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Nunca seja completo
André - 23 março 2011 - 21:46
Dia desses tive uma ideia muito boa pra postar aqui. Era tipo um microconto, uma história curtinha, mas extremamente interessante, sobre um sujeito que havia acabado de acordar e acabava se deparando com algum elemento que alterava sua rotina. Lembro também que essa ideia surgiu no meio da noite, em um daqueles momentos onde a gente simplesmente toma consciência de que está acordado e depois volta a dormir. E claro que, quando acordei novamente, havia esquecido a história.

A princípio fiquei frustrado, mas depois pensei melhor: esse conto jamais seria publicado em lugar algum. Ele existiria apenas no plano da imaginação, junto com fadas, duendes, o título mundial do Corinthians e repartições públicas eficientes. Isso permite que ele jogue no time do "poderia ser", daquelas coisas jamais postas em práticas que ainda podem ser tudo aquilo que esperamos dela. Quer dizer, o conto ainda pode ter um texto elegante como o do Cormac McCarthy, tiradas inspiradas como as do Borges, uma reviravolta impressionante como algumas histórias da Agatha Christie. Fatores que certamente iriam pro brejo quando ele fosse posto no papel virtual.

Ou seja, de certa forma as coisas só são completas quando elas ainda não existem, quando ainda podem ser perfeitas. Alguém pode esperar que o show do U2 seja fantástico e, ao sair de lá, descobrir que foi uma experiência tão aniquiladora que chamá-la de "fantástico" é o mesmo que chamar uma Copa do Mundo de "pelada". Mas, mesmo com as expectativas sobrepujadas por quilômetros, certamente essa pessoa dirá que faltou tocarem Red Hill Minning Town, que Bullet the Blue Sky não foi tão espetacular quanto nos shows da turnê anterior. Porque, por melhor que seja, a realidade jamais é tão perfeita quanto na imaginação. Trazer as coisas para o mundo real é um exercício de decepção.

E se algo só pode ser realmente completo e verdadeiro às suas intenções enquanto ainda está no plano do "e se", podemos concluir que
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