uno, dos, tres...
André
Bruno
Kleiton
Laura
Leandro
Rafael
Thiago
14

hello, hello!
Cão Uivador
Dilbert blog
Forasteiro RS
GPF
Improfícuo
La'Máfia Trumpi
Limão com sal
Malvados
Moldura Digital
Notórios Infames
PBF archive
Wonderpree

hola!
• A seleção brasileira das Olimpíadas
• MacGyver não morreu
• "Involução"
• Tá! E aí? Quem deu permissão?
• O Diretor das Vitórias Ressurge
• As Olimpíadas e o ser humano
• Valente, mas nem tanto.
• O Espetacular Homem Desnecessário
• O Colecionador de Colecionadores
• Para Roma, com idealização

Swinging to the music
• A 14 Km/seg
• Expressão Digital
• Peliculosidade
• Suando a 14
• Tá tudo interligado
• Cataclisma14 no Pan
• Libertadores 2007

dónde estás?


all this can be yours...





RSS
pensamentos modernos - a epidemia dos carros
André - 21 agosto 2012 - 22:04
entendo toda essa preocupação e terrorismo que a imprensa anda fazendo com a gripe a, mas acredito que essa abordagem acabou desviando o foco de outra epidemia: a epidemia de carros. em qualquer lugar de qualquer cidade que o cara vá, encontra sempre uma manada dessas caixas de metal com design atraente, pilotadas pelo que deve ser a mais pura liberação do id em forma corpórea. são uma tradução motorizada para uma enorme gama de sentimentos humanos, como pressa e baixa auto-estima e frustração e irritação, entre outras das vicissitudes mais básicas da humanidade. uma vez dentro dentro do veículo, o ser humano é terraplanado por alguma força mágica que o deixa incapaz de distinguir entre verde e vermelho, impaciente, relativiza o tempo de tal forma que qualquer coisa abaixo de sessenta por hora é devagar, perde completamente a noção de "mundo exterior". a hora do rush é praticamente uma seita cuja missão na terra é ocupar todos os espaços disponíveis nas ruas, e, por que não?, nas calçadas. a selvageria rosnada em carcaças de 30 mil reais, com entrada e todas as vezes sem juros. do alto dos seus bancos de pele de animal sintética, as pessoas acreditam que estão deixando os mendigos e os marginais e o trabalho e as mulheres lindas que os rejeitam e as perguntas complicadas e os problemas de saúde e o mundo para trás, presos nas sinaleiras que fecham no último minuto, despistados pela fumaça do canos de escapamento. mas para dar um passo à frente você precisa dar um passo à frente, amigo, não acelerar um passo à frente. parado na esquina de um cruzamento movimentado, com medo de atravessar por duvidar fortemente da aceitação das regras por parte dos motoristas, eu sou um dos que vê você passar o sinal vermelho e penso, assustado, "para encurtar as distâncias do mundo é preciso encurtar também a minha visão sobre ele?".
Comentários: 2