Mantenha seus olhos na estrada e suas mãos no volante Mantenha seus olhos na estrada e suas mãos no volante Estamos indo para a pousada E vamos nos divertir muito
Atrás da pousada existem alguns bangalôs Atrás da pousada existem alguns bangalôs E isso é para as pessoas Que gostam de se esbaldar
No primeiro semestre a gente teve aula de lingüística. Houve um debate sobre os estrangeirismos, diziam que a gente não pode permitir ser dominado por outro país através da língua, devemos criar nossos próprios termos para assegurar a soberania.
Alguns povos acharam uma solução. Um exemplo clássico: nos países hispânicos chamam o mouse de ratón. Isso é fugir da dominação? É renegar o estrangeirismo? Ou é pura birra? Porque é que ao invés de simplesmente traduzir o termo, não se cria uma palavra original? De um jeito ou de outro se cai na armadilha. Da mesma forma a influência é exercida. Essa pseudo-rebeldia não surte o menor efeito. Esse tipo de resistência não serve pra mim.
Quando digo influência, tenho claro que é um conceito diferente de dominação. Necessitamos de termos novos para novos entes. A absorção de termos estrangeiros nada mais é do que a adaptação a novos universos, é assim que a língua evolui. E eu prefiro o termo usado no país de origem do que uma tentativa desengonçada de nacionalismo.
um grande protesto a esse blog.... tinha escrito o meu melhor texto em 4 anos....4 anos!!!!!!!! e abosta perdeu na hora que eu ia salvar rascunho pra postar.....escrevi tudinho aki online....só me resta protesto... desanimei muito
O André deu a idéia de uma série com este nome num comentário do post que eu publiquei sobre a camisa da Argentina. Exemplos não faltariam.
Na reportagem sobre o Dalai Lama no fantástico eles mostraram o monastério, onde mais de 100 alunos agrupados em duplas faziam exercicios de meditação. No plano fechado em uma das duplas, um monge fez um movimento que abriu uma fresta em sua túnica por onde se pode ler LAKERS em roxo, escrito numa camiseta amarela.
Talvez não seja a forma mais racional de encarar o problema (provavelmente não é), mas não consigo desvincular uma coisa da outra. Quando o Gerald Thomas diz que a Varig é a cara do Brasil, eu concordo.
"depois do 11 de Setembro, a indústria aérea no mundo inteiro pegou a gripe aviária. Até a Swissair acabou. A que voa hoje se chama simplesmente Swiss, e foi comprada por uma Lufthansa pesadamente subsidiada com dinheiro da Bundesrepublik Deutschland. Ah, sim. Disse que sem a ajuda de injeção de libras esterlinas e um enorme subsídio da British Petroleum, a British Airways não estaria hoje voando com a dignidade que está."
Esse é o liberalismo que a Veja prega quando diz que o governo não deve ajudar a Varig?
Baixei o demo do jogo "Fifa World Cup 2006", que dá a oportunidade de jogar com quatro seleções: Inglaterra, Alemanha, México e E.U.A. A partida em si é do caralho: lançamentos, trivelas, peixinhos... tudo com uma ótima jogabilidade. Mas duas coisas me chamaram a atenção acima de tudo:
1 - Os flashes dos fotógrafos quando algum lance de perigo está acontecendo;
2 - A garrafinha que fica ao lado da goleira;
Sim, o jogo está tão "real" que os caras se preocuparam até com uma maldita de uma garrafa de água - e não duvido que ela caia quando a bola bate naquele lado. Nem que o goleiro pegue ela, tome um gole e ponha de volta no lugar.
Baseado nisso, fiz uma pequena lista das coisas que devem aparecer no "Fifa Soccer 2007". Entre elas:
- Treinadores gesticulando desesperadamente na área técnica (essa até ia ser legal).
