagens, e por isso torna-se chata e irritante em determinados momentos.
Não quero com esse post dizer que assistir ao filme substitui a leitura, não é isso. São apenas experiências diferentes, e por isso, talvez, compará-las seja ignorar os aspectos diferentes que agregam à mesma história. Não sei ao certo. Vou acabar de ler O Assassinato de Jesse James e depois chego a uma conclusão mais definitiva.
Entre os maiores mistérios da história da humanidade, junto com o triângulo das bermudas e o "não sei" que as mulheres dizem quando são abordadas romanticamente, está o funcionamento das eleições estadunidenses. No entanto, para fins de conhecimento, reproduzo abaixo o resultado das primárias democratas - entre Hillary e Osama Obama - nos principais estados do país:
Califórnia Obama teve 200 votos a mais. Hillary pediu recontagem, mas todos os ábacos já haviam sido guardados.
Florida Hillary teve 100 votos a mais, mas perdeu.
Massachusetts Empate técnico entre os dois - Hillary venceu no Gol de Ouro.
Nova Iorque Os Knicks venceram por 89 a 87 e sagraram-se campeões. Na festa de comemoração, Obama foi visto cheirando cocaína e fumando maconha ao mesmo tempo.
Texas Hillary teve 200 votos a mais. Obama também teve 200 votos a mais.
Washington Marcou sete gols pelo Fluminense e é um dos artilheiros do Carioca.
Uma das poucas unanimidades conhecidas é a de que este mundo é completamente pirado. Absolutamente sem noção. E isso fica claro quando se visita páginas de notícias populares, onde as reportagens atingem níveis de absurdo maiores do que os jogos narrados pelo Galvão Bueno. Portanto, fiz um apanhado rápido das manchetes mais legais e divertidas que achei nesses sites, aquelas que de tão idiotas chegam a ser engraçadas. Ou seja, este post é a prova irrefutável de que o planeta Terra não tem noção do ridículo.