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Falta de Identidade
Bruno Forasteiro - 18 setembro 2012 - 12:59
O futebol brasileiro não é mais o melhor do mundo. E isso é mais velho e óbvio que os gols do Cesinha no Elifoot 98. Mas não é só nisso que eu vou ficar. Ele perdeu a sua identidade por culpa do seu treinador e uma mudança na escolha de suas peças. Eu explico:



Em 2006, o hoje técnico da Seleção Brasileira, "Primo" Menezes (porque eu já prefiro aos poucos afastar qualquer parentesco com esse cara hoje em dia) treinava o Grêmio num 4-4-2 com Lipatin no elenco, acreditem, e por motivos óbvios tinha que arranjar uma forma de parar o Inter na final do Gauchão, time que estava prestes a ganhar a libertadores e o mundial ali na frente. Foi ali, e BEM ALI (aos corinthianos de plantão), que ele inventou de usar 1 atacante só, com 5 jogadores no meio. Meses mais tarde a distribuição foi se delineando para 2 meia-atacantes bem abertos nas pontas, dois volantes que saíam para o jogo, nas meias, e um "volante-voltante", como sei lá quem anda dizendo por aí, centralizado.

Esse time, em 2007, chegou à final da libertadores com Diego Souza e Carlos Eduardo, de ponteiros, Tcheco e Lucas, de volantes que chegavam à frente, e o Gavillán, de volante mais recuado.

No Corínthians, pouco mais à frente, o treinador teve de readaptar o meio de campo, puxando mais pra frente o cara centralizado, aí sim usando um camisa 10, o Douglas, com os dois volantes que saem pro jogo atrás dele. Isso deu bem certo, considerando que o time podia treinar todos os dias e o único centroavante do time era o Gordo Fenômeno.

Esse "esqueminha" tem tudo a ver com o tal 4-2-3-1 que tantos falam ser o padrão na Europa. Eu confesso que não presto muita atenção no esquema dos times europeu, até porque ver o Barcelona jogar me enrola totalmente. Mas se, de fato, eles jogam assim, o "Primo" nada mais fez do que levar pra seleção um esquema mais europeu de jogar, correto?

Se você puxar na memória, o "Primo" chegou lá na CBF dizendo que iria jogar no 4-3-3, uma mentira deslavada que eu já percebi antes da primeira escalação. O esquema é o mesmo do Grêmio e do Corínthians, com os 5 no meio de campo. Tudo bem até aí. Agora é que começa o problema:

Já reparou que neste período pós Copa do Mundo a maioria dos jogadores convocados do meio pra frente jogavam no Brasil? E você já reparou que a imensa maioria dos times grandes do Brasil joga no 4-4-2? Você já reparou que o Santos, com Neymar, joga no 4-4-2, sendo o Neymar segundo atacante?

Óbvio que não dá pra comparar muito, mas no último jogo contra a China, naqueles 8x0, o Neymar fez 3 gols. O mesmo Neymar que joga quase nada na seleção, naquele jogo apareceu! Reparou quem era o centroavante do jogo? Pois é, não tinha, era só o Neymar... com o Hulk e o Lucas nas pontas...

Reparem que o esquema da nossa seleção não tem "liga" com os esquemas que os jogadores treinam, e o treinador parece não se tocar disso, fixando uma forma de jogar com cara mais européia, e isso sem contar as óbvias más convocações dele. E considerando que a safra fora do país não ajuda muito e há um apelo de vários lados para levar mais e mais jogadores que jogam aqui, a coisa não parece ter muita solução.

Nesta quarta-feira, vamos ver muito provavelmente um time com centroavante, com o Neymar jogando na ponta e, seguidamente, correndo pro ataque, fugindo do esquema do treinador e criando um buraco onde não deve. Acredito que a experiência do Luis Fabiano naquela zona do campo ajude, mas não dá pra saber se ele joga. Antes de criticarmos os jogadores, é necessário entender que muito dos erros não são por culpa deles, principalmente de posicionamento e erro de passes. É preciso que o treinador enxergue de forma "macro" a situação e, com base nisso e no que seus jogadores realizam nos clubes, monte o esquema tático mais adequado e coloque na nossa seleção aquilo que, realmente, o Brasil tem de melhor, seja na parte técnica ou tática.

É isso.
Abraços!
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