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A minha versão da indiada
Leandro Corrêa - 15 fevereiro 2006 - 13:22
O que deu na minha cabeça foi o seguinte: sábado à noite, Porto Alegre vazia, sem absolutamente nenhum lugar decente pra ir. Estávamos de carro, com dinheiro e sem nada pra fazer no domingo inteiro. E com a certeza de que na praia teria festa confirmada, deu na minha cabeça que a gente tinha que ir simplesmente porque não tinha porque não ir.

Calculista que sou, fiz uma simulação entre nós pra planejar a indiada. "Tá, nós temos grana pra ir, fazer festa e voltar, tudo de carro. Ok. E chegando lá, vamos onde? Ok. Compramos ceva agora? Ok. Mas eu não vou beber até chegarmos lá, afinal, queremos chegar lá, né? Ok". "André, teu irmão tá na praia? Tem chance de a gente conseguir lugar pra dormir? Ok, seria uma boa". "Se não tiver onde dormir, voltamos logo em seguida? Então não vou poder beber a noite toda".

Opa. Espera.

"Tá. Ainda assim vai valer mais a pena do que Porto Alegre. Ok". E aí fechou todas.

IDA

Confesso que foi uma merda ser o único sóbrio dentro do carro. Prudente, mas uma merda. O Thiago animadíssimo, berrando "Nós vamos pra praaaaaaaaiaaa" no banco de trás, compensava o suficiente pra continuar. Afinal, a gente tava indo mesmo pra praaaaaaia!!!

Na parada para comprar mais cerveja ocorreu o episódio do tiozinho do Escort que não pegava. Ao contrário do que o Bruno disse, não somos tão prestativos assim. Empurramos o carro do cara, mas lembro-me perfeitamente do Bruno dizer "Vai logo, Leandro, acelera o carro e vamos embora antes que o Escort morra de novo!", pedido o qual todos concordaram sem hesitar. "O Escort agora tá na nossa frente; se ele morrer de novo não dá nada: eu encosto nele e vou empurrando até a praaaaaaia" - sim, eu agora estava no clima.

Faltando uns 20Km pra chegar em Osório tivemos a idéia da placa 14Km. Por mais idiota que possa parecer, foi emocionante. Desde a contagem regressiva quilômetro por quilômetro dentro do carro até o estacionamento perfeitamente localizado junto à um acostamento de telefone SOS uns 50 metros da placa. A correria de fazer a foto rápido só não era maior do que a escuridão do lugar, o que talvez explica o enquadramento tosco da melhor foto em 3 tentativas:



E pô, que placa grande! É certo que se o Rafael estivesse lá ele dava um jeito de fotografar nós 5 junto à placa enorme, mais a Free-way, o Celta e a lua. Porém, por não conseguirmos contato a tempo de levá-lo conosco na indiada; o resultado tosco, então, foi o melhor que conseguimos.

CAPÃO

Thiago: Vamos tomar um Demônio!
André, Bruno e Leandro: é Capeta, seu bêbado!

E aí começou. Lembro-me de termos tomado 2 Demônios, muita cerveja, 1 Cuba e várias Caipiras, que por sinal estavam muito fortes (vinham sem limão nem açucar, praticamente).

Lá pelas tantas o Thiago ficou mal e tivemos que sair. Apesar de lembrar de tudo (como sempre), não vou me ater em detalhes nesta parte. Deirei apenas que o porre do Thiago não passava, porque a água que compramos pra ele tomar, ele tomava, digamos, por pouco tempo.

VOLTA

Dentro do carro saímos em direção à Rainha, encontrar o Fernando pra pegar a chave da casa de Albatroz, onde dormiríamos. Eu e o Bruno na frente (eu cuidando o trânsito e ele me guiando), o Thiago e o André atrás (sendo que o primeiro dormia com uma sacola de gasolina vazia nas mãos, e o segundo dizia "Cara, fica tranqüilo, qualquer coisa eu tô aqui do teu lado, pode... ô minaaaa!!!").

Thiago: Ô Bruno, pára o carro, meu.

Eu parei o carro no acostamento, o Bruno desceu e ajudou o Thiago. Nisso, o tiozinho que veio pedir carona pra Tramandaí abençoou nosso amigo que passava mal.

Tiozinho: Jesus! Minha nossa... vai com Deus...
(com uma mão sobre a cabeça do Thiago; a outra provavelmente fazia sinal de carona aos outros carros que passavam).

André: Meu irmão disse que é pra entrar à esquerda assim que a Paraguassu virar mão-dupla.
Bruno: Como assim?
André: Eu sei lá, só tô repassando o que ele disse.
(e dormiu).

Depois de muito tempo encontramos o Fernando e pegamos a chave.

Fernando olhando Thiago e André dormindo: Ô meu, eles tão bem?
Bruno e Leandro: Tá tudo bem, só estão dormindo...
Fernando: O que foi que vocês beberam???
Bruno e Leandro: Dá a chave logo.

Chegamos em Albatroz completamente acabados. De cansaço, ressalto! Algumas dificuldades pra entrar na casa, outras pra nos acomodarmos e eu, em menos de 30 segundos deitado, já dormia feito um bebê. Algum tempo depois acordei com o celular do Bruno tocando.

Leandro: Atende, cara, deve ser o Fernando tentando entrar.
Bruno: Ah meu, vai lá tu abrir a porta pra ele...
Leandro: Aaahhn.... (bocejo)... mas eu nem sei onde tá a chave... Vai lá você.... Bruno?

O celular do André toca, ele não atende. O meu celular toca, eu atendo mas... bem, à essa altura, largado sobre a cama, completamente sonolento e sem força nem pra carregar meu celular, a viagem, que até então tinha valido a pena, agora já não valia mais...
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