- Jogador fazendo gestos racistas ao ser expulso
- Torcida atirando pedras no campo;
- Torcida atirando carrinhos de pipoca no campo;
- Modo Adventure: ao invés de controlar determinado time, o jogador controla um dos torcedores de alguma esquadra, tendo como objetivo invadir o campo e se atirar na goleira;
- Bandeirinhas femininas gostosas (com os devidos assobios);
- Juiz tomando bolada;
- Dida falhando nas bolas fáceis e defendendo apenas pênaltis;
- Na hora do cruzamento, há uma barra de energia que controla a força. Quando o jogadore estiver controlando o Cafu, vão aparecer apenas duas opções: ou muito fraco ou muito forte;
- A mesma coisa com Roberto Carlos e seus chutes: as duas únicas opções que vão aparecer serão "Muito forte" e "ainda mais forte" - inclusive na hora que o jogador for passar a bola;
- Pancadarias generalizadas no meio do jogo;
- Modo Adventure 2: ao invés de controlar determinado time, o jogador controla um dos torcedores de alguma esquadra, tendo como objetivo chegar vivo em casa ao final do jogo;
- Modo Multiplayer: ao invés de controlar determinado time, cada jogador controla um torcedor, tendo como objetivo EVITAR que os outros chegem vivos em casa ao final do jogo;
- Modo Ronaldinho: jogar sem as leis da física, química, geografia, matemática e português, onde o mais absurdo dos lances vai ser plausível e em direção ao gol.
Em tempo: a EA lançou dois jogos da fifa em 2006, este "World Cup" e o tradicional "Fifa Soccer". Descobri que, no primeiro, só se pode jogar com seleções e disputar a Copa do Mundo. E, no "Fifa Soccer", pode-se jogar QUALQUER campeonato do mundo, e até mesmo montar o seu próprio torneio - desde que não inclua, é claro, seleções.
Frase de uma reportagem do Fantástico sobre o piloto Bruno Senna, sobrinho de Ayrton. O guri corria de kart com o tio, mas depois da curva Tamburello ele parou de usar qualquer coisa que lembrasse velocidade, voltando a competir só alguns anos depois. A frase foi a seguinte:
"Aos 10 anos, o sonho de Bruno estava congelado. Congelado, mas vivo."
É impressionante como um show do Pink Floyd denominado P.U.L.S.E, de 94, faz os shows atuais dos Stones e U2 parecerem pequenos.
Depois que um AVIÃO sai do fundo do ginásio e EXPLODE ao lado do palco um pouco antes de Time, a gente acha que já viu tudo o que podiam fazer.
Mas o show não termina com Time. Termina com Run Like Hell. E não dá pra explicar o que acontece em Run Like Hell, tem que ver com os próprios olhos. Aliás, eu vi com meus olhos e mal acredito.
Em termos de tamanho, produção, luz e imagens, o P.U.L.S.E é a soma dos shows do U2 e Stones. Elevada à décima potência.
De todas as músicas que você conhece, quais são as 10 mais fáceis de reconhecer logo de cara? Vasculhando minhas músicas tive a idéia de montar meu próprio Top10 "Músicas com os 3 segundos iniciais mais facilmente identificáveis que eu conheço". São elas:
Posso colocar o gabarito nos comentários, mas acredito que não vá ser preciso, afinal, são todas muito facilmente identificáveis. Como seriam as listas de vocês?
Há quem diga que é um erro privatizar, dando exemplos como a Vale do Rio Doce que se pagou em um ano. Mas há também quem defenda que podia se fazer muito mais, como no caso da telefonia celular, que teve um avanço absurdo, o qual seria impossível de alcançar se dependesse de verbas estatais, como no início da tecnologia no país, nos anos 90.
Para começo de conversa, eu acho que as privatizações deveriam ser feitas de modo pensado, na real, já que é público, deveríamos ter plebiscitos para defini-las. Podiam pedir nossa opinião para assuntos sérios também, só pra variar um pouco.
