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Qual o melhor filme que você viu em 2005?
Leandro Corrêa - 30 dezembro 2005 - 15:07
E aí gaúchada, beleza? Por aqui está tudo certo :)

Bora falar de cinema. Vamos supor o seguinte cálculo: pegue o número total de filmes que você viu esse ano (aproximadamente) e divida por 365 dias. Estava pensando nisto e fiquei bem contente por ter chegado perto de uma média de 0,7 filme por semana. Sem dúvida minha melhor pontuação em 22 anos, ou seja, a minha vida inteira!
Inspirado nos comentários do post do André sobre o Top 10 da Rolling Stones, resolvi também pegar carona nessa onda de "Retrospectiva" que todo jornal, revista e canal de TV estão fazendo para eleger um Top 3 "Os Melhores Filmes que eu vi em 2005".
Além daqueles que eu certamente devo estar esquecendo, também ficam fora da minha lista os filmes que eu não vi - apesar da média alta. Dividi em duas categorias: Filmes Antigos e Filmes Novos (de 2005). Como a idéia era falar só dos melhores deste ano, não vou perder muito tempo com os antigos. São eles:
- Zellig
- Bons Companheiros
- Platoon
- Kill Bill Vol. 2
- Jerry Maguire
- American Graffiti
- Irmãos Cara-de-Pau
- O Anti-Herói Americano
- South Park, O Filme
Recomendo todos com muito entusiasmo.

Pois bem. Quanto aos Filmes Novos, na minha opinião a safra de blockbusters foi muito boa. Destaco os que eu mais curti: Star Wars 3, Batman Begins e Guerra dos Mundos.

Star Wars Episódio III - A Vingança dos Sith
O maior arrasa-quarteirão do ano, sem dúvida. E olha que todo mundo que viu já sabia o final. George Lucas foi competente ao finalizar a trilogia que propunha, além de encher mais ainda seus bolsos, explicar como Anakin Skywalker transformou-se no maior vilão do cinema (depois de Don Corleone, ressalto).
Se Star Wars já era uma franquia de sucesso na indústria de entretenimento de Hollywood, o sombrio Episódio 3 fez com que virasse grife.
Três momentos: a aguardada-por-mais-de-20-anos luta entre Anakin e Obi-Wan no planeta vulcânico Mustafar; a emblemática cena em que Anakin reaparece respirando através da máscara de Darth Vader; e a trilha sonora do filme inteiro, fantasticamente orquestrada pra fazer chorar.

Batman Begins
A origem deste super-herói não envolve energia atômica, mutação genética nem substâncias tóxicas. O cara apenas aprendeu a lutar treinando muito e descolou uns acessórios pra usar de arma. Tudo bem que escondeu a verdadeira identidade vestindo fantasia inspirada nos morcegos da sua caverna, mas isso foi só pra se diferenciar do McGyver.
O que me agradou foi justamente esta proximidade com a realidade. Explorar sem firulas o lado humano do personagem foi uma ótima idéia: ele ora tem medo, ora tem coragem, ora sente dor e ainda se apaixona - como todo mundo. O filme tem uma boa trama, muita ação, as cenas de lutas são ótimas e Gothan City ficou tão podre quanto seus políticos.
Três atores: Christian Bale fez, ao longo do filme, o personagem Bruce Wayne transformar-se num Batman de botar medo; Michael Caine como o mordomo Alfred roubou a cena várias vezes; e Gothan City está tão viva que é quase uma personagem.

Guerra dos Mundos
Tensão, suspense, robôs alienígenas, catástrofes e efeitos especiais super realistas. Não é o melhor do Spielberg, mas ainda assim um filme bem dirigido.
Três cenas: o plano seqüência impossível na rodovia, durante a primeira fuga da família em um carro; o pai e a filhinha atrás do espelho escondendo-se do olho-robô-cobra; e o caos durante a perseguição dos gigantescos robôs aos civis pelas ruas, casas e prédios da cidade.