Mas para mim o mais desastroso dos casos foi a venda das rodovias. Como pode tanto abuso? Dizem que está no contrato que a cobrança de pedágio é legal, e que o governo não pode fazer nada para barrá-los. Mas está na legislação também que as rodovias devem ser conservadas, e que as concessionárias são obrigadas a oferecer uma via alternativa paralela em bom estado. Só que é raro que mesmo a via principal esteja num estado regular que seja. Mas os pedágios seguem subindo... e agora se paga na ida e na volta!
Só para se ter uma idéia, há 7 anos, quando voltei pra Porto Alegre, eu pagava R$2,40 pra ir pro sítio nos finais de semana. Hoje custa R$10,20 o mesmo trajeto. E o acostamento não recebeu sequer uma demão de tinta nesse período. A única melhoria no trecho que eu costumo utilizar foi a implantação de um radar controlador de velocidade.
Outra cláusula ignorada é a distancia entre as praças, que deve ser de no mínimo 30km. No caminho para a região sul do estado tem pedágio com menos de 10 km um do outro. A desculpa: “é o trecho de concessão de outra empresa.” Quer dizer, cada uma cobra na fronteira com a outra, como se fossem paradas alfandegárias de países diferentes.
Caramba, é o mesmo país! O país é nosso! As estradas são nossas!
Estou indignado.
PS.: antes de entregar as estradas para as empresas, os governos tiveram que gastar reformando cada uma delas. Afinal, quem é que vai querer comprar uma estrada toda esburacada?
Uma mulher que ganhou a vida mostrando a bunda e incentivando outras meninas a fazer o mesmo agora pede respeito porque se separou de um pagodeiro chamado "Xanddy".
Alguém sabe dizer onde é o fundo do poço? Porque acho que ele já passou há horas...
Um pouquinho de Luis Fernando Veríssimo... como sempre excelente.
Papai, o que é Páscoa? -Ora, Páscoa é... bem... é uma festa religiosa! -Igual ao Natal? -É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição. -Ressurreição? -É, ressurreição. Marta, vem cá! -Sim? -Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal. -Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu? -Mais ou menos... Mamãe, Jesus era um coelho? -O que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola ? Deus me perdoe ! Amanhã mesmo vou matricular esse moleque no catecismo! -Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus? -É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. -O Espírito Santo também é Deus? -É sim. -E Minas Gerais? -Sacrilégio!!! -É por isso que a ilha de Trindade fica perto do Espírito Santo? -Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas se você perguntar no catecismo a professora explica tudinho! -Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa? -Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos. -Coelho bota ovo? -Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais ! -Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa? -Era... era melhor,sim... ou então urubu. -Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? -Que dia ele morreu? -Isso eu sei: na Sexta-feira Santa. -Que dia e que mês? -(???) -Sabe que eu nunca pensei nisso ? Eu só aprendi que ele morreu na Sexta-feira Santa e ressucitou três dias depois, no Sábado de Aleluia. -Um dia depois! -Não três dias depois. -Então morreu na Quarta-feira. -Não, morreu na Sexta-feira Santa... ou terá sido na Quarta-feira de Cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na Sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois! Como? Pergunte à sua professora de catecismo! -Papai, porque amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua? -É que hoje é Sabado de Aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus. -O Judas traiu Jesus no Sábado? -Claro que não! Se Jesus morreu na Sexta!!! -Então por que eles não malham o Judas no dia certo? -Ui... -Papai, qual era o sobrenome de Jesus? -Cristo. Jesus Cristo. -Só? -Que eu saiba sim, por quê? -Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha? -Ai coitada! -Coitada de quem? -Da sua professora de catecismo!
A gente ja deve estar enchendo os nossos leitores, mas com a proximidade da Copa aliada a paixao frenética que a maioria de nós nutre pelo ludo pédico, me vejo sem alternativas. Navegando pela sessão de um site regional sobre o esporte bretão, me deparei com fatos que vale a pena serem compartilhados. O primeiro vai para que ainda ousava duvidar da grandeza e tradição do tricolor de Porto Alegre! O segundo é para provar que o André não está só. E de lambuja, só a título de curiosidade...
Que o mundo é cheio de pessoas loucas, todos sabemos. Mas volta e meia tropeçamos em uma que não apenas é louca como põe no chinelo todas as pessoas "normais".
O Sport Club Corinthians Paulista deveria ter comparecido ao Olímpico Monumental (Av. Azenha, Porto Alegre) no domingo de Páscoa (16/04), para um match contra o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Apesar da torcida paulista ter se apresentado no devido local, os jogadores alvinegros simplesmente não entraram em campo, o que disseminou uma onda de boatos e teorias.
O único membro da delegação corintiana presente, o árbitro Sr.Álvaro Azeredo Quelhas, não forneceu maiores informações sobre a ausência do time. O Grêmio lidera atualmente a tabela do Campeonato Brasileiro 2006.
Ganhei de aniversário uma camisa da seleção argentina, comprada no Brasil, fabricada na Tailândia por uma empresa alemã. Isso sintetiza tudo, mais sobre o tema nos comentários.
Semana passada o assunto "campeão gaúcho 2006" rendeu aqui no blog. E é fácil prever mais rodadas futebolísticas nas próximas semanas, com o Brasileirão que começou hoje e a Copa do Mundo, que tem início daqui exatos 54 dias. Pois então, eu procurava um "assunto gancho" pra testar um video do You Tube (a maior maravilha da internet nos últimos 1 ano) direto no layout do blog. E encontrei. Espero que funcione - e que gostem.
Ainda bem que os Lenzi Brothers fazem um som próprio, um rockzão bem calcado nas raízes do Blues. Original sem ter que parecer original, novo sem parecer estranho. E, o melhor, sem nenhum rótulo anexado. A banda de Santa Catarina - que canta em bom português - simplesmente reúne talento, competência e boas idéias.
Todas as músicas são ótimas, mas os destaques vão para "Quem Sou" e "Grilo Verde", canções que dariam novo ânimo ao "mainstream musical" brasileiro. É uma pena que outras tão boas quanto, como "Voar Longe" e "Siga a Vida", tenham uma gravação um pouco precária, mas ainda assim empolgam.
Banda que descobri por acaso, e não podia ficar mais satisfeito. Nada desses "rock vintage" que se vê por aí. O que os Lenzi Brothers fazem pode ser classificado somente como "Música". E boa.
Escolheram o padrão de TV digital japonês para o Brasil. Um modelo que só é usado no Japão, ao contrário do modelo Europeu, que já é usado em um número bem maior de países (fico devendo o número pra vocês).
O Brasil se isola tecnológica e culturalmente, já que o material produzido para um modelo não é compatível com o outro.
É, não deu: a TV vai continuar exatamente igual ao que ela é hoje.
Já estou usando o Ubuntu (uma distribuição de Linux) há mais ou menos 3 meses, tanto na procergs quanto em casa.
Antes, uma explicação: o Linux é o "kernel"; digamos que ele é o que faz a máquina funcionar. Depois dele, vêm as interfaces: as duas mais famosas são Gnome e KDE. Num terceiro nível, vêm as distribuições: Debian, Ubuntu, Red Hat, Mandriva, SuSe, etc. Cada distro (como são chamadas) tem seu pacote de programas, suas características e sua legião de fãs bem específicos.
Para situar vocês: estou usando o Ubuntu (distro) com a interface Gnome.
Todas as minhas impressões ainda são meio desordenadas, então vou colocá-las em tópicos pra me fazer entender melhor:
- O Gnome tem uma cara bem diferente do Windows, e isso é encantador pra quem sempre mexeu SÓ com o SO da Microsoft. Extremamente intuitivo, é super fácil pra quem está começando.
- Pacote de programas bem completo: vem navegador internet (Firefox), cliente de email (Evolution), pacote Office (OpenOffice), mensagem instantânea (Gaim), editor de imagens à la Photoshop (Gimp, bem bom), gerenciador de downloads, mIRC, etc. Achou incompleto? Então entre no Synaptic (o gerenciador de pacotes) e encontre o que está faltando. Eu baixei através dele o Thunderbird, o PDF Reader, o Skype (com alguns problemas) e o Nicotine (pra baixar mp3), entre outros. Tudo muito fácil, tudo de graça.