Além destes três, ressalto menção honrosa para duas cinebiografias que me impressionaram: Ray e A Queda. (Ray é de 2004, eu sei, mas todo mundo viu em 2005 por causa do Oscar, então merece um desconto, vai!)

Ray
Tudo que o filme tem de impressionante se deve ao próprio Ray Charles: a história da sua vida é fantástica (pianista pobre, negro e cego enfrenta o preconceito da sociedade americana dos anos 50), o seu talento é monstruoso (tocava e cantava frenéticamente sem perder ritmo) e sua música é genial (o cara misturou R&B com música gospel, criando o Soul). Foi o que bastou pra entrar na minha lista.
Três cenas: flashback da tragédia na infância; flashback da mãe ensinando Ray a conviver com a cegueira; e a seqüência envolvendo os negros na Georgia, onde o ator Jamie Foxx, durante a primeira apresentação em seu estado natal, faz por merecer todos os prêmios que ganhou interpretando Ray Charles.

A Queda - As últimas horas de Hitler
Chocante e horrível, retrata a adoração absurda e irracional ao líder totalitário nazista no final da 2ª Guerra. Um capitulo da história da Alemanha, contada pelos próprios alemães, que a humanidade nunca deveria ter visto.
Um ator: Bruno Ganz está idêntico a Adolf Hitler, e tão monstruoso quanto.

E finalmente o motivo principal deste post: o Top 3 "Melhores Filmes que eu vi em 2005".

Bronze

Elizabethtown
Música boa e pé na estrada, uma redescoberta sobre valores como o amor, a família e o sucesso. Inspirador do começo ao fim, o filme conseguiu definir numa pernagem, Claire Colburn, todas as características do tipo de mulher para quem eu realmente me entregaria por completo. Dane-se todos os outros aspectos do filme! Medalha de bronze só porque eu estou apaixonado até hoje!
Três frases da Claire: "I don't know a lot about everything, but I do know a lot about the part of everything that I know, which is people"; "I'm going to miss your lips, and everything attached to them"; e a mais verdadeira de todas: "I'm hard to remember, but impossible to forget".

Prata

Sideways
Música boa e pé na estrada, uma redescoberta sobre valores como a vida, o amor e a amizade - acho que estou virando fã do gênero road movie. Mas com um filme desses, a simpatia é justificável. Afinal, a idéia de pegar o carro e cair na estrada, percorrer a rota das vinículas e dividir o volante com um amigo em seus últimos dias de solteiro é realmente atraente.
Três momentos: Miles e Jack provando vinhos; o episódio em que Jack perde sua carteira; e Maya ouvindo Miles divagar sobre sua preferência pela frágil uva Pinot sem perceber que fala de si mesmo.

Ouro

Sin City
Medalha de ouro por vários motivos. A começar pelo aspecto visual, onde a fotografia surpreende do começo ao fim, misturando atores reais com desenho animado e cenários 3D - tudo em alto contraste. É ver para crêr, e chorar.
Em seguida vêm os personagens de Frank Miller, que cativam muito. Cinco minutos para conhecê-los e você não só os compreende, mas torce por eles.
Além disso, o filme relata três ótimas histórias que, apesar de independentes, se cruzam pelas ruas da tal cidade do pecado - um lugar violento onde em cada beco, segundo o brutamontes Marv, "espere encontrar qualquer coisa".
Resumindo, nunca havia assistido nada parecido. Ganhou-me pela originalidade, e por isto é o Melhor Filme que vi em 2005.
Cinco destaques: a cena da morte do canibal Kevin; a carnificina provocada pelas prostitutas para lavar Oldtown; Jessica Alba como Nancy, dançando em movimentos cataclismáticos sobre uma mesa de bar; a cena da cela em que John Hartigan está preso, pensando em Nancy; e a brutalidade de Marv, o personagem mais cruel e violento do cinema (depois de Don Corleone, insisto!) e a sua motivação, Goldie, por quem se apaixonou por ter o perfume que os anjos devem ter...
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