- O tal Synaptic também faz uma varredura nos teus programas periodicamente e te avisa se tem alguma atualização. TODOS OS UPGRADES SÃO CENTRALIZADOS NELE, o que é uma baita mão na roda.
- Deu algum problema? É só buscar ajuda nos diversos fóruns que tem na internet. Numa busca de menos de 5 min tu encontra a solução, e ainda aprende um pouco mais sobre o sistema.
- É importante ter banda larga: se resolver instalar a versão 5.10 (outubro de 2005), já são 6 meses de atualizações q o pc precisa. Mas vale a pena: as atualizações deixam o Ubuntu muito mais estável e tranquilo de usar.
Putz, eu tenho um monte de coisa mais pra escrever, mas esse texto vai ficar enorme e eu tenho certeza q poucos lerão tudo. Então assim: se ficaram curiosos, me procurem que eu explico mais e - dependendo do caso - vou em casa instalar. Já viu que barbada?
Me lembro no outro blog de um post do André que falava sobre como nós mudávamos a personalidade quando escrevemos, ou coisa assim. Ao me citar, ele disse que de vez em quando não parecia que era eu que estava postando, que os textos estavam muito sérios, ou pelo menos se propunham a ser. Resolvi escrever mais um desses textos e oficializar uma classificação a eles dando nome a essa serie.
Antes, um parêntese sobre as series do L’aMafia/atual Cataclisma 14, comentei sábado com o Leandro que as séries não decolavam. Acho que descobri o motivo: a propriedade das series. Os integrantes se acanham de continuar as séries uns dos outros. Proponho a todos que considerem as series daqui para frente como elementos comuns; caiu no blog é nosso. Todos podem desenvolver as series mesmo que elas sejam desviadas do sentido original pensado pelo autor, dando liberdade às series e aos parceiros de blog.
O meu primeiro Rompante de Seriedade está – e só poderia estar – contagiado pelas cadeiras que estou cursando às segundas e quartas lá no Vale. Vou falar de política. Mais especificamente, do sistema eleitoral que temos no país.
PUTA QUE O PARIU! Acho que o interesse da maioria acabou aqui. Mesmo assim eu vou continuar...
Há pouco, tivemos na lista de e-mail da faculdade uma discussão sobre o voto nulo e o voto em branco. Me reservei o direito de participar do assunto apenas no caráter informativo, sem expor tanto minhas opiniões, o que estou a fim de fazer agora. Na ocasião coloquei a explicação do voto proporcional, que rege as eleições legislativas. Pra mim este é o segundo maior defeito de todos !!!***
Mas é claro que ele não sai de cena, pois não é conveniente mudar o cenário do poder nacional. Com o voto proporcional, os eleitores votam no partido, votando no candidato, e sem saber que está votando no partido, ficou claro? Pois é... Isso perpetua os políticos em seus cargos. Quem nunca reparou que nos livros de história recente do Brasil, especialmente no período final da ditadura, constam os mesmos nomes que estão nos jornais de hoje em dia?
O voto proporcional dá espaço para aberrações como um político de um partido bastante votado ser eleito apenas com os votos de seus brothers e familiares (companheiros do Enéias, no PRONA/SP), ou um político de um partido pequeno (Julio Flores, PSTU/RS) ficar entre os 10 mais votados e não se eleger. Ora, independentemente de inclinações políticas, acho que justo seria: teve mais voto, entra. E foda-se o Partido. Até porque os políticos já não dão mais bola para os partidos mesmo. Vide Garotinho, ex-candidato a presidente do PSB, atual candidato a presidente do PMDB.
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Um tema que está bastante em alta é a verticalização das alianças. Quem se junta na chapa da presidência não pode competir nos estados. Cara, esta é a melhor coisa que pensaram ultimamente. É tão óbvio que parece que sempre foi assim. Mas há quem defenda a liberdade em cada região, pois as necessidades são diferentes em cada lugar. Porra! Se são diferentes no mesmo partido, então não são do mesmo partido, que se funde outro! Mas não me venha dizer que fulano é bom pra presidente se seus amigos não prestam pra governar meu estado! Afinal, Alguém – alguém muito acima de toda essa discussão – disse: - Diga-me com quem andas, que eu te direi quem és.
Bacana o texto da Veja sobre o filme "V de Vingança". O cara passa o primeiro parágrafo dizendo que o filme é besta e idiota. Depois, faz uma defesa do capitalismo(?) até o final, sem nunca tocar em qualquer aspecto fílmico - a não ser pra criticar os envolvidos pela mensagem "subversiva", que de acordo com a revista pode levar as pessoas a explodirem coisas.
Como ainda não vi a película, não vou entrar no mérito dos filmes "perigosos" (Clube da Luta, Assassinos por Natureza, etc...). E sim, eu sei que a Veja é totalmente partidária. Não comentei sobre isso aqui porque fiquei surpreso, só sei lá, achei engraçado.
De qualquer jeito, o título "B de Bobagem" não poderia ser pior. Faltou só a bateria pra fazer o "tum dum dum...."
Ingresso para o GREnal: R$ 50,00 Manto Sagrado: R$ 139,00 Bandeira sagrada, tamanho gigante: R$ 109,00 (Folha salarial do Imortal: R$ 600 mil)
Ver o Beira-Rio reformado por R$ 10 milhões, tomado por 50 mil colorados cabisbaixos com seu time, de R$ 1,5 milhões mensais, por perder o Gauchão para o campeão da Serie B...
(desculpem-me a expressão) Puta que pariu.. não tem preço!!
Hoje tive que ouvir muitos colorados falando muitas merdas, uma atrás da outra. Uma delas é que o Grêmio já foi CAMPEÃO DO MUNDO e agora tá comemorando o "ruralito" como se fosse o maior título de todos.
É verdade, já fomos campeões do mundo. Mas só gostaria de propor uma comparação:
ÚLTIMO TÍTULO GAÚCHO Grêmio - 2006 Inter - 2005
ÚLTIMO TÍTULO NACIONAL Grêmio - Série B (2005) / Copa do Brasil (2001) Inter - Copa do Brasil (1992)
ÚLTIMO TÍTULO CONTINENTAL Grêmio - Libertadores (1995) Inter - Torneio Mercosul ?!?! (1996)
ÚLTIMO TÍTULO MUNDIAL Grêmio - Mundial Interclubes (1983) Inter - ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!!?!? (?!?!!?!?!?!?)
Por favor, colorados, não me venham falar de títulos. Até porque os únicos títulos "significativos" do Inter nos últimos anos foram 4 CAMPEONATOS GAÚCHOS. Agora que ganhamos o gauchão, em 2006 vocês vão ficar sem nada...
"Comemorando segunda divisão?! Vocês deacíram, hein?" "O Grêmio é um time que vive de passado." "Somos os campeões morais do campeonato brasileiro." "Pra quem já foi campeão do mundo, vocês estão se contentando com pouco."
Praticamente todos os colorados com quem eu falo desde o ano passado me disseram alguma das frases acima.
Podem falar o que quiserem, mas a verdade é que o IMORTAL TRICOLOR não foi apenas campeão moral nem da Série B do Brasileiro, nem do Gaúchão, mas fomos também campeões de FATO, levantamos a taça e pudemos grita a plenos pulmões "é campeão! é campeão!". Pudemos ter alegrias verdadeiras, pudemos experimentar o doce da conquista concreta.
Se torna mais doce ainda quando pensamos que no GRE-NAU o título foi conquistado aos 60min do segundo tempo, praticamente sem esperanças, e que no GRE-NAL foi conquistado NO CHIQUEIRÃO, CONTRA OS DITOS DIAMANTES, DIANTE DE 45 MIL MACACOS que não tinham a menor dúvida de que seriam campeões. Uma alegria sem tamanho.
Não posso falar do futuro, mas espero que esse seja o sinal da subida do meu Tricolor Imortal rumo ao topo novamente. O Grêmio é - e sempre foi - um time de superação, de garra, de paixão. Mais uma vez provou isso.
Apenas nessa segunda-feira já ouvi umas 10x essa frase abaixo - também de colorados:
"O Gaúchão é o de menos, estamos preocupados com a Libertadores."
Resta saber até quando.
Saudações tricolores.
PS: CADÊ O INTER?????? CADÊ O SÃO PAULO?????? HAHAHAHAAHAH, APRENDAM DO QUE UM TIME DE VERDADE É FEITO!!!
O s.c. municipal, o favorito - falava-se até em goleada -, uma vez subjugado tentou CAVAR uma vitória de todas as formas possíveis. Reclamava falta, penalti, impedimento. Foi dominado, e a perspectiva de perder o jogo levou o atual vice-campeão brasileiro ao desespero.
O Grêmio foi sólido, consciente, inteligente. Não se desesperou mesmo quando em desvantagem. Teve raça, qualidade e, principalmente, ATITUDE. Jogou objetivamente, sem apelar para reclamações infundadas e desculpas infantis. Foi a diferença entre um time grande e um pequeno. Os dois estão na mesma cidade, mas há um oceano de distancia entre eles.
"...Pode ir preparando aquele feijão preto eu tô voltando...
põe meia dúzia de Brahma pra gelar...
manda a criançada pra casa da vó...
eu tô voltando...
põe pra tocar aquele som...
põe a camisola nova...
troca a roupa de cama...
dá folga pra empregada...
eu tô voltando...
faz um cabelo bonito pra eu olhar,que eu só quero é mesmo despentear...
pode se perfumar...
porque eu tô voltando..."
5 de agosto de 2005. 8 meses e 3 dias. Essa é a data da última vez que eu publiquei alguma coisa na internet. Era o post sobre pragmática, aquele da ”esquina dos traveco.”. De lá pra cá tanta coisa aconteceu. Fatos que dariam o melhor post de todos os tempos cada um deles; posts emocionados, posts indignados, posts hilários, enfim. Praticamente todos nós temos um novo emprego – e literalmente todos nós temos um novo blog. Eu fui a São Paulo rever velhos amigos – e outros de nós foram a São Paulo conhecer velhos ídolos. O Grêmio nasceu de novo – e eu e o Rafael também. A maioria das pessoas conheceu Roberto Jéferson – e a maioria já esqueceu dele. Um bando assaltou o Banco Central – e seus familiares vêm sendo sistematicamente seqüestrados, como forma de redistribuição de renda. Eu parei de escrever, mas a vida não parou. E agora, finalmente com um layout decente de um blog que promete, com certeza pretendo voltar com tudo.
Cansado de esperar pelo dia 2 de maio, baixei o novo disco do Pearl Jam. Antes que alguém me chame de pirata, corrupto, ladrão ou colorado, devo lembrá-los que quando for lançado vou comprar o álbum oficial. E se vier com dvd junto eu compro o dvd também. E se tiver capa alternativa, selo da banda, ovo de páscoa, eu compro tudo.
No mais, espero colocar um faixa-a-faixa aqui até terça-feira, pois tive tempo de escutar poucas músicas. Mas já vou avisando: preparem-se pra chorar ouvindo Gone.
Eu sei que esse post pode me deixar mal com algumas pessoas, e sei ainda que muita gente que visita o Cataclisma14 gosta desses caras. Mas por favor, leiam isso.
Gostaria que (1) todos lessem até o final e (2) esquecessem os preconceitos quanto ao linguajar (absolutamente bagaceiro e tosco em vários momentos) e se concentrassem na essência. Talvez eu tenha estragado a surpresa no título, talvez o texto nem seja tão bom quanto eu achei. Mas - além do (impagável) final - quase me matei rindo quando li:
"Ia ser fácil achar essa garota no meio da multidão. Ela se veste de uma maneira estilosa, diferente, bem individual: sandália de dedo, saia indiana, camiseta de alça, uma bolsa a tiracolo e o mais interessante: um óculos retangular, de armação escura e grossa, engraçado até! Depois de uns mil "Desculpe, achei que você fosse uma amiga minha", finalmente encontrei Tainá e seu grupo de amigos. Cacete, isso sim é que é moda! Parecia uniforme de escola!"
Se esse texto vai parar na Fabico, me queimam vivo no jardim de inverno.
Da série Os prós e contras de trabalhar em uma agência com abundância de mulheres:
Estava eu concentrado no trabalho - como sempre, aliás - quando ouço um grito supersônico do banheiro. Uma das gurias sai do recinto em Mach 3, com "PANICO" escrito no rosto:
- André! André! André, ali no banheiro!!
- Calma, que foi?
- Ali no banheiro!! Era horrível, quase me atacou!!!
- O que? O que era? Um rato? Uma morsa?
- Não, era... tá ali, tá ali!! Tá vendo? Tá ali a LAGARTIXA!!!!!!
E ela saiu correndo em direção à sala. A guria, não a lartixa.
Tirado do site do Terra. O negrito é por minha conta:
" O empate do Lyon veio com Diarra, que aproveitou saída em falso de Dida, aos 31min, e tocou de cabeça para o gol vazio."
Cada vez mais frequente. Mas é o goleiro titular da melhor seleção do mundo, né. Incontestável.
Detalhe: o empate dava a classifcação ao Lyon. Que os torcedores do Milan agradeçam aos céus por terem no time Inzaghi e Schevchenko. Acabou 3 a 1 pro time de Milão.
É meio bizarro ter a atenção presa pelo excelente Cidade de Deus para, apenas alguns segundos depois, assistir ao comercial da Claro com os diferentes planos de telefone para os diferentes estilos (cool, familiar, etc...).
Ah, e é um comercial que tem "comentários" de Adriane Galisteu. Senti como se o mundo tivesse virado do avesso.
Semana passada (quarta, quinta e sexta) participei de um seminário sobre Porto Alegre, no StudioClio. O último dia teve como "palestrante" (na real, eram bate-papos) o Luis Augusto Fischer, que escreveu o já famoso (e ótimo) Dicionário de Porto Alegrês.
Durante toda a palestra, foi engraçado relembrar expressões que só se usam aqui, como abrigo (agasalho pro resto do Brasil), goleira (gol), atacar no gol (defender), sinaleira (semáforo), cordão da calçada (sarjeta?!) e muitas outras.
Quando saí do StudioClio, tinha um saco plástico da padaria do Zaffari no chão, perto do cordão da calçada. E nele estava escrito Pão Francês.
Genericamente falando é bem simples: lá em cima tem uma imagem, lá embaixo outra e no meio um tripão de textos super bons, cuja leitura, inclusive, eu recomendo. No mais, há ajustes que serão feitos conforme chegarem sugestões e comentários, que, lembro, são bem-vindos e já esperados.
Quanto ao conceito, duas perguntas serviram de ponto de partida:
1) Como é o mundo nos segundos que antecedem um Cataclisma? 2) O que sobra dele após tal fenômeno?
Pesquisando soluções visuais na internet pude constatar dois fatos: enquanto uma parte dos sites desconhece o verdadeiro significado de um Cataclisma, a outra comete a heresia de associa-lo à catástrofes...
Assim como os responsáveis por este blog, eu também tenho noção de que Cataclisma é mais que uma vasta sucessão de tragédias avassaladoras, como crêem os hereges, e que sua representação visual jamais terá um grau de precisão confiável. Portanto, o conceito que pensei mistura montagem de fotos, combinação de cores e uso de símbolos clichês como dinamete e cenário completamente tomado por terrível devastação. Mas, obviamente, esta idéia não passa de uma bem-intencionada brincadeira.
Porque, como sabemos, Cataclisma é muito mais do que isto.